26 de fevereiro de 2010

Relato da manifestação contra o aumento do buzão em Sampa

Nesta quinta feira, 25/02/2010, manifestantes da Rede de Luta contra o Aumento das Tarifas de Ônibus, Trem e Metrô de SP se dividiram em duas ações simultâneas de protesto a favor do transporte público de verdade. O primeiro grupo se dirigiu ao Terminal Anhangabaú em Ação informativa com panfletagens, bateria e conversa com a população, pretendendo convidá-los para a Audiência Pública agendada para esta próxima segunda-feira, 01.03.2010 às 13 horas, na Assembléia Legislativa de SP, em frente ao Parque do Ibirapuera. esta audiência visa obter explicações públicas do aumento das passagens. O segundo grupo se dirigiu ao Terminal Parque D. Pedro para outra ação direta, onde foi promovido um "catracasso", possibilitando que usuários do transporte público sentissem, nem que por uma viagem, a sensação de não ter que pagar a tarifa, usufruindo do direito de ir e vir.

Blog da Rede de Luta contra o Aumento das Tarifas de Ônibus, Trem e Metrô de SP: Clique aqui

24 de fevereiro de 2010

Reunião + Festa do Comitê de Luta pelo Transporte Público

Luta pela legalização não é crime, diz Advocacia Geral da União.

   Para a Advocacia-Geral da União, não é crime organizar manifestações públicas em defesa da descriminalização das drogas. O posicionamento foi entregue ao Supremo Tribunal Federal.
    A manifestação foi feita na Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da República, que já havia entrado com duas ações no STF questionando decisões judiciais que proíbem atos públicos do gênero. A iniciativa foi da então procuradora-geral Deborah Duprat, no último dia em que esteve à frente da Procuradoria, como interina, no final de julho.
   Segundo a AGU, a ação questiona a interpretação do artigo 33, parágrafo 2º, da Lei de Drogas 11.343/06, que considera crime o porte, a venda e a apologia de entorpecentes e impõe as penas legais. Segundo a PGR, esse dispositivo tipifica como crime também as manifestações públicas pela legalização das drogas. Atualmente, diversas decisões judiciais impedem passeatas pela descriminalização das drogas, por considerar apologia ao uso, com base na referida lei.
Na defesa, a AGU pondera que impedir as manifestações fere as liberdades constitucionais de expressão e reunião. Considera que as condutas penais de induzir, instigar ou auxiliar pessoas ao uso de entorpecentes só são consideradas crime quando dirigidas a pessoa ou grupo certo e determinado. Caso contrário, isso não caracteriza o delito. Para a AGU, também não existe o crime descrito no artigo 33 da Lei de Drogas, quando o objetivo é a discussão de políticas públicas, "razão pela qual a defesa da legalização das drogas, inclusive através de manifestações e eventos públicos, não pode ser tipificada nesse dispositivo".
   Quanto à liberdade de expressão ou de pensamento, a AGU ressalta que muitas vezes ela se manifesta em reuniões pacíficas, sem armas e com aviso da autoridade competente. Isso inclui o debate de temas polêmicos, como aconteceu com a questão do aborto de fetos anencefálicos, que ainda será julgado pela suprema corte. "Há, portanto, uma diferença fundamental entre pretender que alguém faça uso indevido de drogas, induzindo-o, instigando-o ou auxiliando-o — o que é um fato criminoso —, e emitir uma opinião, estando essa última compreendida no exercício de crítica que concretiza o postulado da liberdade de expressão",

23 de fevereiro de 2010

Liberdade para todas as fêmeas, sejam elas canábicas ou humanas!

   *Helena Ortiz para o site da Growroom

   O tema sempre foi polêmico, mas silencioso. Agora, no entanto, ganha as ruas, ou pelo menos as páginas dos jornais. A luta pela legalização está nas manchetes, nas enquetes, nas discussões, nas roda de fumo e mesmo nas que ele passa longe. Ficou até fashion depois da circulação da Revista do Globo abordando o plantio de maconha em casa sob o título Agricultura de subsistência.
     Se o tema é polêmico, melhor não perder o ímpeto. E por isso me reporto à a questão levantada por uma pessoa da platéia (um homem) no evento (sim, amigos, evento) promovido pelo Jornal O Globo na Oi Futuro, no Flamengo, em dezembro. Tratava da pouca participação (ou da ausência dela) das mulheres no movimento.
    O tema não é novo. As mulheres são preteridas em qualquer movimento, oficial ou alternativo. Não que elas não fumem, plantem ou tenham argumentos interessantes, apenas não aparecem. Quando aparecem, muitas vezes são expostas como mais um objeto de desejo (e porque não dizer, consumo!?), ao lado de plantas vigorosas ou berlotas suculentas, como no site Garotas 420, em concursos de Miss Maconha.
    Do “Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, para cá, o movimento feminista arrefeceu. As mulheres, conquistados os direitos básicos, como o do voto e do divórcio, hoje em dia pensam que tudo sempre foi assim e se preocupam em conservar seus divinos corpos com a magia da indústria, isto é, cirurgia plástica e cosmética.
     Não há dúvida de que a recém famosa Geisy, da UNIBAN, com sua exígua mini-saia, não tinha nem noção do que estava fazendo e nem imagina que em outros tempos usar mini-saia também foi uma luta. Mas conquistou um lugar no Carnaval.
     Alguém há de dizer que a situação mudou e que muitas delas ocupam cargos importantes na sociedade. É verdade. Algumas delas, mas muito poucas em relação ao número de mulheres, hoje maioria populacional no Brasil. Regra geral, as mulheres continuam recebendo salários mais baixos e precisam mostrar, como os negros e outras “minorias” dupla capacidade. E ainda seguem com as responsabilidades da criação dos filhos e cuidados com a casa. Isso, sem falar na violência a que são submetidas metodicamente.
     Nesse cenário, o movimento pela legalização não poderia ser diferente. As mulheres estão lá, não há dúvida, mas na retaguarda. São as namoradas, as companheiras, as colegas – nunca estão à frente, apenas por perto.
     A repressão é funda e foi bom que a questão tenha sido levantada. É bom que as mulheres vejam que a sua ausência está sendo notada. É bom que se liguem que a causa da legalização é a causa da segurança.       
   Hoje são mocinhas, amanhã serão as mães que perderão seus filhos na guerra diária.
   É bom que se liguem que o preconceito contra a mulher está até nos movimentos que lutam contra um preconceito específico; que uma luta não anula a outra.
   Deixo aqui, portanto, um alerta aos organizadores das Marchas e aos ativistas em geral – para uma causa ampla, participação ampla.
   Para as mulheres, – um chamado: o mundo é vosso – voz e vontade.
   Vale o querer.

