30 de junho de 2010

Festa: Um ano do Coletivo DAR















Serra ou Dilma?

Na dúvida entre Serra ou Dilma?
Não tenha dúvida, eles são FARINHA DO MESMO SACO!
Não confie em nenhum!





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2º Olimpíada de História do Brasil

Estão abertas as inscrições para a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências (MC) da Unicamp, patrocinada pelo CNPq e com o apoio da Revista de História da Biblioteca Nacional. A Olimpíada começa no dia 19 de agosto, dia nacional do historiador, data que celebra o nascimento e o centenário da morte do jornalista e historiador Joaquim Nabuco.
A ONHB traz novamente o desafio de estudar a história do Brasil por meio de textos, documentos, imagens e mapas, ao longo de questões de múltipla escolha e da realização de tarefas muito especiais!
Composta por cinco fases online e uma presencial, a ONHB é destinada a estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio, de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. As equipes devem ter sempre três estudantes que, obrigatoriamente, devem ser orientadas por um professor de história.
Quer participar? Então, não perca tempo! Faça sua inscrição para a 2ª Olimpíada Nacional em História do Brasil.

28 de junho de 2010

Ando meio sumidão

Ae galera, eu sei que ando meio sumidão, recebi alguns (2 - hehe) e-mails perguntando porque não tenho publicado mais no blog - pelo menos textos próprios, o motivo é simples: to muito enrolado, preparei um textos sobre as imbecilidades que o bom moço / bem nascido Kaká andou falando, sobre meu ódio ao Dunga, à Globo e à Record... Sei lá mas achei que não estavam bons o suficiente, dai não coloquei nada, quem sabe numa retrospectiva qualquer, quem sabe né? se um dia me de na telha eu posso até revelar os outros que eu escrevi e nunca publiquei ...

Pela Seleção, contra o patriotismo

Dizem que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas. Nem todo patriota é canalha. Mas, os canalhas adoram o patriotismo.
A pátria dos milhões de trabalhadores brasileiros é a mesma de seus patrões? A quem interessa dizer que formamos uma só comunidade nacional? Os trabalhadores brasileiros têm mais em comum com seus companheiros na Argentina, Estados Unidos ou Japão do que com aqueles que arrancam seu couro falando português.
No Brasil, o último refúgio do patriotismo é a seleção brasileira. Seu uso político mais escandaloso aconteceu durante a Copa de 70. O povo comemorava e a ditadura torturava e matava. Tudo ao som de “Pra frente Brasil”. Portanto, desconfiar do uso político do futebol é normal. Em época de copa, é uma obrigação.
Atualmente, o uso dessa paixão nacional envolve mais dinheiro que política. Muita gente lucra com a camisa canarinho. E os jogadores não são os maiores beneficiados.
Nada disso autoriza a torcida permanente contra a seleção brasileira. Nem condena o futebol a ser só mais um “ópio do povo”. Na África, por exemplo, houve casos em que o futebol ajudou na mobilização do povo para se libertar dos colonizadores.
No Egito, um time chamado Al Ahly simbolizou a luta contra os ingleses. Na Argélia, Ferhat Abbas foi um dos líderes da independência do país. Referindo-se aos franceses, declarou: “Eles nos governam com pistolas e fuzis. No gramado, quando são apenas 11 contra 11, nós podemos mostrar quem é realmente superior”.

Torça sem moderação. E sem patriotismo.

