18 de maio de 2010

EVENTO: Abrindo o debate da Cannabis no Brasil

Abrindo o debate da Cannabis no Brasil


O Growroom e a Matilha Cultural convidam para o ciclo de debates “Abrindo o debate sobre a Cannabis no Brasil” – Liberdade de expressão, Segurança Pública e Uso Medicinal, que será realizado no dia 19 de maio. O objetivo do evento é estruturar um debate democrático e transparente sobre as políticas de regulação da Cannabis no Brasil, lidando com a questão de forma pragmática e coerente com a realidade social do país.
Com a presença de pesquisadores, advogados, ativistas, agentes redutores de danos e cidadãos, os debates não pretendem defender ou condenar a discriminalização da Cannabis no Brasil, mas trazer luz à questão ao promover a pluralidade de opiniões e colaborações de especialistas e cidadãos.
O evento será gratuito, aberto ao público e transmitido pela internet pelos endereços http://www.matilhacultural.com.br/  e http://growroom.net/

Pano de Fundo

No Brasil, em 1932, por decreto, o então presidente Getúlio Vargas tornou crime o cultivo, o comércio e o consumo da planta e criou restrições severas ao seu uso como medicamento.
A rigidez da proibição transformou o comércio em narcotráfico e a Cannabis passou da esfera da saúde, para a criminal. O uso medicinal da planta no país foi, assim, transformado em crime e oficialmente desqualificado e perseguido.
Mesmo reprimida e criminalizada há décadas, a Cannabis continua sendo uma das plantas mais cultivadas pela humanidade em todo o planeta, como acontece há mais de 15 mil anos. Estima-se que os negócios em torno da planta movimente bilhões de dólares, abastecendo milhões de consumidores em todo o mundo.
A proibição, por sua vez, transforma esse comércio em fonte de renda para pessoas já envolvidas com atividades criminosas, muitas vezes violentas extinguindo a possibilidade de controle oficial do governo sobre a questão.
Em países como Espanha, Argentina, Reino Unido, Canadá e até estados norte-americanos, o debate em torno da regulamentação do uso medicinal e recreativo da Cannabis tem sido ampliado com novas perspectivas, ideias e experiências práticas sobre o tema.
No Brasil, a discussão vem acontecendo graças a profissionais de diversas áreas que adotaram posturas mais humanitárias com respeito as especificidades culturais, econômicas e as liberdades individuais na questão da Cannabis.

PROGRAMAÇÃO:

19 DE MAIO – 15 às 19hs

15h às 17h – Antiproibicionismo: Um debate autorizado!

Mediador: Alexandre Youssef – Sócio do STUDIO SP, fundador de Instituto Overmundo e colunista de política da revista TRIP, foi Coordenador de Juventude da cidade de São Paulo entre 2001 e 2004

Marco Magri – Cientista Social. Coletivo Desentorpecendo a Razão (SP)

Gerardo Santiago – Advogado. Nova Sociedade Libertadora (RJ)

Leonardo Sica – Advogado. Coletivo Marcha da Maconha São Paulo

Maurício Fiore – Antropólogo Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Psicoativos (NEIP)

Sergio Vidal – Antropólogo, membro do Growroom, Representante da União Nacional dos Estudantes no CONAD e no Grupo de Reforma da Lei 11.343

Marisa Fefferman – Doutora em Psicologia e pesquisadora do Instituto de Saúde SES/SP; autora do livro Vidas Arriscadas – “O Cotidiano dos Jovens Trabalhadores do Tráfico”

10 min por componente da mesa e 1h de debate

17h às 17h30 – coffee break

17h30 às 19h – Horizontes para um mercado regulamentado de Cannabis no Brasil

Mediador: Alexandre Youssef

Domiciano Siqueira – Presidente da Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos (ABORDA);

Renato Filev – Biomédico Pesquisador, doutorando no Programa de Neurociências da UNIFESP, com ênfase ao sistema endocanabinóide e sua relação com transtornos psiquiátricos;

Cristiano Maronna – Advogado NEIP/IBCCRIM

Mônica Gorgulho – Psicóloga, Representante do Conselho Federal de Psicologia no CONAD e no Grupo de Reforma da Lei 11.343 no CONAD e no Grupo de Reforma da Lei 11.343

Edward MacRae – Antropólogo, prof. da Universidade Federal da Bahia, presidente da Associação Brasileira de Estudos Sociais sobre o Uso de Psicoativos (ABESUP) membro do CONAD e do Grupo de Reforma da Lei 11.343

Monica Cavalcanti – Assessora de Imprensa da Comissão Brasileira Drogas e Democracia.

Luiz Paulo Guanabara – Diretor da Psicotrópicus.

10 min por componente da mesa e 50 min de debate

Filmes

19h30 O Sindicato – o negócio por trás do barato (2007) – 100’ – Canadá
Direção: Brett Harvey
Título Original: The Union – The Business Behind Getting High

21h30 Esperando para tragar – A vida de pacientes não-regulamentados de Cannabis (2005) – 74’ – EUA
Direção: Jed Riffe
Título Original: Wait to Inhale

SOBRE A MATILHA CULTURAL

A Matilha Cultural é uma entidade independente e sem fins lucrativos instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. A Matilha integra um espaço expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares.
Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas sócio-ambientais do Brasil e do mundo.
SOBRE O GROWROOM
O Growroom é um grupo que atua em defesa dos direitos dos usuários de maconha, tendo como uma de suas principais atividades manter um Portal na Internet sobre tudo que é relacionado a planta Cannabis sativa, seus usos e usuários, além de um Fórum que serve de espaço de convivência para pessoas adultas que consomem Cannabis sativa. O grupo atua dentro dos princípios da redução dos riscos e danos, buscando o fortalecimento da autonomia e da responsabilidade dos usuários.

MATILHA CULTURAL

Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo.
Tel.: (11) 3256-2636.
Horários de funcionamento: terça-feira a sábado, das 12h as 20h.
Wi-fi grátis.
Cartões: VISA (débito/crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães.


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