PS: Vale lembrar que só as fêmeas da maconha produzem a resina que tanto lutamos para libertar. Liberdade, portanto, para todas as fêmeas, sejam elas canábicas ou humanas.

*Helena Ortiz é escritora. Conheça mais sobre a autora visitando seu blog: Integrada e Marginal

Este artigo encontra-se originalmente na página da Growroom

22 de fevereiro de 2010

ATROCIDADES NAZI-SIONISTAS DE ISRAEL

Uma camiseta ostentando uma palestina grávida no alvo de uma mira e a inscrição "Um tiro duas mortes" em hebraico e inglês. Foi a imagem escolhida por snipers (atiradores de elite) da infantaria israelense. Outras camisetas exibem bebês mortos, mães chorando sobre os túmulos dos seus filhos, armas apontadas a crianças e mesquitas bombardeadas. Há uma loja em Tel Aviv especializada em imprimir as ditas camisetas e cada pelotão escolhe a imagem que vai usar. As atrocidades praticadas pela entidade nazi-sionista terrorista israelense já não são escondidas – são mesmo exibidas com um orgulho sanguinário próprio do nazi-imperialismo do estado de Israel.

(Postagem adaptada do originel em Resistir.info de Portugal)

19 de fevereiro de 2010

Caso CBF e o Comitê insistam no Morumbi, Cidade de São Paulo poderá não ter nenhum jogo importante na Copa de 2014

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, tem tudo para se tornar persona non grata no São Paulo Futebol Clube. Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o dirigente da entidade máxima do futebol mundial avisou que o novo projeto do estádio do Morumbi enviado à Zurique não agradou aos dirigentes e que a casa do Tricolor está momentaneamente vetada para receber a abertura, os jogos semifinais e outras partidas importantes da Copa do Mundo de 2014.
"Ou há um comprometimento de colocar dinheiro em um projeto ou a maior cidade do Brasil não terá jogos grandes da Copa do Mundo. Do jeito que está, não podemos permitir que haja mais do que uma partida de oitavas de final. Não há como ter nem jogo de abertura e nem semifinal no Morumbi", disparou Valcke.
As declarações do dirigente da Fifa vão na direção contrária do que pregam os são-paulinos. Na semana passada, representantes do Morumbi estiveram em Zurique, na sede da entidade, e voltaram a apresentar modificações para o projeto. Retornaram ao país insistindo que a entidade havia dado sinais positivos para as mudanças, o que, na verdade, não aconteceu.
Segundo declarações ao Jornal Estado do diretor de marketing do Tricolor, Adalberto Batista, um funcionário do setor técnico da Fifa, de nome Fúlvio, teria definido que o Morumbi estaria apto a receber jogos importantes. "A decisão será política, mas seguimos avançando no projeto e, se realizarmos as mudanças previstas, pelo menos já estaremos habilitados para essas partidas", disse Adalberto. O São Paulo, no entanto, não possui qualquer documento atestando tal aptidão

Matéria sobre a Rejeição do Morumbi no Yahoo

18 de fevereiro de 2010

EUA: Presidência e conversa mole (Tariq Ali - Revista Caros Amigos)