Sérgio Domingues

23 de junho de 2010

Militantes organizam boicote portuário nos EUA em solidariedade à Palestina

Em nossa época esta é uma ação histórica e sem precedentes. Mais de 800 ativistas sindicais e comunitários bloquearam o cais de Oakland durante a madrugada, o que permitiu que os estivadores se negassem a cruzar as linhas do piquete e impediu a descarga de um barco israelense.
De 5:30am a 9:30am, um protesto militante e espirituoso ocorreu em frente às quatro portas do Serviço de Estiva da América, com as pessoas cantando sem parar "Livre, Palestina livre, não cruze a linha do piquete” e "Um ataque contra um é um ataque contra todos, o muro do apartheid vai cair".
Argumentando acerca de sua saúde e segurança – disposições contidas em seus contratos de trabalho – os trabalhadores, ligados à ILWU [organização sindical internacional dos trabalhadores portuários], se negaram a cruzar o piquete.
Entre as 8:30am e as 9:00am, uma arbitragem de emergência foi realizada no estacionamento da empresa Maersk, próximo ao cais. De forma "instantânea", um juiz apareceu no local para decidir se os trabalhadores podiam negar-se a cruzar o piquete sem medidas disciplinares.
Às 9:15am, após confirmar a continuidade do protesto de centenas de pessoas em cada portão de acesso caís, o juiz sentenciou a favor do sindicato, dizendo que a situação era realmente insegura para que os trabalhadores tentassem entrar no cais.
Jess Ghannam, da Aliança Palestina Livre, e Richard Becker, da Coalizão ANSWER (Atue Agora para Parar a Guerra e Acabar com o Racismo, na sigla em inglês), receberam aplausos e gritos de "Viva a Palestina!", ao anunciarem a vitória do movimento. Ghannam disse: "Isto é realmente histórico, nunca antes um barco israelense havia sido bloqueado nos Estados Unidos!"
A notícia de que um navio com contêineres da companhia de navegação Zim Israel estava programado para chegar à área da baía neste domingo provocou uma enorme onda de solidariedade com a Palestina, sobretudo em função do violento atentado israelense, no dia 30 de maio, contra os voluntários que levavam ajuda humanitária para Gaza.
Com 10 dias de antecipação à chegada do navio, um clima de emergência se criou no “Comitê Sindical e Comunitário de Solidariedade com o Povo Palestino". Na quarta-feira, 110 pessoas dos sindicatos e da comunidade vieram ajudar a organizar a logística, a difusão e o apoio da comunidade local. Dentre as organizações que tornaram o ato possível estão a Coalizão Palestina Al-Awda Direito ao Retorno, a Coalizão ANSWER, a Seção local da USLAW (Trabalhadores Estadunidenses Contra a Guerra), e a Seção Sindical do Comitê pela Paz e pela Justiça.
Esta semana, dois conselhos sindicais locais aprovaram resoluções quanto à denúncia do bloqueio israelense a Gaza. Ambos emitiram notas públicas sobre a ação no cais do porto.
O ILWU tem una história de orgulho por estender a sua solidariedade aos povos que lutam em todo o mundo. Em 1984, as massas negras sul africanas participavam de uma intensa luta contra o apartheid, e o ILWU negou-se por 10 dias (um recorde) a descarregar mercadorias do navio "Ned Lloyd", da África do Sul. Apesar de multas milionárias impostas aos sindicatos, os trabalhadores portuários se mantiveram fortes, proporcionando um grande impulso ao movimento contra o apartheid.
Entre as muitas declarações de solidariedade ao protesto estão a dos trabalhadores palestinos e cubanos. A Federação Geral Palestina de Sindicatos, disse que "sua ação de hoje é um marco na solidariedade internacional dos trabalhadores dos EUA, de honestos e valentes sindicalistas. Saudações dos sindicalistas e trabalhadores da Palestina... dos sindicalistas e trabalhadores enjaulados em Gaza."
A Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) escreveu: "Nosso povo vive há 50 anos um bloqueio injusto e abominável do governo dos EUA, de modo que entendemos muito bem como o povo palestino se sente, e vamos estar sempre em solidariedade com a sua justa causa. Hoje lhes enviamos o nosso apoio mais sincero. Viva a solidariedade da classe trabalhadora! Fim ao bloqueio de Gaza! Respeito e justiça para o povo da Palestina!"
A ação de hoje em Oakland, no sexto maior porto dos Estados Unidos, é o primeiro de vários protestos e paralisações previstos em todo o mundo, incluindo Noruega, Suécia e África do Sul.
Seguramente inspiraremos outros a fazerem o mesmo.
(tradução a partir do espanhol: Rodrigo Fonseca)
Original encontr-se em: http://www.pslweb.org/

18 de junho de 2010

Debate: MST - As raízes paulistas do sindicalismo rural no Brasil

A semente foi plantada: as raízes paulistas do movimento sindical camponês no Brasil, 1924-1964, Editora Expressão Popular, São Paulo – 2010, livro de Clifford Andrew Welch, será o centro do debate no próximo dia 24 de junho, quinta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

O livro demonstra como os trabalhadores rurais e camponeses tiveram parte ativa na história social da época, colocando-se como sujeitos em contraposição à ausência que marca a historiografia do Brasil do século XX. Torna assim acessível aos leitores o mundo esquecido da militância do campesinato, sobretudo no Estado de São Paulo durante o chamado período "populista", entre 1945 e 1964. O autor, de forma sensível e crítica, utiliza entrevistas com participantes que viveram os acontecimentos destacando os aspectos subjetivos da militância, assim como as razões da força (e das limitações) dos seus movimentos.

