21 de dezembro de 2010

Reblogando: O verdadeiro anti-semitismo

Anti-semitismo é um termo inexato para descrever a perseguição sofrida por judeus na Europa, em especial durante o século XIX.
O termo é inexato porque a maioria dos judeus na Europa são descendentes de convertidos aos judaísmo no século IX e X. e principalmente dos khazares.
Os Khazares constituíam um império de tribos turcas na Ásia central e Rússia, que adotou o judaísmo como religião oficial do império, dando origem à população judaica na Europa oriental, em especial Rússia e Polônia.
A perseguição contra judeus na Europa foi motivada por questões religiosas, políticas e sobretudo econômicas.
A situação atual modificou-se de forma radical.
Os judeus gozam de situação privilegiada em termos econômicos, culturais e políticos. Não sofrem restrições de acesso a postos importantes e cobiçados.
Hoje, são os palestinos, árabes e muçulmanos, as grandes vítimas da perseguição, discriminação e massacres nas mãos dos novos anti-semitas – os “sionistas” e simpatizantes.
Enquanto muitos estudiosos questionam a origem semita dos atuais judeus, não há dúvida alguma de que os árabes (gênero) e os palestinos (espécie) são povos semitas, que nunca abandonaram sua terra, muito menos sua história na região.
O Estado sionista não apenas ocupou a Palestina Histórica e expulsou a maioria do seu povo desde 1948, mas discrimina os palestinos que continuam vivendo em suas casas e terras no que é hoje conhecido como Israel.
Exemplo disso é uma declaração recente feita por centenas de rabinos israelenses. O “decreto” religioso proíbe aluguel ou venda de casas para cidadãos árabes que vivem em Israel e ameaça aqueles que violarem essa ordem de serem isolados “excomungados” e punidos.
Segundo a bula religiosa, “qualquer um que venda ou alugue casa para árabes causa grande prejuízo aos judeus, uma vez que os goym tem estilo de vida diferente do nosso e o objetivo deles é nos prejudicar sempre”.
Até hoje, mais de trezentos rabinos influentes em Israel assinaram o decreto.
O chefe do movimento, rabino Shmuel Eliahu, da cidade de Safad, é conhecido por suas declarações e posições racistas contra a minoria palestina em Israel.
O que causou o movimento do rabino é a presença de alguns alunos árabes, que estudam em uma faculdade local e são vítimas de agressões racistas diárias por parte da comunidade judaica da cidade.
A solução encontrada pelos religiosos judeus é proibir os árabes de morar na cidade.
Vale lembrar que Safad é uma cidade palestina, construída pelos cananitas, há três mil anos e seu nome em aramaico significa Fortaleza. Situa-se no litoral norte da Galiléia.
No século XVI, um pequeno grupo de judeus religiosos, fugindo da perseguição na Espanha e em Portugal, após a expulsão dos árabes da Andaluzia, instalou-se na cidade. Eles viviam em harmonia e paz com os árabes-palestinos da cidade até o início do século XX.
A chegada dos novos imigrantes sionistas, com a intenção de expulsar os nativos e criar um Estado exclusivo para os judeus em toda Palestina, deu início a um novo capítulo na História da cidade e da região.
Safad foi ocupada no início de maio de 1948 por forças militares isarelenses, poucos dias antes da criação do Estado judeu.
Sua população árabe-palestina foi expulsa e suas casas foram destruídas. A população de várias aldeias circunvizinhas foi massacrada, como por exemplo, as aldeias de Saasa, Ein Zeitun e várias outras localidades.
Nas ruínas dessas aldeias, os sionistas construíram fazendas para os imigrantes judeus recém-chegados, parques nacionais ou simplesmente deixaram a terra abandonada.
Safad, hoje, é uma cidade totalmente judaica. Os árabes nativos da região não apenas foram expulsos e proibidos de retornar a suas terras, mas são proibidos de comprar ou alugar casas e terras na cidade.
Para os religiosos judeus, a proibição baseia-se no Torah. Dizem que no Torah está escrito que “Deus deu a terra de Israel ao povo de Israel. O mundo é tão grande e Israel tão pequena, mas todos a cobiçam. Isso é injusto”. São as palavras do rabino Yusef Sheinin, um dos líderes do movimento.
A “justiça” desse rabino é estranha. Ele prega não apenas expulsar um povo de sua pátria, mas discriminar a minoria desse povo que ainda vive na sua terra.
O que o mundo não deve aceitar e permitir é uma “justiça” desse naipe, que ainda usurpa o nome de Deus para encobrir práticas de ódio.
Outro rabino do assentamento Beit Il, dentro dos territórios palestinos ocupados desde 1967, líder do movimento Gush Emunin, Shlomo Aviner, declarou que “os árabes são 25% dos cidadãos de Israel e não devemos permitir que criem raízes aqui”.
Os palestinos não precisam criar raízes na terra, porque suas raízes são a própria terra. A cidade de Safad é exemplo disso: uma cidade cananita milenar, com nome aramaico (Aram = Síria) e alma árabe, onde viviam antes da invasão dos sionistas, muçulmanos e cristãos e judeus, em um mesmo espaço, com respeito e harmonia.
Os sionistas transformaram Safad em um gueto.
Colonos, que enfrentam dificuldades em criar laços com a terra e os povos onde vivem , falando de raízes, é pura hipocrisia.
A bula dos rabinos de Israel mostra a crise que uma sociedade racista e colonialista enfrenta para se afirmar e auto-definir.
O racismo, discriminação, expansionismo e militarismo são instrumentos indispensáveis não apenas para construir essas comunidades coloniais, como também para mantê-las.
A discussão sobre o decreto religioso envolveu vários setores da sociedade israelense: religiosos e seculares, da esquerda e da direita. Os rabinos ditos moderados emitiram opinião que se mostrou tão racista quanto à dos extremistas.
Um dos rabinos considerados moderados, Haim Drucman, tentou amenizar os efeitos das declarações dos rabinos favoráveis aos pogroms contra os palestinos dentro de Israel.
Segundo Drucman, “é necessário diferenciar entre árabes leais ao Estado Judeu e árabes não confiáveis”. “Os primeiros devem ter direitos e devem ser tratados de forma diferente, mas os outros devem ser expulsos”. O rabino não explicou como ser leal a um Estado, que exclui e se define como não seu, exclusivo de outro grupo.
A minoria árabe-palestina do Estado judeu (25%) é considerada uma ameaça, “a bomba demográfica” e a única solução, segundo muitos políticos sionistas é a expulsão dos palestinos.
Israel não é Estado de todos os seus cidadãos, como qualquer outro Estado normal do mundo, mas Estado de uma parcela da população, cidadãos judeus. Os árabes em Israel são cidadãos de terceira categoria, tratados como estrangeiros na sua própria terra, e temem a toda hora serem expulsos de suas casas.
O que Israel quer de fato é a redefinição de conceitos humanos básicos, como liberdade, direitos humanos, cidadania, igualdade e fraternidade.
A ideologia sionista pode ser definida como nazi-sionista, uma vez que baseia-se nos mesmos fundamentos nazistas da pureza racial e mito da supremacia e separação total entre grupos e etnias diferentes. O decreto do rabinato é irmão das leis de Nuremberg.
Em um artigo publicado no jornal Israel Hoje, em 13/12/2010, a jornalista Amona Alon, sugeriu que é obrigação de Israel mostrar ao mundo que a desigualdade não é discriminação, mas apenas reflexo de diferenças entre povos diferentes. Os brancos da África do Sul não foram tão longe.
Segundo a jornalista, as medidas tomadas por Israel, para forçar seu caráter de exclusividade judaica, são necessárias e justificáveis, mesmo contrariando os ideais liberais. O que a jornalista sugere é que os judeus em Israel tem direitos que os não judeus não podem ter. Fim da isonomia. Sua lógica é distorcida, racista, retrógrada e oportunistas, já que certamente se qualquer outro Estado tomasse essas medidas discriminatórias contra os seus cidadãos judeus, seria acusado de crime, racismo, perseguição anti-semita.
Em resumo, a lógica israelense se funda nas seguintes asserções:
1º Tenho direito de ser racista e o mundo deve aceitar isso, porque é a maneira da minha auto-afirmação;
2º É direito meu praticar a discriminação contra os árabes cidadãos de Israel, porque é a única forma de manter o caráter de exclusividade judaica do Estado.
3º É meu direito viver em guerra permanente, já que é a garantia da minha existência, porque a paz verdadeira é justa e isso representa ameaça a meus privilégios.
4ª Matar e causar sofrimento é a única maneira encontrada por Israel para sobreviver, já que precisa subjugar a população nativa, para manter seus privilégios.
Isso não é lógica, isso é patológico! Essas anomalias e taras ameaçam o mundo!
Abdel Latif Hasan Abdel Latif, palestino, médico.