     Um ano depois de a presidência dos Estados Unidos ter mudado de mãos, o que mudou no império norte-americano? Durante o governo Bush, a "grande" imprensa e boa parte da seção amnésica da esquerda repetia que os EUA estariam sob o poder de um regime aberrante, produto de praticamente um golpe de Estado aplicado por um pequeno grupo de direitistas fanáticos – combinado à corporações ultrarreacionárias – que teria sequestrado a democracia, pondo-a a serviço de agressões jamais vistas contra o Oriente Médio.
     Em resposta a isso, os EUA teriam eleito um mestiço filiado ao Partido Democrata que prometia curar todas as feridas "domésticas" e restaurar a boa reputação dos EUA no mundo. Esse presidente foi recebido com uma onda de euforia ideológica jamais vista desde os dias de Kennedy. Outra vez, os EUA mostrariam sua verdadeira face – decididos, mas pacíficos; firmes, mas generosos; humanos, respeitosos, multiculturalistas – ao mundo.
     Naturalmente, como um Lincoln ou um Roosevelt de nossos tempos, o novo jovem presidente dos EUA teria de fazer concessões, como qualquer estadista. Mas, pelo menos, estaria acabado o vergonhoso interlúdio de bandidagem e criminalidade dos republicanos. Bush e Cheney haviam interrompido a continuidade de uma liderança norte-americana multilateral que tanto bem fizera ao país durante a Guerra Fria e depois dela. Obama recuperaria esse fio da meada.
     Em raras vezes a mitologia da autopromoção – ou ingenuidade bem-intencionada – foi tão rapidamente desmascarada. Não houve qualquer rompimento fundamental na política externa, como oposta às cantilenas diplomáticas, entre os governos Bush 1, Clinton e Bush 2; tampouco houve qualquer mudança importante entre os governos Bush e Obama. Os objetivos estratégicos e imperativos dos EUA continuam os mesmos; tampouco mudaram os principais teatros e os meios de operação.
     Desde o colapso da União Soviética, a Doutrina Carter (a construção de um novo pilar democrático de direitos humanos) definiu o Oriente Médio estendido como campo de batalha central para a imposição do poder norte-americano em todo o mundo. Basta olhar para cada setor para ver que Obama é produto de Bush, como Bush, de Clinton; e Clinton, de Bush-pai, em ritmo de filiação bíblica.
Ignorando Gaza
     A posição de Obama a favor de Israel já estava manifesta antes da posse. No dia 27/12/2008, o Exército de Israel lançou um ataque mortífero, por terra e ar, contra a população de Gaza. Os bombardeios, incêndios provocados e a matança generalizada continuaram sem interrupção por 22 dias, tempo durante o qual o presidente-eleito não enunciou uma sílaba sequer de reprovação.
     Conforme planos já existentes, Tel-Aviv suspendeu os ataques algumas horas antes da posse de Obama, dia 20/1/2009, para não estragar a festa. Àquela altura, Obama já nomeara um doberman ultra-sionista de Chicago, Rahm Emanuel, ex-voluntário do Exército de Israel, para trabalhar em seu gabinete como principal assessor da presidência.
     Imediatamente depois da posse, Obama – como todos os presidentes dos EUA – falou a favor da paz entre os dois povos sofredores da Terra Santa e, outra vez como todos os que o antecederam, pediu que os palestinos reconhecessem Israel e que Israel suspendesse as construções nos territórios que invadiu e ocupou em 1967. Uma semana depois do discurso de Obama no Cairo, em que se manifestou contra a criação de novas colônias israelenses na Palestina, a coalizão de Netanyahu já ampliava impunemente o roubo de terra árabe em Jerusalém Oriental.
     No segundo trimestre, a secretária de Estado, Hillary Clinton, deu parabéns a Netanyahu por ter feito “concessões sem precedentes”. Numa entrevista coletiva em Jerusalém, o correspondente Mark Landler, do New York Times, perguntou à secretária: “Quando a senhora esteve aqui na primeira visita, falou duramente contra a demolição de casas de árabes em Jerusalém Oriental. Mesmo assim, as demolições prosseguiram e, de fato, há alguns dias, o prefeito de Jerusalém assinou nova ordem para demolir mais casas de árabes. O que a senhora teria a comentar hoje sobre a mesma política?”.
Hillary ignorou a pergunta
     Um mês antes, uma comissão de investigação da ONU nomeada para examinar denúncias sobre a invasão de Gaza relatara que o Exército de Israel praticara atos criminosos que não deixavam de ser criminosos por terem sido ou provocados ou respondidos com foguetes caseiros disparados pelo Hamas.
     Comandada por um dos mais aplicados e reconhecidos juízes especialistas em "direito internacional", o juiz sul-africano Richard Goldstone, que já trabalhara em sessão pré-orquestrada do Tribunal de Haia sobre a Iugoslávia e é um conhecido e professo sionista, as acusações contra Israel foram reduzidas ao mínimo necessário para garantir alguma credibilidade ao relatório. Há impressionantes diferenças entre os testemunhos que a Comissão da ONU realmente ouviu e o que se lê no relatório.
     Mas, não habituada a receber críticas de qualquer tipo, Tel-Aviv reagiu com fúria e Washington ordenou a seu cliente e chefe do complô, Mahmoud Abbas, que se opusesse ao relatório na ONU.
     Pareceu demais até para os seguidores de Abbas, e Abbas desobedeceu. Mas houve reações violentas e Abbas teve de se retratar, o que o desacreditou ainda mais. O episódio confirmou que o controle do AIPAC sobre Washington continua tão forte como sempre – ao contrário do que supõem alguns iludidos da esquerda dos EUA, para os quais o lobby israelense estaria envelhecido e sem força, e estaria sendo substituído por algum ramo mais "ilustrado" do sionismo norte-americano.
Guerra civil
     No teatro palestino do sistema norte-americano, a ausência de novidade significativa não implica ausência de movimento. Considerada de um ponto de vista mais amplo, a política dos EUA tem sido, há algum tempo, estimular a ação de Israel na direção de criar um ou mais bantustões, o que atende perfeitamente bem seus interesses.
     Para tanto, é claro, é indispensável eliminar qualquer possível liderança palestina legítima, ou Estado palestino real. Os acordos de Oslo foram um primeiro passo desse processo, destruindo a credibilidade da OLP e instaurando uma "Autoridade Palestina" que não passe de fachada para a única real autoridade nos territórios ocupados: o Exército de Israel.
     Incapaz de obter qualquer respeitabilidade ou autoridade, por mais cerimonial que fosse, a liderança da OLP na Cisjordânia passou a dedicar-se a fazer fortuna, abandonando definitivamente a luta pelos interesses do povo palestino, entregue à pobreza mais absoluta e regularmente exposto à violência dos colonos judeus.
    Trabalhando na direção oposta, e criando um sistema primitivo mais eficaz de bem-estar social, capaz de distribuir assistência médica, remédios e alimentos nas áreas mais miseravelmente pobres, e com creches e asilos para velhos e doentes, o Hamas conseguiu ganhar apoio popular e venceu as eleições palestinas de 2006. Europa e EUA reagiram imediatamente com o boicote político-econômico e apoiaram a volta do partido Fatah ao poder na Cisjordânia.
     Em Gaza, onde o Hamas era mais forte, Israel tentou durante algum tempo inflar Mohammed Dahlan para que liderasse um golpe – Dahlan é o chefe-de-quadrilha favorito de Washington, dentro do aparelho de segurança da OLP. Em depoimento à Comissão de Negócios Estrangeiros e Defesa da Knesset (parlamento de Israel), ministro da Defesa, Ben-Eliezer, contou que, em 2002, quando o Exército de Israel retirou-se de Gaza, ofereceu a Faixa a Dahlan, que desejava provocar a guerra civil na Palestina que tanto perturbava a vida dos colonos judeus.
Convergência
      Quatro anos antes, Dahlan recebera ajuda de Washington para promover um golpe militar na Faixa de Gaza, mas foi vencido pelo Hamas, que assumiu o controle do território em meados de 2007. Depois do bloqueio como punição política e econômica pelo fato de os eleitores palestinos terem resistido aos desejos expressos euro-norte-americanos, veio o ataque israelense do final de 2008 –, em relação ao qual Obama "piscou".
      Mas o resultado, agora, não é o impasse sempre regular e pontualmente lamentado pelos sonhadores que ainda esperam “acordos de paz”. Depois de repetidos golpes, e cada vez mais isolada, a resistência palestina está sendo paulatinamente minada e enfraquecida, a ponto de o próprio Hamas – sem conseguir desenvolver qualquer estratégia coerente, nem de romper o compromisso dos acordos de Oslo, dos quais também o Hamas tornou-se prisioneiro – começar a considerar a possibilidade de aceitar o nada que Israel oferece, paramentado com outros "nadas" que o ocidente oferece.
      Não há nenhum tipo significativo de Autoridade Palestina. Deputados eleitos pela Cisjordânia ou Gaza são tratados como enviados de ONGs de mendigos: recebem migalhas se permanecem ajoelhados e seguem o que o ocidente ordena; e castigos, se saem da linha.
      Racionalmente, os palestinos fariam melhor se dissolvessem a Autoridade e exigissem direitos iguais de cidadania num único Estado, apoiados em campanha internacional a favor do boicote a Israel, desinvestimento e sanções, até que se desmantelem todas as estruturas de apartheid vigentes em Israel.
      Na prática, há pouca ou nenhuma probabilidade de isso acontecer em futuro próximo. O que se deve prever, muito mais provavelmente, é a convergência – já promovida e elogiada no jornal israelense Haaretz como mais brilhantemente iluminada que a de Rabin – de Obama e Netanyahu, na direção de uma solução final, com várias entidades ‘palestinas’ com as quais Israel poderá conviver e nas quais morrerá a Palestina. (Artigo publicado na revista inglesa New Left Review)

Tariq Ali é historiador, autor de Choque de Fundamentalismos, entre outros livros.
 
O original deste texto encontra-se no site da Revista Caros Amigos, para ler o original clique aqui ou recorte e cole a seguinte URL: http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=materia&id=171

17 de fevereiro de 2010

A Gaviões da Fiel e o caráter político do torcedor

O especial sobre futebol e política do Passa Palavra chega ao segundo artigo, escrito por Kadj Oman. O tema é a Gaviões da Fiel e seus aspectos políticos.