Expositor:

- Clifford Andrew Welch
Doutor em História pela Duke University/EUA
Professor da UNIFESP/Campus de Guarulhos
Professor credenciado no PPG em Geografia/UNESP - Campus Presidente Prudente
Pesquisador do NERA e participante nos projetos da Cátedra UNESCO-UNESP.

Debatedores:
- Zilda Iokoi
Doutora em História Social – USP
Diretora do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância - USP

- Neuri Rosseto
Graduado em Pedagogia na FUNDESTE – Chapecó/SC
Mestre em Ciências Sociais – PUC/SP
Membro da Coordenação Nacional do MST

Mediador:
- Bernadete de Castro
Doutora em Antropologia Social – USP
Professora da Cátedra UNESCO/UNESP
Professora do PPG em Geografia/UNESP – Campus de Rio Claro

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!
Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br
Data e horário: 24 de junho de 2010 (quinta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 - http://www.cedem.unesp.br/

Video sobre deus ...



Clique no Link para ver:

Sulafricanos protestam contra os assassinatos do estado de Israel

O ataque de Israel a frota de navios que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza fez alguns torcedores tirarem o foco do futebol no país da Copa do Mundo. Dezenas de pessoas se reuniram na porta da Catedral St. George, na Cidade do Cabo, nesta terça-feira, para protestar contra o ato dos israelenses.
A manifestação na movimentada rua Wale Street atraiu curiosos e novos adeptos à causa.
Com velas e cartazes nas mãos, o australiano Jeff Bradley, que está na África do Sul para acompanhar a Copa, se juntou ao grupo logo que percebeu do que se tratava. "Acho importante este tipo de protesto. É uma boa oportunidade para isso, já que o mundo inteiro está de olho no país que receberá o Mundial. O alcance é maior e os cidadãos prestam mais atenção no combate à violência", afirmou o torcedor. Um grupo de cinco argentinos, todos com a camisa da seleção do técnico Maradona, passou pelo local e também demonstrou apoio. "A Argentina está com vocês", gritou um deles.
Os nativos aprovaram a adesão dos visitantes. "Quanto mais encorparmos a manifestação, mais indignação mostraremos em relação ao que aconteceu. Espero que a África do Sul corte relações com Israel. O resto do mundo tem que nos acompanhar", bradou Raoul Swart, morador da Cidade do Cabo.
O protesto aconteceu logo atrás da St. George Street, rua que é decorada com as bandeiras dos 32 países participantes da Copa do Mundo.

Moção de Repúdio ao Estatuto do Nascituro

A Marcha Mundial das Mulheres repudia com indignação o Projeto de Lei (PL) de autoria do Deputado Luiz Bassuma (PV-BA) e Miguel Martini (PHS-MG), que propõe instituir o Estatuto do Nascituro. O PL passa a considerar sujeito pleno de direito o óvulo fecundado, ou seja, o concebido e não nascido passa a ter mais direitos do que a mulher.
Tal PL pretende ainda legalizar, a violência sexual, especialmente o estupro que sofrem as mulheres. Tornando inadmissível o aborto conseqüente desta violação e instituindo o pagamento de auxilio para sustentação do nascido até os 18 anos. A “Bolsa Estupro”, como é conhecida pelos movimentos de mulheres, reforçará que a punição recairá sobre a própria mulher. A bolsa terá que ser paga pelo agressor e caso não o faça o ônus recairá sobre o Estado.
Afora a hipocrisia, se destaca a pretensão do legislador em querer determinar quando começa a vida, coisa que nem a ciência ousou fazer. Ao analisar os dispositivos desta proposta cai por terra o discurso de “proteção da vida”, pois não se vê nada além do que já tratam as legislações vigentes, sobre direitos de personalidade, direito de saúde e patrimoniais dos recém nascidos.
Caso aprovado fica proibido ainda qualquer manifestação que trate do assunto Aborto, cerceando o direito do debate quesito fundamental na democracia.
Entendemos que a proposta do “Estatuto do nascituro” deve ser rechaçada, pois ela significa mais um dos ataques dos conservadores, machistas e opressores:
- Condena as mulheres à submissão, mantendo-as expostas à violência;
- Reflete a omissão do legislativo diante do aborto como elemento de preservação da vida das mulheres e de garantia da autonomia;
- Golpeia a democracia, a igualdade e a justiça, atingindo bens e valores construídos historicamente.
O avanço rumo à aprovação do chamado “Estatuto do Nascituro”, deve ser visto como ameaça aos direitos das mulheres. Nele, estão reunidas as pautas mais retrogradas e de submissão, ostentadas pelo patriarcado e as instituições que o perpetuam, ao longo dos séculos: controle sobre o corpo das mulheres, a institucionalização da violência sexual e o domínio sobre o destino das mulheres.