1 de dezembro de 2010

Informação aos amigos, amigas, internautas e demais (des)interessados

Gostaria de pedir desculpas aos freqüentadores do blog pela pouca freqüência de postagens, como quebrei o braço (imagino que todos saibam), tenho asma  (que anda atacada ultimamente) e estou com um problema na coluna, gostaria de salientar que isso tudo aliado ao fato d´eu não ter uma perna e ainda não estar recebendo do INSS (palhaçada) tem dificultado de verdade minha vida, a porra do meu braço tem doído muito, não tenho entrado na net, não tenho ido à faculdade, não fui a reuniões, grupos que participo, não fui à reunião da Ardidos do Pimentas, não fui ao Pacaembu, como havia marcado com o pessoal da Unifesp, não fui às assembléias estudantis e enfim, não fiz porra nenhuma, tenho ficado em casa direto, está uma merda até pra escrever este rascunho de pedido de desculpas, o pai de um amigo teve problemas de saúde e não pude fazer nada, isso é oque mais me incomoda, não pude apresentar o seminário de Brasil V, sei lá, enfim eu to na merda, de qualquer forma, apesar de ser ATEU convicto, todos estão liberados para realizar qualquer mandinga, chuta urucubaca, oração, reza e cia, to aceitando até sal grosso... mas não conta pra ninguém... de qualquer forma, assim que possível volto à ativa, segundo meu médico (da fratura do escafóide) algo entre 3 e 12 meses...

ah, logo mais vou colocar aqui uma breve resenha e recomendação de leitura do último livro que li (Como me tornei estúpido) bom livro, gostei mesmo...
té mais galera

Reunião do Comitê de Luta Pelo Transporte Público


Reunião: 04/12/2010 (Sábado), às 15:00hrs.
Local: SINPRO  Rua Maria Lucinda, 53 - Vila Zanardi -Guarulhos.

Proposta de pauta:
> Aniversário de Guarulhos
  • Dupla função
  • Terminais
  • Valor da tarifa: AUMENTOU?

> Próximas ações;
> Outras propostas, enviem para o email.


Obs.:  Levem propostas de textos, dados sobre as propostas de pauta, façam a convocação a outros/as camaradas.

Blog: valordatarifa.blogspot.com

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, declaração do Dep. Ivan Valente do PSOL / SP


Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,
Participei ontem, na Assembleia Legislativa de São Paulo, de um ato político organizado pela Frente em Defesa do Povo Palestino. Há exatos 33 anos, era aprovada a resolução 32/40 da Organização das Nações Unidas que definiu o 29 de novembro como Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Neste mesmo dia, 30 anos antes – portanto, em 1947 – , a mesma Assembléia Geral da ONU aprovava a Resolução nº 181, que decidiu pela partilha do território da Palestina histórica para o estabelecimento de um Estado judeu e um árabe, sem qualquer consulta aos habitantes locais.
Assim nasceu o Estado de Israel, sem que o mesmo fosse assegurado ao povo palestino, o que levou à expulsão de mais de 700 mil pessoas de suas casas e à destruição de centenas de vilarejos. Em 1948, quase a totalidade das terras palestinas (94%) foram tomadas militarmente pelo Estado de Israel. Hoje mais de seis milhões de palestinos vivem em campos de refugiados espalhadas pelos países árabe e mundo afora. Ainda hoje, Israel controla 65% da Cisjordânia e 40% da Faixa de Gaza, com seu exército e sua força paramilitar, os colonos, implementando um regime de terror.
Seis décadas depois, a região é assim marcada pela ocupação mais longa do período contemporâneo, aprofundada sob a marca do desrespeito aos acordos e tratados internacionais. Nas últimas décadas, foram inúmeras as resoluções adotadas, com base na Carta das Nações Unidas e na Lei Internacional, incluindo a lei humanitária internacional, que até hoje não foram implementadas devido à recusa e intransigência de Israel.
Desde 2002, um muro da vergonha corta a Cisjordânia ao meio. Os checkpoints e assentamentos sionistas se multiplicam. Estradas proibidas ao trânsito de palestinos são símbolos do apartheid que se configura no território ocupado. Em Gaza, 1,5 milhão de pessoas se espremem em 360km2, vítimas de um bloqueio criminoso que tem como resultados principais a fome e a miséria da população. Este ano, o mundo presenciou indignado o covarde ataque de soldados israelenses à frota humanitária que buscava, justamente, levar remédios e medicamentos a este povo. Tamanha barbárie não foi suficiente, no entanto, para por fim ao bloqueio à Faixa de Gaza.
Por trás das ações do exército de Israel está o financiamento dos bancos sediados em Nova York e a manipulação da cobertura jornalística das grandes redes de TV. Tudo respaldado pelo apoio explícito do império dos Estados Unidos.
É por isso, senhor Presidente, que neste dia 29 e ao longo desta semana ocorrem inúmeras manifestações de solidariedade e apoio à luta do povo palestino em todo o mundo. E também aqui no Brasil. É um período para chamar a atenção do planeta de que todos os direitos inalienáveis do povo palestino têm sido desrespeitados, como à autodeterminação, à saúde, à educação, ao ir e vir.
É um momento também para cobrar uma resposta consequente da comunidade internacional para a drástica situação na Palestina, com a realização de ações concretas que de fato levem à mudança dessa realidade. Não podemos manifestar nossa solidariedade apenas nos momentos em que ocorrem as grandes tragédias. É preciso afirmar permanentemente que só haverá paz no Oriente Médio com o reconhecimento do direito ao povo palestino a um Estado livre e soberano. Um povo que há 63 anos resiste heroicamente ante todas as arbitrariedades, de humilhações a bombas e torturas legalizadas.
Afirmamos também que não é possível consagrar nenhum processo de paz ante as campanhas colonizadoras israelenses. De fato, senhoras e senhores deputados, os assentamentos sionistas são mais uma, diante de tantas outras, flagrante e agressiva manifestação da ocupação de Israel.
Por tudo isso, nesta data histórica, fazemos questão de manifestar, mais uma vez, nosso compromisso com esta luta. Viva a resistência do povo Palestino! Palestina livre!
Muito obrigado.



Ivan Valente
Deputado Federal PSOL/SP

23 de novembro de 2010

Assembléia Geral da Unifesp Guarulhos

Terça-feira, 23, às 18h
Pátio Central
Pauta: Avaliação da negociação com a Reitoria


Convocamos todos para a Assembléia Geral dos Estudantes da Unifesp Guarulhos, a se realizar nesta Terça-Feira, às 18h, no Pátio Central. Esta Assembléia tem o objetivo de avaliar o parecer da Reitoria acerca das reivindicações dos estudantes, bem como decidir os próximos passos da mobilização dos estudantes. Participe!


CAEL, CACS, CAHIS, CAPED, DCE

Comando de Greve

Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos

17 de novembro de 2010

Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp dia 18/11/2010

Caros Colegas e Entidades Estudantis,

A gestão “Em Luta 2010/2011" do DCE-UNIFESP,  no uso de suas atribuições legais, conforme o Artigo 14 e 16 do Estatuto do DCE, convoca a Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp para o dia 18/11/2010 (quinta-feira) às 14h no Pátio da Tribo, Rua Borges Lagoa nº 770).

 Pauta Proposta:

1) Resposta da Reitoria a respeito da carta aberta com a pauta reivindicação unificada;
2) Encaminhamentos.


Obs.: solicitamos o apoio para ampla divulgação aos estudantes da Unifesp.


Diretório Central dos Estudantes
Universidade Federal de São Paulo
Diretoria DCE – Gestão “Em Luta”  2010/11
Rua Pedro de Toledo, 840
Tel.: 5576-4253

12 de novembro de 2010

Enquanto isso no lado esquerdo do Sid Cerveja...