Especial Futebol (II): A Gaviões da Fiel e o caráter político do torcedor

Segundo artigo do especial do Passa Palavra sobre futebol, é sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui. Por Kadj Oman [*]

O ano era 1969. Vivíamos sob a ditadura, mais precisamente na época da chamada “linha dura”, com Costa e Silva no poder. Um ano havia se passado desde 1968, quando revoltas, principalmente estudantis, recrudesceram tanto a oposição quanto o governo. Veio o AI-5, e a censura, a repressão e a tortura se espalhavam por todo o país.
Em meio a tudo isso, em São Paulo, o clube de futebol mais popular do Estado enfrentava a sua própria crise: há 15 anos sem títulos, o Sport Club Corinthians Paulista vivia também outra ditadura, particular. Wadih Helu, há mais de década no poder, fazia o que queria com o departamento de futebol profissional. Até que um grupo de torcedores que se encontrava nos jogos do time desde 1965, liderados por Flávio La Selva, resolve fundar uma torcida organizada, a primeira do Brasil, apoiada estruturalmente nos moldes dos clubes de bairro e ideologicamente na efervescência de idéias de luta por liberdade que inundava o país. Tinha início, em 1º de julho, a Gaviões da Fiel.

O release oficial da Gaviões, encontrado no sítio na internet da torcida - www.gavioes.com.br – e escrito por Roberto Daga, sócio número 3, diz exatamente que ”(…) um grupo de corinthianos autênticos que vieram a se conhecer nas gerais dos estádios onde o Corinthians se apresentava (…) movidos pelo ideal de colaborar com a vida do clube, não só incentivando o time, mas também participando efetivamente da vida política administrativa do Sport Club Corinthians Paulista (sic)” deu início à Gaviões. Um início que já se colocava como político, onde o “(…) ideal de participação nada mais é do que o exercício do direito de influenciar, e dar aos mandatários do clube, a legitimidade ao mandato exercido, e ao mesmo tempo obrigá-los à cumprir os verdadeiros anseios na Nação Corinthiana (sic)”. Começava a história do grupo que, anos mais tarde, traçaria como seu mote “lealdade, humildade e procedimento”. É sobre o procedimento, entendido pela Gaviões como a postura a ser tomada frente ao Corinthians e seus problemas, que falaremos aqui.

Hoje, junho de 2009, às vésperas do quadragésimo aniversário da torcida, o que inunda as manchetes de jornais pelo país é a notícia de que uma “dissidência violenta” da Gaviões teria provocado uma emboscada a torcedores do Vasco da Gama, em dia de jogo entre este e o Corinthians pela semifinal da Copa do Brasil, que terminou na morte de um torcedor corinthiano. Já questionada e refutada por grande parte da mídia, graças ao esforço de jornalistas independentes que fizeram o serviço de apurar os fatos e colocar o lado dos torcedores na história, a versão da mídia para o acontecido abre a possibilidade de um debate sobre o lugar atual do caráter político que a Gaviões da Fiel buscava exaltar em sua criação. Para isso, antes de mais nada, cabe identificar a dita “dissidência violenta” noticiada pela grande mídia.

Desde 1975, a Gaviões da Fiel participa do Carnaval paulistano, primeiro enquanto bloco, e depois – a partir de 1989 – enquanto escola de samba. Essa participação, além de ter sido fundamental no crescimento do número de associados da torcida, hoje com o maior quadro de sócios do país, modificou as estruturas de poder e de interesse de seus membros, principalmente alguns de seus dirigentes. O Carnaval mexe com dinheiro, muito dinheiro, tanto entrando quanto saindo. O que se configurou, então, foi uma gradativa divisão, a princípio não tão nítida, depois bastante clara e opositora, entre os interesses da escola de samba e os interesses da torcida de futebol. Grupos que defendiam os dois lados passaram a se opor sobre os rumos da Gaviões, tanto politicamente quanto economicamente. E essa divisão começou a ser posta à prova há mais de dez anos. Na década de 90, um episódio de confronto dentro de campo entre torcedores de torcidas organizadas de São Paulo e Palmeiras, após um jogo de juniores das duas equipes, desencadeou uma série de ações restritivas às torcidas organizadas no estado de São Paulo. Boa parte delas foi juridicamente fechada, o que não as impediu de existir mesmo que sem suas camisas e com bandeiras sem seus nomes, mas com seus ideais. A Polícia passou a acompanhar e controlar a atividade das mesmas, principalmente dentro do estádio. E as organizadas foram forçadas a mudar a toada de suas canções e ações.

No caso da Gaviões, no lugar dos cânticos de extermínio ao rival, entram os gritos de apoio ao Corinthians e questionamento do poder do Estado, mesmo que indiretamente: ao invés de “Morumbi ela domina, Pacaembu ela destrói / No Rio ela detona qualquer um que ela encontra / Não tenho medo de morrer / Eu dou porrada pra valer / Eu amo essa torcida e o nome dela eu vou dizer / Como é que é? / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Vou dar porrada, eu vou / E ninguém vai me segurar”, temos “Contra todo ditador que no Timão quiser mandar / A Gaviões nasceu pra poder reivindicar / Os direitos da Fiel que paga ingresso sem parar / Não temos medo de acabar/ Corinthians joga, eu vô tá lá / Nossa corrente é forte e jamais se quebrará / Pelo Corinthians / Com muito amor / Até o fim / Gaviões – Fiel! / Eu sou / Da Gaviões, eu sou / Corinthians joga, eu vou / E ninguém vai me segurar”.

A repressão, portanto, acaba forçando as organizadas a se repensarem para sobreviver, e isso vai para além dos cantos de estádio: na forma jurídica, refundadas enquanto escolas de samba, as torcidas encontraram um meio de não poderem ser fechadas pelo Ministério Público. O Carnaval ganha espaço e importância. A oposição interna da Gaviões, então, volta a aparecer. E cinco anos atrás, passa por um teste de fogo.

O Corinthians vivia sob nova ditadura, desta vez de Alberto Dualib, quando, no final de 2004, fechou parceria escusa com um empresário iraniano. Kia Joorabchian, ligado à máfia russa, veio ao clube com a promessa de montar um “supertime”. A Gaviões, então, vivenciou um quase-racha entre aqueles que apoiavam a parceria e aqueles que eram contrários a ela. Dois anos depois, Kia, Dualib e o Corinthians preenchiam as páginas policiais dos jornais, com o iraniano sendo procurado pela Polícia Federal tendo a prisão preventiva decretada. O clube, sem dinheiro e sem jogadores – os grandes craques, com a turbulência, foram levados para a Europa -, acabou o ano de 2007 tendo sido rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional pela primeira vez em sua história. Nas arquibancadas, entretanto, uma vitória: reunidos momentaneamente pelo momento de crise, os torcedores criaram a vitoriosa campanha “Fora, Dualib!”, que tirou o mandatário e sua diretoria do controle do clube, provocou uma mudança estatutária para impedir a reeleição infinita e recolocou a administração sob os olhares atentos dos torcedores.