Direito ao nosso corpo. Legalizar o aborto!
Marcharemos até que todas sejamos inteiramente LIVRES!

MARCHA MUNDIAL DAS MULHERES

Comunista Saramago morre aos 87 anos

Morre aos 87 anos o comunista português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998

Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.
A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".
Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, principalmente devido a problemas respiratórios.

Saramago publicou no final de 2009 seu último romance, "Caim", obra com um olhar irônico sobre o Velho Testamento e, por isso, muito criticada pela Igreja.
Ateu e integrante do Partido Comunista Português, o escritor nasceu em 1922, em Azinhaga, uma aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção em uma editora.
Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal "Diário de Notícias". A partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

José Saramago:

“Sou um comunista hormonal”

"Um romance autobiográfico seria a coisa mais chata do mundo"

"Israelenses aprenderam bem as lições recebidas dos nazistas"

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, considerado por críticos como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.
Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português -- o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.
Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).


Ajuda ao Haiti


Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que do integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti.
Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".



Obras publicadas:

Poesias


- Os poemas possíveis, 1966

- Provavelmente alegria, 1970

- O ano de 1993, 1975


Crônicas

- Deste mundo e do outro, 1971

- A bagagem do viajante, 1973

- As opiniões que o DL teve, 1974

- Os apontamentos, 1976

Relato de Viagens

- Viagem a Portugal, 1981

Teatro

- A noite, 1979

- Que farei com este livro?, 1980

- A segunda vida de Francisco de Assis, 1987

- In Nomine Dei, 1993

- Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005

Contos

- Objecto quase, 1978

- Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979

- O conto da ilha desconhecida, 1997

Romance

- Terra do pecado, 1947

- Manual de pintura e caligrafia, 1977

- Levantado do chão, 1980

- Memorial do convento, 1982

- O ano da morte de Ricardo Reis, 1984

- A jangada de pedra, 1986

- História do cerco de Lisboa, 1989

- O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991

- Ensaio sobre a cegueira, 1995

- A bagagem do viajante, 1996

- Cadernos de Lanzarote, 1997

- Todos os nomes, 1997

- A caverna, 2001

- O homem duplicado, 2002

- Ensaio sobre a lucidez, 2004

- As intermitências da morte, 2005

- As pequenas memórias, 2006

- A Viagem do Elefante, 2008

- O Caderno, 2009

- Caim, 2009


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“Breve meditação sobre um retrato de Che Guevara”
Por José Saramago*