Nota pública do CAHIS-Unifesp sobre o ano letivo

O Centro Acadêmico de História (CAHIS-Unifesp), já no início de 2010, impulsionava reuniões e assembléias entre os estudantes de história para debater as questões de assistência estudantil. A mobilização ampliou, suscitando a realização de assembléias estudantis do campus Guarulhos para debater a questão, nas quais a paralisação vinha sendo proposta como forma de luta.
No segundo semestre do ano, frente ao não atendimento das demandas levantadas e ao aumento da insatisfação com as precárias condições estruturais para o andamento das atividades acadêmicas, o movimento estudantil promoveu três ações: a) reuniões periódicas entre os centros acadêmicos constituídos; b) convite à diretoria acadêmica e à pro-reitoria de assistência estudantil para uma reunião sobre assistência e permanência; e c) a convocação de novas assembléias dos estudantes do campus para organizar nossa mobilização.
Após a reunião com a direção da universidade, ocorrida no dia 20 de outubro no pátio do campus, constatando que as reivindicações emanadas da assembléia realizada no dia 14/10, os estudantes decidiram paralisar suas atividades na maior assembléia dos estudantes da Unifesp-Guarulhos já realizada (21/10).
Desde o início da greve, o Comando de Greve dos Estudantes vem prezando pela abertura de um diálogo franco, sincero e aberto com professores e funcionários, tendo em vista que a insatisfação com as condições para as atividades acadêmicas é comum a todos nós e que sua solução exigirá uma ampla mobilização dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.
Como vimos afirmando insistentemente, tal diálogo deve ser crítico e questionador, uma vez que, sem estes elementos, seria algo meramente protocolar e sem capacidade de construir a unidade programática e a autonomia de ação de estudantes, professores e técnicos administrativos. Evidenciamos que estávamos abertos a críticas e considerações a respeito do movimento, pois este é um passo fundamental para golpearmos juntos, ainda que marchemos separadamente.
Contudo, prezamos igualmente pela autonomia do movimento estudantil. Não aceitaremos que o espaço concedido para a efetivação de uma relação aberta e fraterna seja utilizado para que nossa autonomia seja desrespeitada. É neste sentido que o CAHIS afirma que permanecerá aberto ao diálogo crítico, mas de forma alguma coadunará com a intervenção de quaisquer outros segmentos acadêmicos, movimentos ou organizações estranhas ao movimento estudantil, independente da opinião e da orientação política que apresentem.
Os trabalhadores do funcionalismo público, entre eles os docentes e técnicos administrativos do ensino superior, tem ampla experiência acumulada em movimentos grevistas, a respeito da qual prestamos reconhecimento e referenciamos.
Em seu capítulo VII, a Constituição Federal legisla sobre a administração pública e afirma, em seu Art. 37°, inciso VI e VII, respectivamente, que “é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;” e que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.
  Até que se aprove a referida lei, o dispositivo que “dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.” é a Lei n° 7.783, de 28 de junho de 1989. Em seu Art. 1°, lê-se: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.” Esta mesma lei estabelece que devem ser mantidos os “serviços ou atividades essenciais”, “cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável”. Não constam na listagem apresentada a atividade docente.
Portanto, não há qualquer legislação referente à greve de professores, seja da rede privada, seja da rede pública de ensino. Inexiste, igualmente, qualquer legislação que dá providências sobre greves estudantis. No que se refere especificamente à educação, o que existe é a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases. Em seu Capítulo IV, Art. 47, ela estabelece: "Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver."
É de responsabilidade da instituição de ensino superior velar pelo cumprimento da lei. Até o momento da paralisação estudantil do campus Guarulhos (21/10), havia sido efetivado 81% (162 dias) do ano letivo. Restam 38 dias letivos para o cumprimento do mínimo estabelecido por lei para sua conclusão.
Portanto, independente das razões que impeçam a conclusão dos duzentos (200) dias letivos anuais (greve estudantil, greve do funcionalismo público, interdição das instalações, desastre natural etc.), deve-se organizar novo calendário acadêmico, "independente do ano civil", para efetivar a conclusão do ano letivo.
Esta é uma decisão que não passa pelo corpo docente, nem pelo corpo discente, ou pelos técnicos administrativos, mas pelas direções universitárias, responsáveis pelo estabelecimento do calendário acadêmico. Ademais, nem a universidade, nem professores e professoras tem garantida a prerrogativa de reprovar nenhum estudante em decorrência da não realização de aulas, seja ela motivada por qualquer razão.
Neste sentido, o Centro Acadêmico de História da Unifesp, solicita a todas e todos, antes de tudo, tranquilidade no tratamento da questão, uma vez que a continuidade da greve não significa a perda do semestre letivo. Se existem argumentos políticos que, por um lado, justifiquem o fim da greve, e por outro, sustentem a sua continuidade, vamos ao bom debate político. Desejamos que os estudantes votem a favorável ou contrariamente à continuidade da greve convencidos de argumentos e não como consequência da desinformação.


Guarulhos, 10 de novembro de 2010

Centro Acadêmico de História da Unifesp
Gestão HistoriAção
http://cahisunifesp.wordpress.com

Assembléia dos estudantes de História da UNIFESP

 
Terça-feira, 16/10, às 18h
No Galpão
Pauta: Paralisação e a mobilização estudantil

8 de novembro de 2010

Justiça federal determina a anulação do ENEM 2010

LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

A Justiça Federal do Ceará suspendeu nesta segunda-feira o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), acatando uma liminar do Ministério Público Federal. A decisão tem efeito em todo o Brasil.

A decisão da juíza federal Carla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, se baseou no argumento de que o erro da impressão das provas prejudicou os candidatos. Para ela, a realização de novos exames para parte dos candidatos "poria em desigualdade todos os candidatos remanescentes".
Em nota, o procurador da República Oscar Costa Filho, afirmou que a decisão traz "segurança e estabilidade".
No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas.
Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta.
A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União.
Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado.
Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --pouco mais de 3 milhões compareceram.
No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%.
A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).

Original em:
http://www1.folha.uol.com.br/saber/827282-justica-federal-do-ceara-determina-suspensao-do-enem-em-todo-o-pais.shtml

Festa da Acadêmicos Ardidos do Pimentas terá roda de Samba dia 27/11/2010

Charge do cartunista Latuff sobre o debate em torno da questão da regulamentação do aborto no Brasil

Programação para esta semana durante a GREVE na UNIFESP Guarulhos

Segunda-Feira
08/10/2010 às 14h – Grupos de Discussão (Galpão)
* Agrupados por tema: Transporte; Auxílio estudantil; Construções; Moradia estudantil; Jubilamento.
08/10/2010 às 17h – Debate (Pátio Central)
* Reforma e Expansão Universitária, REUNI.
08/10/2010 às 18h30 – Reunião das Comissões do Comando de Greve (Concentração no Pátio Central)
* Reuniões abertas das comissões de Comunicação; Mobilização; Infraestrutura e finanças; Jurídico; Segurança.
08/10/2010 às 20h – Grupos de Discussão (Galpão)
* Agrupados por tema: Transporte; Auxílio estudantil; Construções; Moradia estudantil; Jubilamento.

Terça-Feira
09/11/2010 às 9h30 – Assembléia dos Estudantes da UNIFESP (Pátio da Tribo – Rua Borges Lagoa, 770)
09/11/2010 às 14h – Ato dos estudantes e funcionários da UNIFESP (Vila Mariana)

Quarta-Feira
10/11/2010 às 14h30 – CineDebate (Pátio Central)
* Delírios de Maio.
10/11/2010 às 18h – Reunião do Comando de Greve (Pátio Central)
* Avaliação da Mobilização
10/11/2010 às 20 – CineDebate (Pátio Central)
* Contra-Cultura

Quinta-Feira
11/11/2010 às 14h30 – Grupos de Discussão (Concentração no Pátio Central)
* Movimento Estudantil
11/11/2010 às 18h – Reunião das Comissões do Comando de Greve (Concentração no Pátio Central)
* Reuniões abertas das comissões de Comunicação; Mobilização; Infraestrutura e finanças; Jurídico; Segurança.
11/11/2010 às 20h30 - Grupos de Discussão (Concentração no Pátio Central)
* Movimento Estudantil