No Carnaval, entretanto, confusões jurídicas e econômicas entre a Gaviões, a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão dos desfiles, causaram finalmente a ruptura entre os opositores do Carnaval enquanto atividade principal da entidade e os defensores do mesmo. Derrotados em eleição interna da torcida, os opositores – os mesmos que no começo da década realizaram uma aproximação da Gaviões com movimentos sociais, notadamente o MST e os movimentos de sem-teto – fundaram o Movimento Rua São Jorge, composto por diversas lideranças da torcida e outros membros insatisfeitos com a condução da entidade, cujos dirigentes sofriam acusações de corrupção e de colocar interesses individuais à frente dos coletivos, incluindo aí suspeitas de envolvimento de alguns deles com algumas das muitas máfias que rondam o meio do futebol. Passando a se encontrar em frente ao Corinthians, na rua São Jorge, para ir aos jogos, os membros do Movimento se tornaram alvo fácil para as outras organizadas a partir do momento em que não constituem juridicamente uma nova torcida e, por conta disso, não contam com proteção (?) policial em dias de jogos. Por conta dessa exposição, acabaram por alugar uma sede própria, que não serve como uma desculpa para fundar uma nova torcida – afinal, todos eles têm orgulho e fazem questão de afirmar que são Gaviões da Fiel –, mas como ponto de encontro de torcedores que antes se concentravam em bares na frente do Corinthians.

Num cenário em que a sociedade deteriorou de tal maneira os espaços públicos e coletivos a ponto de que as disputas entre torcidas saíram cada vez mais do nível simbólico para alcançar o nível do confronto físico pela ocupação de um espaço que é, no cotidiano, alheio às duas, o envolvimento da Rua São Jorge em confusões violentas – as quais nem sempre provoca, mas nunca evita, conforme o código de conduta informal que rege o comportamento das torcidas organizadas – serve como prato cheio para desvirtuar aquilo que o movimento tenta construir: um fórum nacional de torcidas organizadas que busque combater a crescente onda repressora e opressora nos estádios brasileiros, que vai desde proibições e arbitrariedades quanto a bandeiras com frases políticas à exclusão e segregação dos torcedores organizados em determinados setores do estádio. Foi nesse sentido que a Rua São Jorge organizou o I Seminário da Rua São Jorge, em março deste ano, para não só explicar a ideologia do movimento mas discutir, nas palavras do release do evento, “as experiências e organização dos movimentos sociais brasileiros e a organização do movimento Rua São Jorge junto ao processo de extinção das torcidas organizadas e a elitização do futebol”.

Se, em 1979, dez anos depois de fundada e ainda sob a ditadura militar, a Gaviões da Fiel – que a essa altura já tinha conseguido depor Wadih Helu do comando do Corinthians em um episódio chamado de Revolução Corinthiana – estendia uma faixa com os dizeres “Anistia ampla, geral e irrestrita”, em 2009 o Movimento Rua São Jorge busca resgatar este caráter político e contestador da torcida organizada de futebol. Em meio a isso, sofre com a violência – e revida com ela da mesma maneira esquizofrênica com que é atacado – de outros grupos torcedores, muitas vezes dominados por máfias ou influências políticas, e da mídia, da Polícia e do Ministério Público, que não os reconhecem e os marginalizam da mesma forma com que marginalizam outros movimentos sociais por aí e com que espancavam e prendiam membros da Gaviões – e de outras organizadas – que nos anos de chumbo ousavam cantar e dizer contra a ditadura. Afinal, são anos de tratamento animalesco por parte do poder público, e durante esses anos a cultura da violência cresceu de tal forma que não é possível ser terminada de uma hora pra outra, ou por meio de medidas ainda mais autoritárias como as que vemos acontecer dia após dia – chega-se ao cúmulo de propor jogos com torcida única. O problema da violência não é exclusividade do futebol e muito menos caso de polícia: sua ordem é maior, social, intrinsecamente ligada ao processo de expansão espacial do capital que se deu no Brasil aceleradamente da década de 50 em diante.

O futebol, por seu caráter aglutinador de massas, consegue proporcionar espaços propícios a todo tipo de experiência política coletiva. A maioria delas é cooptada e orientada no sentido do capital, que vai em busca de uma “limpeza” das arquibancadas com vistas à Copa do Mundo de 2014, que aqui será realizada. Mas é engano dos mais terríveis pensar que as torcidas organizadas são apenas agrupamentos bélicos que buscam exterminar um ao outro: em recente audiência pública na Câmara dos Vereadores em que reclamavam a volta das bandeiras com mastro de bambu aos estádios paulistas, banidas há mais de década, os dirigentes das principais organizadas do estado, cansados da enrolação parlamentar, fecharam o encontro dizendo que, se não tiver conversa, deveriam se unir para chegar em 2014 fortes o suficiente para “roubar todos os turistas e botar fogo nessa merda (sic)”. A violência do capital, portanto, encontra reflexo à medida que se recrudesce, e o autoritarismo força os torcedores a repensar suas práticas, criando a possibilidade de surgimento de outras estruturas e outras idéias e ações como as que o Movimento Rua São Jorge tenta organizar.

Até 2014, o movimento dos torcedores organizados terá um grande desafio: superar a esquizofrenia do aniquilamento mútuo em nome de sua própria sobrevivência. Entretanto, para isso, precisa conseguir criar algo forte o suficiente para não só sobreviver, mas abrir espaço para se auto-afirmar enquanto movimento social nas cada vez mais excludentes arquibancadas deste país. Parte deste desafio passa por uma revisão de suas estruturas e de suas alianças. No caso da Gaviões, entre o MST e o espectro das máfias organizadas, há um abismo que pode decretar a falência ou a reorganização do ideal de “procedimento” que, desde sempre, norteou as ações da torcida.

Hoje, o Movimento Rua São Jorge representa a possibilidade transformadora desse ideal. Resta torcer e, na medida do possível, colaborar e participar para que a violência – em todas as suas formas, do preço do ingresso ao confronto físico com outras organizadas – não acabe por reduzir esse potencial ao nível das disputas sangrentas por poder.

[*] http://vailateral.wordpress.com/

The Hard Blues Brothers no Semente Cultural Pimentas

O Espaço Semente Cultural Popular Pimentas apresenta dia 20|02|2010 a banda The Hard Blues Brothers & convidados, a partir das 20hs na sede do Semente - Rua Hungria, bairro dos Pimentas Guarulhos, próximo a UNIFESP e ao Hospital do Pimentas.

14 de fevereiro de 2010

Feliz Carnaval !

Para sambar, pensar e se divertir:

O Samba da Mais-valia de Sérgio Silva
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Corinthians: Minha vida, Minha história, meu amor... Gaviões da Fiel
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ou aqui...