Não importa que retrato. Qualquer um: sério, sorrindo, arma em punho, com Fidel ou sem Fidel, dizendo um discurso nas Nações Unidas, ou morto, com o dorso nú e olhos entreabertos, como se do outro lado da vida ainda quisera acompanhar o rastro do mundo que teve que deixar, como se não se resignasse a ignorar para sempre os caminhos das infinitas criaturas que estavam por nascer.
Sobre cada uma dessas imagens se poderia reflexionar profundamente, de um modo lírico ou de um modo dramático, com a objetividade prosaica do historiador ou simplesmente de alguém que se dispõe a falar do amigo que descobre haver perdido porque não o chegou a conhecer.
Ao Portugal infeliz e amordaçado de Salazar e de Caetano chegou um dia o retrato clandestino de Ernesto Che Guevara, o mais célebre de todos, aquele feito com manchas fortes de negro e vermelho, que se converteu na imagem universal dos sonhos revolucionários do mundo, promessa de vitórias a tal ponto férteis que nunca poderiam se degenerar em rotinas nem em exepcismos, antes dariam lugar a outros muitos triunfos, o do bem sobre o mal, o do justo sobre o inícuo, o da liberdade sobre a necessidade.
Emoldurado ou fixo na parede por meios precários, esse retrato esteve presente em debates políticos apaixonados na terra portuguesa, exaltou argumentos, atenuou desânimos, namorou esperanças.
Foi visto como um Cristo que havia descido da cruz para descrucificar a humanidade, como um ser dotado de poderes absolutos que fosse capaz de extrair de uma pedra a água na qual se mataria toda a sede, e de transformar essa mesma água no vinho com que se beberia o esplendor da vida.
E tudo isto era certo porque o retrato de Che Guevara foi, aos olhos de milhões de pessoas, o retrato da dignidade suprema do ser humano.
Mas foi também usado como adorno incongruente em muitas casas da pequena e da média burguesia intelectual portuguesa, para cujos integrantes as ideologias políticas de afirmação socialista não passavam de um mero capricho conjuntural, forma supostamente arriscada de ocupar ócios mentais, frivolidade mundana que não pôde resistir ao primeiro choque da realidade, quando os fatos vieram exigir o cumprimento das palavras.
Então, o retrato do Che Guevara, testemunha, primeiro, de tantos inflamados anúncios de compromisso e ação futura, juiz, agora, do medo encoberto, da renúncia covarde ou da traição aberta, foi retirado das paredes, escondido, na melhor da hipóteses, no fundo de um armário, ou radicalmente destruído, como se fosse motivo de vergonha.
Uma das lições políticas mais instrutivas, nos tempos de hoje, seria saber o que pensavam de si mesmos esses milhares e milhares de homens e mulheres que em todo o mundo tiveram algum dia o retrato de Che Guevara na cabeceira da cama, ou na frente da mesa de trabalho, ou na sala onde recebiam os amigos, e que agora sorriem por haver acreditado ou fingido crer.
Alguns diriam que a vida mudou, que Che Guevara, ao perder sua guerra, fez perder a nossa, e portanto era inútil chorar, como uma criança que chora pelo leite derramado.
Outros confessariam que se deixaram envolver por uma moda da época, a mesma que fez crescer barbas e cabelos, como se a revolução fosse uma questão de barbeiros.
Os mais honestos reconheceriam que lhes dói o coração, que sentem em um movimento perpétuo de um remordimento, como se sua verdadeira vida houvesse suspendida o curso e agora lhes perguntasse, obsessivamente, aonde pensam que vão sem ideais nem esperança, sem uma idéia de futuro que dê algum sentido ao presente.



Che Guevara, se assim pode dizer, já existia antes de ter nascido.



Che Guevara, se assim pode afirmar, continua existindo depois de morto.



Porque Che Guevara é somente o outro nome do que há de mais justo e digno no espírito humano.
O que devemos despertar para conhecer e conhecemos, para agregar o passo humilde de cada um ao caminho de todos.


* José Saramago, escritor e Premio Nobel de Literatura.






17 de junho de 2010

Palestra sobre inclusão na educação - UNIFESP


"Educação e diversidade cultural: problemas para a construção das escolas de índios e afro-descendentes"
Profª Drª Circe Maria Fernandes Bittencourt e Elson Alves da Silva

 18-06-2010 às 19h30min
Teatro do Campus
"UNIFESP—CAMPUS GUARULHOS"
CURSO DE HISTÓRIA

16 de junho de 2010

Historiador analisa o fenômeno do cangaço

O fenômeno do cangaço “independente”, que começou na segunda metade do século XIX e durou até cerca de 1940, tendo sido extensamente estudado por diversos autores. No entanto, boa parte destas obras é de caráter basicamente narrativo e por vezes, escrita em linguagem quase literária. Historiador analisa o fenômeno do cangaço