Sexta-Feira
12/11/2010 às 15h – Oficina (Galpão)
* Preparação de materiais para a festa que acontecerá em seguida.
12/11/2010 às 19h Festa PPP (CA)
* Pijama, , Política e Poesia
12/11/2010 às 11h59 – Corujão (CA)

Para saber mais entre no blog oficial da paralização! http://unifespemgreve.wordpress.com/

Assembléia Geral dos estudantes da UNIFESP dia 09/11/2010

A Gestão “Em Luta” do DCE-UNIFESP divulga a todos os estudantes a
 
II ASSEMBLEIA GERAL
Extraordinária dos Campi da UNIFESP,
 
como foi estabelecida, pela Plenária, a convocação, durante a I Assembleia Geral.
Em seguida, ocorrerá o ATO Público junto com o Sintunifesp.
Data: 09/11/2010.
Horário da Assembleia Geral:
 A partir das 9h30. Espaço da Tribo - Rua Borges Lagoa, 770
                        Início do Ato: Previsto para as 14h.
NÃO DEIXE DE PARTICIPAR E MANIFESTAR SUA OPINIÃO!

ENEM 2010 pode ser cancelado: Mais uma catástrofe para a educação brasileira

Mais uma vez o ENEM rolou cheio de pepinos, problemas de todos os tipos, o pessoal do INEP (órgão responsável pela [DES]organização da prova) colocou estudantes para realizar a prova em locais muito distantes de suas residências, não atendeu pedidos de pessoas portadoras de necessidades especiais, colocou uma estudante com catapora para fazer a prova em uma sala normal, cheia de estudantes e ainda alegou para a mãe que ele deveria ter previsto com alguns meses de antecedência que a filha dela ficaria doente, distribuiu provas incompletas, questões erradas, falhas de impressão, de montagem de fotos etc.
Ainda assim, com este toró de incompetência, o pessoal do governo federal chegou ao absurdo de publicar em seu twitter oficial que as pessoas que estavam reclamando com toda a justiça, era gente que já havia dançado na prova, pode até ser verdade, mas quem deu o tom, da dança foi a incompetência do Ministério da Educação, do INEP e do Governo Federal, que sequer soube aprender com as toneladas de erros e imbecilidades que vem


Notícias:

Prova do ENEM 2010 poderá ser anulada! Leia mais clicando aqui
OAB Recomenda que ministério público solicite a anulação do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Ministério da Educação admite erros no ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Erros em impressão de provas do ENEM preocupa professores: Leia mais clicando aqui

Ordem dos Advogados diz que ENEM 2010 pode ser anulado: Leia mais clicando aqui

Escritor Laurentino Gomes critica MEC por erro em citar seu livro no ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Candidatos postam no twitter enquanto realizam a prova do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Justiça Federal determina a anulação do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

4 de novembro de 2010

Associação dos Docentes da Unifesp reitera seu apoio aos estudantes em greve

Desde o início da expansão da Unifesp, lutamos para que o processo garantisse qualidade educacional. Queremos deixar claro, mais uma vez, que somos e sempre fomos a favor da expansão pública do ensino superior. Porém, é inaceitável que o atual processo signifique a precarização da educação oferecida e o abandono de um projeto integrado de universidade pública que contemple, com qualidade, ensino, pesquisa e extensão.
 
A Adunifesp reitera sua solidariedade às mobilizações, em especial às greves de Santos e Guarulhos. Consideramos mais que legítimas as reivindicações dos discentes, que nada mais exigem do que o direito a uma educação pública de qualidade e a políticas de permanência estudantil condizentes com as suas necessidades.
 
Desta forma, é preciso que a Instituição dialogue imediatamente com os estudantes, para que sua pauta de reivindicações comece a ser atendida o quanto antes. Além disso, é inaceitável qualquer tipo de punição aos alunos mobilizados ou a repetição de eventos como a agressão pela Guarda Civil Municipal a um grupo de estudantes de Guarulhos. Exigimos, inclusive, que o caso seja investigado e que medidas sejam tomadas pela Reitoria.
 
Associação dos Docentes da Unifesp – Seção Sindical do Andes

Moção de repúdio à Guarda Civil de Guarulhos e à Polícia Militar

Os estudantes da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) - reunidos em Assembléia Geral representativa de todos os campi (São Paulo, Santos, Guarulhos, São José dos Campos e Diadema) - repudiam as agressões truculentas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal de Guarulhos, ocorridas durante a tentativa legítima e pacífica dos estudantes do campus Guarulhos adentrarem no prédio do Centro de Educação Unificado da prefeitura de Guarulhos, o qual foi cedido para o uso da UNIFESP, com finalidade de continuidade à paralisação deliberada em assembléia do campus.

3 de novembro de 2010

Supostos defensores da lei, a maconha que adquiri recentemente não é de qualidade nem razoável

MOACYR SCLIAR - Os direitos do consumidor

Supostos defensores da lei, a maconha que adquiri recentemente não é de qualidade nem razoável


Um americano de 21 anos ligou para a polícia para reclamar sobre a péssima qualidade da maconha que tinha acabado de comprar. A polícia disse que o jovem declarou ter comprado a substância naquele mesmo dia, e que "foi horrível" quando a fumou.  FOLHA.COM