Unidos da Tijuca desfila enredo sobre o "segredo"
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Feliz Carnaval...



Corinthianos se emocionam com homenagem ao centenário
Apresentação da Gaviões da Fiel no segundo dia de Carnaval

A Gaviões da Fiel, que homenageou os cem anos de história do Clube na madrugada deste domingo, emocionou a velha-guarda corintiana que participou da festa. De poucas palavras, o ex-jogador Sócrates saiu sorridente e disse que a emoção de participar do centenário "foi como fazer um gol de calcanhar".
Os 4.000 participantes representaram a história do Corinthians inclusive em eventos marcantes não relacionados ao futebol, como a Semana de Arte Moderna de 1922 (ano em que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista que ficou conhecido por ser o do centenário da Independência do Brasil).
Biro-Biro chorou ao descer do carro alegórico que levou os ídolos de outros tempos do time do parque São Jorge. "Hoje eu joguei uma final de um campeonato e marquei um gol. Ganhei um campeonato", disse.
Neto, por sua vez, afirmou com lágrimas nos olhos que se apresentar na Gaviões no centenário do Timão foi algo que "chegou a doer o peito de tanta emoção".
Basílio, mais conhecido como o "Pé de Anjo" e autor de um dos gols mais importantes da história do Corinthians - o de 1977, que tirou o Timão da fila que perdurava 23 anos - afirmou que nunca sentiu nada igual, mesmo quando era jogador.
"Isso aqui Anhembi virou um grande estádio de futebol. Eu nunca senti nada parecido.
Entre os destaques também estavam o atacante Ronaldo, a apresentadora Sabrina Sato, madrinha de bateria, e a estudante Geisy Arruda.

Original: Terra

12 de fevereiro de 2010

Memória: "O mundo se levanta contra Bush e a guerra pelo petróleo"

Em 15 de Fevereiro de 2003, uma inédita mobilização global da forças progressistas, humanitárias, de esquerda, ecológicas, de direitos humanos, islâmicas, sindicais etc, chacoalhou simultaneamente as grandes cidades do mundo.

Nova York, São Paulo, Buenos Aires, Jerusalém, Roma, Seoul, Bagdá, Los Angeles, Rio de Janeiro, Cairo, Londres, Durban, Sydney, Paris e centenas de outras metrópoles em todos os continentes tiveram as ruas tomadas por manifestantes que se posicionavam contra os ataques, se hoje sabemos que as manifestações não puderam evitar a guerra, também temos consciência de que o desgaste que as manifestações provocaram nas forças agressoras foram imensos, este foi uma marco nas manifestações globais contra o imperialismo e a opressão e o resultado da impressionante mobilização ficou para a história, mudando a vida de muitos militantes que participaram dos atos e desencorajando novas agressões imperialistas mundo afora.

Em memória a este grande dia para os lutadores e lutadores da humanidade preparamos uma breve “exposição digital” sobre os atos, segue abaixo:

Dois dos cartazes convocando a manifestação em São Paulo e Campinas:




O Manifesto do Fanzine Minduca(2003):

“Manifesto contra a guerra"

Não aceitamos um ataque dos Estados Unidos da América ao povo Iraquiano.

Entendemos que o ditador Sadam Hussein é um assassino, não defendemos seu governo que oprime o povo iraquiano e já atacou cidadãos inocentes, porém entendemos também que nem os EUA nem o Reino Unido possuem legitimidade para atacar um território estrangeiro sob a desculpa de um manto humanitário, quando todos sabemos que os reais interesses são de cunho imperialista.

Não aceitamos trocar sangue por óleo; o principal afetado pela guerra, assim como já é pelo embargo, será o sofrido povo iraquiano.

O mundo precisa urgentemente de mais igualdade, melhor distribuição de riqueza, comida e remédios, não de bombas e mísseis balísticos.

Não derramar sangue por petróleo é nosso apelo!

Pelos motivos apresentados acima dizemos: Não à guerra, Não à morte de inocentes, NÃO ao imperialismo, NÃO à política de dominação imposta ao mundo pelo Sr. George Bush, que não respeita tratados internacionais e quer que o restante do mundo os respeite

pela força de um exército equipado com armas milhares de vezes mais poderosas do que as que o governo iraquiano pode sonhar em possuir; sabemos que quem possui armas de destruição em massa e já provou que tem coragem de usa-las é o governo estadunidense!

Outra guerra no Iraque NÃO!

Fotos:


 
 
 




Assista no Youtube o Video clipe, BOOM da Banda System Of A Down, todo o clipe rola em cima das imagens das manifestações do 15 de fevereiro de 2003

Notícia da época (UOL NOTÍCIAS):

Manifestações antiguerra reúnem milhões no mundo inteiro



15/02/2003

LONDRES (Reuters) - Mais de quatro milhões de manifestantes uniram forças ao redor do mundo no sábado para enviar uma dura mensagem ao presidente dos EUA, George W. Bush: "Dê uma chance à paz e não se apresse para entrar na guerra contra o Iraque."

Em centenas de cidades ao redor do mundo, de Bangkok a Bruxelas, de Camberra a Calcutá, os manifestantes tomaram as ruas para ridicularizar Bush como um instigador da guerra sedento de sangue.
Na maior demonstração do "poder popular" desde a Guerra do Vietnã, eles desdenharam a posição de Bush.

"Esta é uma guerra somente sobre petróleo. George W. Bush nunca deu a mínima para direitos humanos," disse o prefeito de Londres, Ken Livingstone, durante a manifestação gigante em Londres.

Cerca de um milhão de pessoas marcharam através da capital britânica, na maior manifestação pela paz na histórica política do país.

"Dê uma chance à paz, dê uma chance à paz," gritava o pacifista americano Jesse Jackson, para delírio da multidão.

A estrela de Hollywood Tim Robbins, manifestou o alcance global dos protestos, afirmando: "Este movimento pela pez está unido."

Em Roma também houve comparecimento gigante. Sob um mar de bandeiras com as cores do arco-íris, um milhão de pessoas caminharam pelas ruas. Aposentados grisalhos e adolescentes com cabelos rastafari marcharam lado a lado em uma atmosfera de carnaval.

Na França, um dos maiores oponentes à guerra, um manifestante disse: "Os americanos estão estressados pelo 11 de setembro e agora estão ficando totalmente descontrolados."

O ministério do Interior francês estimou que pelo menos 300.000 pessoas participaram dos protestos no país. A oposição da França à guerra tem apoio na Europa de Berlim, onde cerca de 500.000 pessoas foram ao maior protesto na Alemanha desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Os alemães levavam cartazes com os dizeres "Não à guerra por petróleo"; "Faça Amor Não a Guerra"; e "Guerra? Não, Obrigado!"