O historiador Luiz Bernardo Pericás foi além da constatação desta lacuna bibliográfica. O resultado desse trabalho é agora publicado pela Boitempo no livro Os cangaceiros – ensaio de interpretação histórica , no qual analisa as bases históricas e a atuação dos grupos do cangaço, como aqueles chefiados por Antonio Silvino, Sinhô Pereira, Corisco e Lampião.
Para o historiador João José Reis, "há tempos precisávamos de um livro que fizesse um balanço exaustivo do que se escreveu sobre este fascinante fenômeno social e cultural do Brasil no século passado. Luiz Bernardo Pericás revira uma vasta bibliografia sobre o cangaço para estabelecer uma certa ordem, e um método, na discussão e compreensão do mundo de Lampião e outros cangaceiros... O livro eleva a análise do cangaço a um patamar superior e serve como inspiração para se pensar outros tipos de banditismo, inclusive nos dias que correm".
O tema – já retratado de forma literária por autores como Graciliano Ramos e José Lins do Rego – é desenvolvido à luz de uma abordagem multidimensional, que toma a estrutura agrária sertaneja “como um forte elo entre a base econômica mais ampla e a superestrutura”, mas não se atém somente a uma interpretação economicista, investigando outros níveis para traçar um quadro complexo do banditismo rural nordestino.
Como aponta na orelha o também historiador Lincoln Secco, na história do Nordeste brasileiro “o cangaço apareceu como a forma pela qual se moviam as contradições típicas de uma sociedade formada por populações errantes, pobres e vitimadas pelo mandonismo local e marcada pela instabilidade”. Segundo Secco, “as vivas descrições geográficas revelam que o autor realmente percorreu o sertão nordestino”, relatando “os casos de violência, torturas, as relações amorosas, o cotidiano, o papel das mulheres e das crianças, a questão racial, os hábitos alimentares, as relações políticas, o coronelismo, as formas de combate, os armamentos e até as malogradas tentativas dos comunistas em dar uma direção programática para aquela forma de banditismo”.

Trecho da obra

Para se entender toda a complexidade da dinâmica social do Sertão e do Agreste nordestinos, o surgimento e o fim do cangaço “independente” e as implicações que ele exerceu sobre as populações locais é necessário abordar os diferentes fatores de aparentes “imobilidades” e sobrevivências de resquícios culturais, como também as rupturas e modificações conjunturais e estruturais na região. A compreensão dos distintos traços característicos do modus vivendi local, do misticismo, do fanatismo, das superstições, da religiosidade, do “coronelismo”, das disputas familiares, da estrutura política e administrativa sertaneja e agrestina, e a presença de jagunços e coiteiros dentro da chamada “Civilização do Couro” são fundamentais, assim como um levantamento e uma análise do surgimento e da expansão das ferrovias, estradas de rodagem, movimento operário nas capitais em contraposição a um suposto isolamento (ou pelo menos, um maior distanciamento) das populações das áreas mais afastadas, a superestrutura jurídica estadual e federal, a entrada de capitais e investimentos nos diferentes estados nordestinos, as políticas dos governos federal e estaduais em relação ao banditismo rural, o mercado de trabalho, os ciclos de secas, o ambiente físico, as migrações populacionais, a industrialização do país, a economia nacional, as mudanças e modernização do Estado brasileiro, entre outros fatores. Ou seja, uma combinação de todos esses elementos. Explicações simplistas, exclusivistas, não conseguem compreender satisfatoriamente o fenômeno, que deve ser discutido a partir de uma realidade multidimensional.

Sobre o autor

Luiz Bernardo Pericás é formado em História pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP e pós-doutor em Ciência Política pela FLACSO (México). Foi Visiting Scholar na Universidade do Texas. É também autor de Che Guevara: a luta revolucionária na Bolívia (Xamã, 1997), Um andarilho das Américas (Elevação, 2000), Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Atropos, 2009) e Mystery Train (Brasiliense, 2007).