"SENHORES DEFENSORES DA LEI, melhor dizendo, supostos defensores da lei: dirijo-me a Vs.Ss. para denunciar um fato que reputo da maior gravidade.
Como muitos outros, sou um regular consumidor de maconha. Caso Vs.Ss. não saibam do que estou falando, e suspeito que não sabem mesmo, porque infelizmente não se pode confiar no conhecimento das chamadas autoridades, explico-me: estou falando da Cannabis sativa, planta herbácea da família das Canabiáceas.
Ela é muito cultivada em várias regiões do mundo e caracteriza-se pelas folhas finamente recortadas em segmentos lineares, pelas flores unissexuais e inconspícuas e, sobretudo, pelo fato de fornecer esta substância que tão grande papel tem em nosso mundo, a maconha, capaz de proporcionar um barato que, ao menos no meu caso, constitui-se experiência insubstituível.
Isso, bem-entendido, quando a maconha é de qualidade pelo menos razoável. Não foi o caso do produto que adquiri recentemente, pagando aliás preços elevados.
Fumei o primeiro baseado, fumei o segundo e nada, senhores policiais, nada, absolutamente nada, nada de nada! Normalmente, sob a ação da maconha, eu vejo o mundo diferente e muito melhor, um lugar de paisagens deslumbrantes, de pessoas agradáveis e simpáticas.
Mas, com aquela maconha, nada disso acontecia. O mundo continuava sendo exatamente o mesmo, feio, triste, asqueroso.
Escusado dizer que procurei imediatamente o fornecedor, a quem aliás conhecia pouco. Reclamei do ocorrido, mas ele não apenas não me deu atenção, como ainda me ofendeu: minha maconha é boa, você é que não presta, você não passa de um garoto mimado e idiota.
Ameacei levar o caso à polícia, e ele me desafiou: faça isso, não tenho medo. Daí esta queixa. Vejo minha atitude como uma legítima defesa do consumidor. Afinal, não podemos ficar à mercê de vendedores inescrupulosos, que abusam de nossa boa-fé.
Se esta prática se generalizar, o que será de nossa sociedade, da sociedade de consumo em geral? Precisamos de providências urgentes, antes que essa prática se dissemine, antes que cheguemos àquele estágio de completa anarquia em relação à qualidade da maconha e de outras substâncias.
Sugiro mesmo que o problema seja entregue a uma comissão de experts capazes de padronizar a maconha, de propor uma hierarquia dos diferentes tipos, de credenciar os vendedores sérios e que são realmente confiáveis.
Creio, com toda a sinceridade, estar falando em nome de um grande número de pessoas, que certamente endossarão estas reivindicações e que, se for o caso, poderão assinar manifestos e participar de demonstrações em apoio ao aperfeiçoamento da qualidade da maconha. Espero as providências de Vs.Ss.
E se, no meio tempo, puderem me arranjar um bom estoque de maconha confiável, eu agradeceria. E até voltaria a confiar na lei."

MOACYR SCLIAR escreve nesta coluna, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas no jornal (Folha de São Paulo). moacyr.scliar@uol.com.br

Mato, Palhoça e Pilão. O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes

"Mato, Palhoça e Pilão. O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes (1532—2004)", Editora Expressão Popular – 1ª edição, São Paulo – 2005, livro de Adelmir Fiabani, será o centro do debate no próximo dia 17 de novembro, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
O livro reconstrói o fenômeno quilombola, desde a implantação do trabalho escravizado no Brasil, nos anos 1530, até a abolição formal do regime escravista em 1888. Apresenta o quilombo como forma singular de resistência do trabalhador escravizado à apreensão violenta e a exploração de sua força de trabalho. Adelmir apresenta a história das classes trabalhadoras hegemônicas no passado escravista, que constitui instrumento fundamental para a segura superação das crescentes contradições atuais entre o mundo do trabalho e o mundo do capital.

Expositor:

- Adelmir FiabaniGraduação em História – UNIJUÍ/RS, Mestre em História – UPF/RS
Doutor em História – UNISINOS/RS, Professor Adjunto de Ciência Política - UNIPAMPA/RS

Debatedores:

- Marcos Del RoioGraduação em História-USP, Mestre em Ciência Política-UNICAMP, Doutor em C.Política - USP
Pós-doutorado em Est.Internacionais-Fac.C.Políticas-Univ.de Milão e Prof.UNESP em Franca
- Augusto Zanetti
Graduação em História e Mestre em História Social – USP
Doutor em História Social – UNICAMP, Professor da UNESP/Campus de Franca e da FMU

Mediadora:

- Célia Reis Camargo
Graduação, mestrado em História – USP, Doutorado em História Social – UNESP, Professora do Depto de História - UNESP/Assis e Coordenadora do CEDEM

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 17 de novembro 2010 (quarta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 – 1º andar - metrô Sé
(11) 3105 - 9903 - http://www.cedem.unesp.br/

29 de outubro de 2010

7ª Festa do SACI na Casa dos Cordéis

Moção da Cahis da USP sobre a paralização na UNIFESP


Moção de apoio à greve dos estudantes da UNIFESP 

O Cahis da USP apoia a luta dos estudantes da UNIFESP em greve!

A luta dos companheiros por melhorias na universidade (que hoje funciona de forma precária), por permanencia estudantil, entre outras pautas especificas, é legítima e comum à nossa. Sofremos também com os ataques dos governos à universidade pública, e os companheiros estão dando um exemplo de que com a luta e a mobilização podemos resistir e avançar para mudar esse quadro e construir uma outra universidade.


Festa da Acadêmicos Ardidos do Pimentas

27 de outubro de 2010

Reblogando: ATIVIDADE DE FORMAÇÃO – Consumo de substâncias psicoativas, uma visão antropológica

com Maurício Fiore, bacharel em Ciências Sociais e mestre em Antropologia Social pela pela USP. Publicou diversos trabalhos sobre o tema, entre os quais se destaca sua dissertação de mestrado, publicada no livro Uso de “drogas”: controvérsias médicas e debate público (Mercado de Letras/Fapesp, 2006). Atualmente é doutorando em Ciências Sociais na UNICAMP e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

dia 28/10 , às 19:30 na PUC- SP (ponto de encontro: Pátio do Centro Acadêmico Benevides Paixão – de lá rumaremos para uma sala/ para chegar lá entre na Comfil pela Rua Monte Alegre, 971, a entrade é ao lado da banca, e desça a escada/ se estiver perdido ligue para 9272 1918)
Recomendamos a leitura do artigo: Consumo de substâncias psicoativas: sujeitos, substâncias e eventos – Maurício Fiore, disponível para dowload em:
http://coletivodar.files.wordpress.com/2009/07/artigo-mauricio-fiore-ram.pdf

Os mais animados podem ler também artigo de Fiore no livro Drogas e cultura, do NEIP, disponível em: http://coletivodar.files.wordpress.com/2009/07/drogas_e_cultura.pdf

Coletivo Desentorpecendo A Razão (DAR)
coletivodar.wordpress.com
@coletivodar
coletivodar@gmail.com

Original Clique aqui

26 de outubro de 2010

Luto pela morte de um ilustre cidadão da terra, Polvo Paul, descance em paz

   
Pela manhã uma amiga ficou assustada em saber que eu estava de luto, depois fiquei sabendo que o ex-senador/torturador Romeu Tuma havia morrido, só então entendi sua indignação, na verdade eu estava de luto pelo Polvo Paul, que com a aproximação da eleição e sabendo que teria de decidir entre uma caixinha com uma foto do Serra e outra com a foto da Dilma, suicidou-se em um heróico esforço de auto-estrangulamento.
      Não acredito em deus, céu, querubins e companhia, porém a idéia de um lugar como o inferno cai como uma luva para calhordas como Garrastazu Médice, David Ben-Gurion, Adolf Hitler e Romeu Tuma...
      Querido Polvo Paul, descanse em paz no sagrado céu dos cefalópodes...