"A guerra...somente enfraquecerá o povo iraquiano e manterá Saddam Hussein no poder," disse Roselyn Laforge, assistente social belga.

A mesma onda de "antiamericanismo" cobriu o norte e o leste da Europa, que já está profundamente dividida sobre um ataque ao Iraque.

"A maior ameaça à paz são os Estados Unidos, não o Iraque," disse um aposentado na Finlândia.

Um cartaz na Rússia mostrava uma fotografia de Bush com as palavras: "Assassino: Saia das terras dos outros."

"Mais florestas, menos Bushes," dizia um cartaz em Estocolmo. "Bush = câncer do planeta," dizia outro em Barcelona.

Na Croácia, centenas de manifestantes mascarados queimaram uma bandeira dos EUA na frente da embaixada norte-americana em Zagreb.

ÁSIA E OCEANIA

O dia começou com uma série de manifestações na Ásia. No Japão, único país que já foi atacado com armas nucleares, no final da Segunda Guerra Mundial, cerca de 300 pessoas se reuniram em frente à Embaixada dos EUA em Tóquio, gritando frases contra a guerra.

"O que os Estados Unidos estão fazendo é errado. Estamos à beira da Terceira Guerra Mundial," disse a dona de casa japonesa Mariko Ayama.

Australianos também fizeram o maior protesto no país desde os atos contra a Guerra do Vietnã, há 30 anos.



MUNDO ÁRABE

"O mundo inteiro está contra esta guerra. Somente uma pessoa quer," disse o adolescente muçulmano Bilqees Gamieldien na Cidade do Cabo.

No mundo árabe, dezenas de milhares de sírios e palestinos moradores de Damasco tomaram as ruas para manifestar oposição a uma guerra dos EUA contra seus colegas árabes iraquianos.

Cerca de 10.000 pessoas carregando bandeiras do Iraque, da França e da Alemanha, além de fotos de Saddam Hussein, fizeram uma passeata pacífica, mas barulhenta, através de Beirute, capital do Líbano.

O vice primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, fez o seu protesto solitário na cidade italiana de Assis, onde rezou em silêncio em frente ao túmulo de São Francisco, patrono da paz.

"O povo do Iraque quer paz e milhões de pessoas ao redor do mundo estão se manifestando pela paz, então que todos trabalhemos pela paz e pela resistência à guerra," disse.

TUMULTO EM ATENAS

O único problema sério aconteceu em Atenas, capital da Grécia, onde manifestantes queimaram um carro e quebraram janelas de lojas e de um banco no centro da cidade, durante passeata para a Embaixada dos EUA que, conforme a polícia local, reuniu 100.000 pessoas.

Policiais gregos atiram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão e prenderam 13 manifestantes. Quatro policiais sofreram ferimentos leves.
(http://noticias.uol.com.br/inter/reuters/2003/02/15/ult27u31612.jhtm)


Leia mais sobre o assunto em:



10 de fevereiro de 2010

Recomendo: Video "Periferia Luta"

Na periferia de São Paulo, diversas comunidades sofrem os abusos promovidos pelo Estado e grandes empresas. O vídeo a seguir denuncia situações trágicas e mostra a luta nessas quebradas. Por Vozes da Trincheira, Centro de Mídia Independente e Passa Palavra

Clique no link para assistir:

9 de fevereiro de 2010

Os Clubes mais populares do mundo na Internet

A Internet é um dos meios de comunicação preferido dos amantes do futebol: é ágil, prática e tem um acervo de informações infinitas. O Futebol Finance, site que analisa a economia do futebol, divulgou a lista dos 20 websites de clubes mais visitados do mundo.

Em primeiro lugar encontramos o Manchester United, com mais de 452 milhões de visitantes anualmente. Os acessos fazem com que o time inglês gere cerca de 20% de sua receita total através de transações onlines.

O único website de clube brasileiro que aparece entre os 20 mais acessados é o do Corinthians, com 6,1 milhões de acessos. Outros brasileiros bem clicados são Palmeiras e Internacional, com 3,2 e 3,0 milhões respectivamente.

Os websites de clubes mais visitados (nº de visitantes únicos anuais)

1. Manchester United (Inglaterra) – 452,7 milhões

2. Real Madrid (Espanha) – 271,6 milhões

3. Arsenal (Inglaterra) – 205,6 milhões

4. Bayern Munique (Alemanha) – 27,8 milhões

5. Liverpool FC (Inglaterra) – 23,7 milhões

6. Galatasaray (Turquia) – 16,7 milhões

7. Olympique Marseille (França)– 16,1 milhões

8. Internazionale (Itália) – 15,4 milhões

9. Rangers FC (Escócia) – 14,5 milhões

10. FC Barcelona (Espanha) – 14,3 milhões

11. AC Milan (Itália) – 12,5 milhões

12. Fenerbahce (Turquia) – 12,3 milhões

13. Chelsea FC (Inglaterra) – 11,3 milhões

14. Aston Villa (Inglaterra) – 11,1 milhões

15. Borussia Dortmund (Alemanha) – 6,3 milhões

16. Corinthians (Brasil) – 6,1 milhões.

17. Olympique Lyonnais (França) – 5,9 milhões

18. Paris SG (França) – 5,7 milhões

19. Juventus (Itália) – 5,5 milhões

20. Manchester City (Inglaterra) – 5,2 milhões

Original em : Yahoo

Atentado à Liberdade! Rastafari é preso por cultivar 2 pés de Cannabis para consumo próprio!

No último dia 01/02, uma Comunidade Rastafari que ocupa há cerca de 8 anos uma área num bairro popular de Salvador foi invadida por agentes da Polícia Civil, acompanhados de repórteres da TV Itapoan (filiada ao SBT), ambos sem autorização judicial. Robson, vocalista da Banda Comunhão Divina e integrante da comunidade há 6 anos, foi preso e acusado de “infração ao Art.33 da Lei 11.343″, segundo documento da Polícia. Robson, que tem 29 anos, que realiza trabalhos sociais na comunidade e se preparava para tocar no Carnaval pela primeira vez, estava cultivando 2 pés de ganja para seu consumo pessoal.

Desde o ocorrido, representantes de diversas entidades têm se reunido e formaram uma comissão para acompanhar o caso e decidir qual a melhor forma de proceder para conseguir modificar a acusação. Sergio Vidal, do Growroom, esteve ontem numa reunião com o grupo e redigiu um Parecer Técnicos do caso à luz dos dados atuais a respeito da prática de cultivo para consumo pessoal e do seu status legal.

Hoje, ativistas ligados a movimentos de Direitos Humanos e outros membros dessa comissão irão se reunir na frente da 10ª Delegacia de Policia, num ato de esclarecimento público a respeito de Robson e do caso. Também serão encaminhado às autoridades policiais e judiciárias documentos a respeito de Robson e da Comunidade Rastafari.