Luiz Bernardo Pericás lança, neste mês, análise sobre os grupos de cangaço

Lampião, Corisco, Sinhô Pereira, Maria Bonita, Silvino. São poucos os que nunca ouviram falar dos grandes nomes do cangaço no Brasil. O fenômeno, porém, poucas vezes ganhou registros que fugissem da literatura de cordel e do retrato narrativo feito por grandes autores brasileiros, como Graciliano Ramos. O historiador Luiz Bernardo Pericás lança, neste mês de junho, pela Boitempo Editorial, o livro Os cangaceiros, ensaio de interpretação histórica traçando uma rica análise do fenômeno do cangaço, perpassando a estrutura econômica brasileira da época, o coronelismo, a questão racial e de gênero, a relação com o comunismo, entre outros aspectos. A obra será lançada dia 17 em Brasília e dia 22 em São Paulo.
O também historiador Lincoln Secco, na orelha do livro, aponta a importância do estudo do fenômeno, “o cangaço apareceu como a forma pela qual se moviam as contradições típicas de uma sociedade formada por populações errantes, pobres e vitimadas pelo mandonismo local e marcada pela instabilidade”.
Em entrevista à Caros Amigos, Pericás desmistifica impressões pré estabelecidas a respeito do cangaço e explicita a importância de um registro detalhado dessa peça da história do nordeste brasileiro, nos dias de hoje.

Leia a entrevista no site da Boitempo editorial: Editora Boitempo

15 de junho de 2010

Universidade Federal de São Paulo debate Cannabis (Maconha) Medicinal

Especialistas brasileiros e internacionais apresentam dados de estudos iniciados na década de 60 e resultados obtidos. O Simpósio Internacional “Por Uma Agência Brasileira da Cannabis Medicinal?”, aconteceu nos dias 17 e 18 de maio pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), foi aberto nesta segunda-feira com apresentação de estudos que têm sido realizados com a cannabis para fins medicinais desde que seu princípio ativo foi isolado, na década de 60. Entre os pontos de debate, Ethan B. Russo, da University of Washington (EUA), chamou a atenção para a ausência de agências reguladoras em todo o mundo que façam o controle da aplicação desses estudos.
O primeiro medicamento à base de cannabis aprovado e disponível no mercado desde 2005 é o canadense Sativex, produzido pela GW Pharmaceuticals, que hoje é importado por 28 países, embora a maioria deles não tenha uma agência reguladora que normatize sua aplicação e os estudos científicos sobre o assunto. O Sativex é produzido a partir de um extrato da cannabis e com indicações para esclerose múltipla, artrite reumatóide, síndrome metabólica, epilepsia e câncer da próstata, entre outros.
No Brasil, coordenados por A.W. Zuardi, hoje ligado à Universidade de São Paulo (USP) desde a década de 90 os estudos apontam resultados positivamente significativos considerando-se os efeitos anti-epiléticos, sedativos e até antipissicóticos e neuromotor em casos de tratamentos para doença de Parkinson, do princípio ativo canabidiol. A partir de estudos de casos, foi possível observar que o canabidiol poderia, no mínimo, potencializar os efeitos das medicações normalmente aplicadas como anti-epiléticos. E, principalmente, obsrvou-se que o canabidiol é uma droga bem tolerada pelos pacientes, sem grandes efeitos colaterais.
O potencial terapêutico da Cannabis já é explorado em diversos países, como: EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Itália, Suíça, Israel e Austrália, entre outros. As principais indicações são para conter náuseas e vômitos causados pelos anticancerígenos, caquexia (enfraquecimento extremo) aidética e cancerígena, dores crônicas neuro e miopáticas como ocorrem na esclerose múltipla, glaucoma, entre outras patologias. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda aos países a criação de uma Agência Nacional da Cannabis Medicinal para aprovar e controlar adequadamente o uso terapêutico da maconha e seus derivados, incluindo a importação e/ou cultivo da planta e de medicamentos a base de canabinóides, bem como as diretrizes políticas e de conduta relacionadas ao uso medicinal da maconha. “É importante salientar também que o evento não visa promover o debate sobre o uso recreacional da planta, nem tampouco a legalização deste tipo de uso. O foco das discussões será pautado em dados científicos sobre o potencial terapêutico da planta e seus benefícios para o tratamento de patologias”, afirma Elisaldo Carlini, professor especialista da UNIFESP em psicofarmacologia, diretor do CEBRID e presidente do Simpósio.

12 de junho de 2010

GanjaPod! Música de qualidade na net

O GanjaPod! é um podcast temático com edições semanais.
o esquema é muito bem feito galera, eu recomendo, da hora para rolar em seu pod ou micro, além de ter bons filmes, gravações próprias como a cobertura ganja-jornalística da Marcha da Maconha e divulgação de eventos. esta semana o programa é sobre Surf Music e está ótimo!