Para saber mais sobre O Povo Paul : Clique aqui
Para saber mais sobre Romeu Tuma: Clique aqui



Assembléia Geral de todos os Campi da UNIFESP dia 28 de Outubro de 2010

Caros Colegas e Entidades Estudantis,
 
A gestão “Em Luta 2010/2011" do DCE-UNIFESP,  no uso de suas atribuições legais, conforme o Artigo 14 e 16 do Estatuto do DCE, convoca a Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp para o dia 28/10/2010 (quinta-feira) às 14h no Estacionamento C (em frentre ao Hospital SP).

 Pauta Proposta:
 
1) Permanência Estudantil;
2) Precarização da Infraestrutura nos campi Unifesp;
3) Encaminhamentos.


Obs.: solicitamos o apoio para ampla divulgação aos estudantes da Unifesp.

 
Diretório Central dos Estudantes
 
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Diretoria DCE – Gestão “Em Luta”  2010/11
Rua Pedro de Toledo, 840
Tel.: 5576-4253

24 de outubro de 2010

Carta aberta dos estudantes da UNIFESP Guarulhos sobre a GREVE e a repressão

Guarulhos, 24 de outubro de 2010.

Esta comunicação tem como objetivo colocar a opinião pública ciente da grave situação enfrentada pelos estudantes da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), do campus de Guarulhos, com relação à infraestrutura necessária para o bom desempenho de seus trabalhos acadêmicos, do qual depende a qualidade dos futuros educadores, pesquisadores, escritores e de todos os profissionais em formação nessa faculdade de “Humanidades”.
O campus da UNIFESP de Guarulhos foi fundado em 2007 e há quatro anos sofre as consequências do descaso das autoridades competentes e dos entraves impostos pela burocracia institucional. Entraves estes que se configuram como um crime contra a educação pública e a liberdade de produção intelectual.
Desde a fundação várias mobilizações estudantis foram levadas a cabo com o intuito de que se conseguissem condições mínimas para a permanência e o desenvolvimento dos educandos em formação.
A última delas alcançou algumas conquistas essenciais, como a construção de um restaurante universitário, que foi disponibilizado em caráter provisório pela necessidade urgente, mas permanece a mais de um ano atendendo de forma precária. Outra vitória para o movimento foi a substituição da reitoria corrupta que utilizava a verba que deveria servir à educação para a satisfação de luxos pessoais à custa do dinheiro público.
Mas os nossos problemas e motivos de mobilização não pararam por aí.
Há um projeto de expansão do campus que vem sendo negociado desde as primeiras mobilizações dos estudantes e que continua categoricamente sendo deixado em segundo plano, apesar da chegada de mais estudantes a cada ano. Para que se pudessem acomodar tantos estudantes, a Universidade teve que ocupar o prédio do CEU Pimentas – Guarulhos, ao lado do campus, que deveria servir à comunidade local atendendo alunos de Educação Básica e servindo aos jovens da região como um espaço de lazer e cultura.
Não consideramos justo e cabível ocuparmos um espaço destinado às crianças da rede municipal, quando há um projeto que já deveria ter sido concluído, cujas verbas estão congeladas por motivos que nos escapam. Exemplo disso é que o projeto de expansão do nosso campus é anterior ao projeto do novo prédio da reitoria (que já foi construído) na Vila Mariana e está em pleno funcionamento. Perguntamos: quais os obstáculos existentes para a aprovação e efetivação do primeiro e que não impediram a feliz concretização do segundo?
Salientamos que a boa acomodação da reitoria é imprescindível para o bom funcionamento administrativo de uma instituição de educação superior. Porém, havemos de concordar que não ter um prédio para recepcionar novos alunos, organizar uma biblioteca digna dos pesquisadores ativos que pretendemos formar e não oportunizar condições de moradia, de transporte e de alimentação para a permanência desses educandos constitui-se em uma clara violação dos direitos constitucionais da sociedade que cada vez mais se conscientiza da importância da educação para uma nação verdadeiramente democrática e independente.
É importante salientar que o conhecimento necessita de movimento, de fácil acesso e o fato de termos livros empilhados e distantes de nossas mãos e de nossos olhos por falta de prateleiras e de um espaço adequado para sua acomodação nos faz pensar no crime contra a liberdade de produção intelectual e democratização desse conhecimento que está sendo perpetrado entre os muros dessa instituição.
É por isso que nesse momento nos dirigimos à sociedade brasileira para manifestar nossa indignação, preocupação e nossa disposição para continuar lutando para que nós, nossos filhos e netos tenham condições cada vez melhores de se desenvolverem moral e intelectualmente, apropriando-se do saber culturalmente produzido, única forma de construirmos um cidadão pleno.
Levando em conta tal situação, nós estudantes, do campus Guarulhos e do campus da Baixada Santista, que vivenciamos dificuldades similares, nos vimos obrigados a paralisar nossas atividades acadêmicas para nos unirmos buscando efetivação e concretização das promessas que nos são feitas há anos.
Estudantes do campus de Guarulhos da UNIFESP.

