28 de maio de 2010

Notícia: Marcha da Maconha em Brasília defende a LEGALIZAÇÃO

Cerca de 500 pessoas participaram nesta quinta-feira (27/5), da Marcha da Maconha realizada em Brasília. A passeata, que reivindica a legalização da droga, teve início por volta das 15h na Catedral e caminhou até o Supremo Tribunal Federal (STF), onde os manifestantes sentaram no chão formando o símbolo da folha da maconha. Em seguida, se dirigiram à Rodoviária do Plano Piloto. De lá, seguiram para o Museu Nacional, onde a marcha foi encerrada por volta das 19h30. O ato foi promovido pelo Coletivo Maconha na Roda, movimento formado por estudantes e ativistas políticos de Brasília.
"A gente organizou a marcha para estimular o debate sobre a legalização da maconha e de outras drogas. Entendemos que é um problema de saúde pública e que só gera violência no país. Se as pessoas plantassem maconha em casa, o tráfico seria evitado e as pessoas não consumiriam várias outras substâncias tóxicas que vêm na droga comprada ilegalmente", defende uma das organizadoras do evento, Luisa Pietrobon, 22 anos, estudante de audiovisual da UnB.
De acordo com a organização do evento, a participação das pessoas aumentou muito em relação às duas últimas marchas que ocorreram na cidade. Em 2008, apenas cerca de 100 pessoas se envolveram com o protesto e, em 2009, aproximadamente 250.
Para o organizador da marcha do Rio de Janeiro, Renato Cinco, a participação dos brasileiros no movimento pela legalização ainda é pequeno se comparado a outros países. "Como no Brasil a maconha é criminalizada, o movimento ainda sofre muito preconceito, por isso, não há tanta adesão como em outros lugares. No Canadá e em Tel Aviv a marcha teve 40 mil pessoas. Em Buenos Aires, reuniu 15 mil", aponta Renato. "Mas, aqui, as pessoas que participam são muito bem informadas e fazem um debate mais amplo contra a criminalização", pondera.
Gritando palavras de ordem, como "Um, dois, três, quatro, cinco mil, tem que legalizar a maconha no Brasil", ou "Ei, Fazenda, a maconha gera renda", ao passar em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, os manifestantes caminharam ocupando parte das faixas de trânsito da Esplanada. O protesto, que foi acompanhado por duas viaturas do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, não provocou tumulto ou confronto.
O único problema com a polícia foi a apreensão de um carro de som, no qual os manifestantes colaram um cartaz que cobria a placa do veículo. No entanto, o advogado Mauro Chaiben, que é colaborador do movimento, se comprometeu a auxiliar o dono do carro a resgatá-lo no depósito do Detran.
O advogado compara a regulamentação da maconha a de bebidas alcoólicas. "O álcool é regulamentado. Por isso, ninguém vende o álcool do posto de gasolina como se fosse cachaça. No entanto, a maconha é misturada com outras drogas, como veneno, e causa muito mais danos. Se tivesse regulamentação, isso não ocorreria", defende.

Fonte: "Jornal O Rio Branco" ( http://oriobranco.net/ )

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