Publicado originalmente em: Growroom.com

8 de fevereiro de 2010

Somos todos PALESTINOS

Se você é oprimido, você também é um palestino, unidade entre os oprimidos do mundo, por uma intifada mundial!

7 de fevereiro de 2010

Ato Pela Libertação dos Presos Políticos do MST

Ato Pela Libertação dos Presos Políticos do MST e

Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

Trabalhadores Rurais, vinculados ao MST, dos municípios de Iaras e Borebi foram presos na manhã de terça feira pela Polícia Civil. Eles estão sendo acusados de liderarem a ocupação da Fazenda Santo Henrique, de propriedade do Governo Federal, e usada ilegalmente pela Multinacional CUTRALE.

A forma como a prisão foi efetuada demonstrou claramente que a polícia agiu de forma a acirrar ainda mais o conflito social. A criminalização dos trabalhadores e a apreensão de equipamentos, objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho, e produtos agrícolas como defensivos, fertilizantes, calcário, óleo diesel e outros, dão mostras de arbitrariedade e pré-julgamento. Tais objetos são de uso regular e cotidiano de quaisquer agricultores, além do mais, não há comprovação por parte da Polícia de que esses bens sejam de propriedade da empresa denunciante.

Transformar problema agrário brasileiro em crime comum tem sido a tática dos setores mais conservadores e truculentos da sociedade brasileira. É um atraso que pode impedir o avanço e o desenvolvimento do país com verdadeira justiça social.

No sentido de defender a apoiar a Luta pela Reforma agrária, nos colocar contra a criminalização dos movimentos sociais e pedir a libertação dos 7 lutadores sociais presos, estamos convocando a todos os lutadores do povo, militantes dos movimentos sociais, entidades de direitos humanos, sindicatos, parlamentares, e todas as entidades comprometidas com a justiça social a participarem do

Ato Pela Libertação dos Presos Políticos do MST e Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais a se realizar na próxima quarta-feira,

10/02/2010, na Sala dos Estudantes, na Faculdade de

Direito do Largo São Francisco

(próximo ao metrô Sé)

às 19hs.

5 de fevereiro de 2010

Escolas brasileiras ainda não são capazes de atender deficientes.

As escolas públicas brasileiras já deveriam estar adaptadas para receber alunos portadores de qualquer deficiência física "há, pelo menos, uns 15 anos". A avaliação é do presidente da Associação de Pais de Filhos com Síndrome de Down na cidade de Santos/SP (Up Down), o advogado Antônio Carlos Sestaro, sobre a resolução aprovada no último dia 5 pelo Ministério da Educação (MEC). A medida consolida o Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas regulares do país.

Para o advogado, as escolas não vão ter novidades. "O que elas precisam é fazer a matrícula e buscar informações sobre metodologias específicas de ensino. Algumas dizem que ainda não estão preparadas, mas só vão estar preparadas após começarem a inclusão", opinou.

Publicada no Diário Oficial da União como Resolução nº 4 do MEC, a medida se baseia na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes da Educação. Os alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e superdotados serão matriculados no ensino regular e, no outro turno, receberão o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

"A decisão do ministro [da educação, Fernando Haddad] foi muito correta, mas não inovou em nada, porque os alunos portadores de deficiência já tinham seus direitos previstos pela própria Constituição Federal", avaliou Sestaro.

A medida, no entanto, poderá fortalecer a inclusão desses alunos por destinar às escolas mais recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Os recursos serão destinados à implementação do AEE nas escolas, serviço que, até o momento, só é oferecido por centros da rede pública, de instituições comunitárias ou filantrópicas. A partir de agora, o aluno poderá optar pelo espaço da escola ou pela entidade especializada na hora de recorrer ao serviço.

"Não se pode falar que a escola está despreparada, porque objetivo básico delas é ensinar. O que elas precisam é aprimorar os seus métodos de ensino. E eu acredito que, com o Fundeb, as escolas vão se sentir motivadas, porque mexe na parte financeira", avaliou.

Na avaliação do advogado, a existência ou não da lei não é o cerne do problema. "A medida só fortalecerá os direitos dos alunos portadores de deficiência se as escolas se conscientizarem de seu papel". Para ele, trata-se de uma mudança de perspectiva. "Os alunos portadores de deficiência têm dificuldade de aprender ou os professores têm dificuldade de ensiná-los?", questiona.

O filho de Antônio Carlos é um exemplo bem sucedido de educação inclusiva. Samuel estudou em escolas públicas e, hoje aos 19 anos, já cursa o primeiro ano de Design em Moda de uma universidade particular, no Estado de São Paulo.

"Muitos pais não buscam os direitos de seus filhos, e as escolas ficam num comodismo, sempre postergando. O Samuel rompeu paradigmas, e essa revolução vai propiciando uma sociabilidade mais justa, solidária", defendeu o pai.

Robson Braga * ADITAL

Andi oferece bolsas para TCC de estudantes de graduação

O Programa InFormação - Programa de Cooperação para a Qualificação de Estudantes de Jornalismo - lança edital para a quinta edição da concessão de bolsas para Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Ao todo, são 15 bolsas de R$ 450,00 disponíveis durante seis meses para trabalhos que venham a ser produzidos e defendidos até 31 de agosto de 2010.
Nesta edição, os trabalhos deverão abordar a relação da comunicação com a questão da violência sexual contra meninos e meninas. Mais informações em:
Tel: (61) 2102.6535 / 6537 / 6547
http://www.informacao.andi.org.br/

4 de fevereiro de 2010

O Fim do Monopólio das Comunicações no Brasil é possível!

Não é essa a TV que a gente merece. Precisamos de uma mídia que não esteja amarrada a interesses de empresários, políticos ou igrejas. Que atenda as necessidades do povo. O que o Brasil precisa é o fim do monopólio das comunicações.

Clique na Imagem para ver o Vídeo:

*Vídeo apresentado por Carlos Latuff e produzido por Vanor Correia.

1 de fevereiro de 2010

Encontro do Conselho Nacional dos Estudantes de História acontecerá na UFES

A Federação do Movimento Estudantil de História, FEMEH, juntamente com o CALHIS da UFES, vem por meio desta, convocar a todos os CA’s, DA’s e as demais entidades que compõe o Movimento Estudantil de História, para o Conselho Nacional das Entidades de História (CONEHI) que acontecerá nos dias 23, 24 e 25 de abril na UFES, campus de Goiabeiras. 1. Pautas: -Informes -Encontro Nacional dos Estudantes de História (ENEH). -Organização interna da FEMEH 2. Das inscrições: As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de Abril no email: mailto:calhis.ufes0@gmail.com Contatos: Paula: (27) 98121752 ou 32155005 Tales: (27) 99336326