22 de outubro de 2010

Notícia: Heloisa Helena deixa a presidência do PSOL

Heloisa Helena deixa a presidência do PSOL

Vereadora nunca escondeu sua admiração pela então candidata à Presidência, Marina Silva

Em nota divulgada nesta quarta-feira 20, a vereadora de Maceió Heloisa Helena informa sua decisão em afastar-se da presidência nacional do partido. Motivada pela posição do PSOL, que no segundo turno assumiu “voto crítico” em Dilma Rousseff (PT), Heloisa afirma falta de identidade com a sigla.
A ex-senadora, que nesta eleição foi derrotada na disputa por uma vaga ao Senado, sempre mostrou-se favorável a candidatura de Marina Silva (PV).
Leia abaixo a íntegra da nota:

Comunicado de Afastamento da Presidência Nacional do PSOL
1. Agradeço a solidariedade de muitos diante da minha derrota ao Senado (escrevo na primeira pessoa pois sei, como em outras guerras ao longo da história já foi dito “A vitória tem muitos pais e mães, a derrota é orfã!). Registro que enfrentei o mais sórdido conluio entre os que vivem nos esgotos do Palácio do Planalto – ostentando vulgarmente riquezas roubadas e poder – e a podridão criminosa da política alagoana. Sobre esse doloroso processo só me resta ostentar orgulhosamente as cicatrizes, os belos sinais sagrados dos que estiveram no campo de batalha sem conluio, sem covardia, sem rendição!
2. Comunico à Direção Nacional e Militância do Psol a minha decisão de formalizar o que de fato já é uma realidade há meses, diante das alterações estatutárias promovidas pela maioria do DN me afastando das atribuições da Presidência. Como é de conhecimento de todas(os) fui eleita no II Congresso Nacional por uma Chapa Minoritária, composta majoritariamente pelo MES e MTL, em um momento da vida partidária extremamente tumultuado que mais parecia a velha e cruel opção metodológica das lutas internas pelo aparato diante dos escombros de miserabilidade e indigência da nossa Classe Trabalhadora. Daí em diante o aprofundamento da desprezível carnificina política foi ora transparente ora dissimulado mas absolutamente claro!
Assim sendo, em respeito à nossa Militância e aos muitos Dirigentes que tanto admiro e por total falta de identidade com as posições assumidas nos últimos meses pela maioria das Instâncias Nacionais (culminando com o apoio a Candidatura de Dilma!) tenho clareza que melhor será para a organização e estruturação do Partido o meu afastamento e a minha permanência como Militante Fundadora do Psol, sempre à disposição das nobres tarefas de organização das lutas do nosso querido povo brasileiro! Avante Camaradas!
Maceió, 19 de Outubro de 2010

Heloísa Helena”

UNIFESP Guarulhos URGENTE: GREVE

Manifesto dos Estudantes da UNIFESP Guarulhos

Reunidos em Assembléia Geral dos Estudantes do Campus em 21/10, decidimos paralisar as nossas atividades acadêmicas, tendo em vista que não tivemos respostas concretas das reivindicações apresentadas à Diretoria Acadêmica e à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis em reunião de 20/10.
               
Reivindicamos a construção imediata do prédio definitivo do Campus Guarulhos, diminuição do preço da refeição do bandejão, fim da terceirização do R.U., implantação imediata da linha de ônibus Itaquera – Pimentas, construção da moradia estudantil próxima à Universidade e garantia da conclusão da graduação (não ser jubilado antes dos oito anos de curso). Nem o Diretor e nem o Pró-Reitor aceitaram os prazos propostos pelos estudantes para o atendimento das reivindicações.

Diante das dificuldades diárias que temos para estudar e de tantas promessas que já escutamos inúmeras vezes, acreditamos que o método capaz de conquistar as
reivindicações é a mobilização, para isso é fundamental a participação de todos os estudantes do Campus. Estamos buscando também o apoio dos professores e dos técnicosadministrativos para se somarem à nossa luta.

Aproveitamos para reafirmar nosso apoio à paralisação do Campus Baixada Santista que assim como os outros campi é conseqüência do famigerado Projeto Reuni imposto pelo MEC às universidades federais que realiza uma expansão sem aumento de verbas para o ensino superior. Por isso também lutamos contra a falta de democracia dentro da universidade e exigimos que os estudantes participem efetivamente das decisões do CONSU.

Próxima Assembléia Geral dos Estudantes
Quarta-feira, 27/10 às18h
Pauta: Avaliação da paralisação
Local: Pátio central do Campus
Para saber mais leia o blog do CAHIS: CAHIS/UNIFESP

Dia do Professor com show do João Bosco e Cia. Brancaleone em Guarulhos - S. Paulo

Revolução Mexicana: 100 anos

Debate na USP: Qual é o verdadeiro caráter das eleições burguesas?

18 de outubro de 2010

Leitura : TAZ - ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA

Ontem durante a madrugada, com uma baita dor na coluna, terminei a leitura de um interessante pequeno/grande livro que acabou em minhas mãos por acaso, fui até o “Espaço Troca Livros” da PMG na Av. Tiradentes, próximo ao Bom Clima, já havia ouvido falar sobre ele, em especial por intermédio da Kaká – uma camarada da UNIFESP, do curso de sociais – que falou com muito entusiasmo da idéia das TAZ, em especial da idéia de uma festa como um espaço de idealização da autonomia e da liberdade, o Livro “TAZ - ZONA AUTÔNOMA TEMPORÁRIA” do autor Hakim Bey me deu idéias, um bom livro para ajudar a imaginação a viajar, encontrar idéias perdidas e tal...
Apesar de não concordar com o autor em muitas questões essenciais recomendo a leitura da obra, é interessante, legal mesmo, alguns capítulos quase chegamos a um acordo em outros sou antípoda às idéias do autor, mas isso não importa, aqui o que importa é que achei o livro  fascinante e instigador de desejos íntimos, ocultos ou expostos, boa leitura!
Abaixo informações do site de venda de livros “Submarino”:
Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 90, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Os conceitos lançados por Bey tornam-se cada vez mais difundidos no universo do ativismo radical de esquerda.
Principalmente o conceito de Zona Autônoma Temporária, mais conhecida pela sigla TAZ (de Temporary Autonomous Zone). A idéia de combater o Poder criando espaços (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo. Usando de sua inusitada erudição, Hakim Bey cruza as referências mais inesperadas: da filosofia sufi aos situacionistas franceses, de Nietzsche aos dadaístas. E vai buscar precedentes para a TAZ entre os piratas dos séculos XVI e XVII, nos quilombos negros da América e nas efêmeras repúblicas libertárias do início do século XX.  

Editora: Conrad
Autor: HAKIM BEY
ISBN: 8587193430
Origem: Nacional
Ano: 2001
Edição: 1
Número de páginas: 88
Acabamento: Brochura
Formato: Médio



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Para saber mais sobre Hakim Bey: Clique aqui