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9ª Edição - Marcha da Maconha SP - 2010


A edição dessa semana do GanjaPod! é sobre a Marcha da Maconha que aconteceu ontem na cidade de São Paulo. Nós estivemos na cidade especialmente para esse evento e gravamos um video que conta um pouco do que aconteceu durante a manifestação. Durante toda a Marcha estivemos conversando com diversos manifestantes e apoiadores presentes e pedimos para que eles deixassem um depoimento, a integra deles está no video, e pedissem uma música para tocarmos no programa.

Queremos aproveitar para agradecer a todos que deixaram seu depoimento, a organização do evento, a todos que compareceram na Marcha e também a vocês que acompanham a nossa programação.

Até semana que vem!


Edição do GanjaPod! especial sobre a Marcha da Maconha 2010 - São Paulo:
http://www.4shared.com/audio/6Mxiczwm/9_edicao_marcha_da_maconha_sp_.html

11 de junho de 2010

O MST do Pará denuncia a ação arbitrária da Polícia Militar e Polícia Civil

O MST do Pará denuncia a ação arbitrária da Polícia Militar e Polícia Civil do município de Santa Luzia do Pará, a cerca de 200 km de Belém.
A Fazenda Cambará fica localizada a 40 km de Santa Luzia do Pará e pertence à Gleba Pau de Remo. Trata-se de uma área pertencente à União, apropriada de forma ilícita por fazendeiros.
O atual posseiro das terras chama-se Josué Bengstson ex-deputado federal, envolvido na “Máfia dos Sanguessugas” ou “Máfia das Ambulâncias”. Foi na Fazenda Cambará que o lendário Justiceiro Quintino Lira iniciou sua luta em defesa dos trabalhadores rurais e contra os latifundiários do estado.
Atualmente 170 famílias de trabalhadores rurais sem terra lutam para construir um assentamento na área e têm sofrido uma série de incursões clandestinas e ilegais de policiais civis e militares e de um grupo de oito pistoleiros que se abrigam na fazenda.
Ações como espancamento, humilhações no ramal do Pirucal que dá acesso ao acampamento são cotidianas contra as famílias sem terras, sem contar as ameaças de morte sofridas por oito lideranças locais.
Os trabalhadores Sem Terra já fizeram várias denúncias na delegacia de Santa Luzia do Pará, sem que nenhuma providência tenha sido tomada pelas autoridades policiais. Como resultado já foi aberto inquérito por crime ambiental contra os trabalhadores.
O Incra já foi comunicado da reivindicação de desapropriação da terra, mas não tem dialogado com os trabalhadores.
O clima na região é muito tenso principalmente após atentado a tiros sofridos pelos trabalhadores em seu acampamento no último dia 7 ás 00h12.
Os trabalhadores, mulheres grávidas e as crianças temem pelo pior se permanecerem as arbitrariedades da polícia de Santa Luzia do Pará e o descaso das autoridades policiais.

10 de junho de 2010

Rolê na AV Paulista e Maureen Bisilliat

Ontem estava dando um rolê lá pelas bandas da Avenida Paulista, dei uma chegada pelo Pq Trianon pra da uma desestressada e aproveitei pra passar pelo centro cultural do SESI (no prédio da Fiesp - que KCT né?) não sabia o que havia por lá, mas sempre rola um exposição gratuita, decidi aproveitar; Galera, valeu a pena, valeu muito! havia uma exposição sobre a artista Maureen Bisilliat e sua obra, maravilhosa, recomendo à todos e todas vale o rolê, pretendo voltar mais uma vez, segue abaixo uma descrição da exposição, ah, a parte que mais me impressionou pela beleza e pela reflexão que fui induzido foi a parte do Xingu.


MAUREEN BISILLIAT

Fotografias

A exposição Maureen Bisilliat: Fotografias busca realizar uma leitura simultânea entre a produção fotográfica e a produção editorial de Maureen Bisilliat, autora de livros de fotografias inspirados em obras de grandes escritores brasileiros.
Em parceria com o Instituto Moreira Salles, o SESI-SP apresenta a exposição Maureen Bisilliat: Fotografias, que revela tanto a fotógrafa como a editora de imagens e textos, Maureen Bisilliat. Seus ensaios fotográficos mais conhecidos - o universo de Guimarães Rosa, sobre os índios do Xingu - realizado em estreita colaboração com os irmãos Villas-Boas -, os sertões de Euclides, as caranguejeiras - equivalência fotográfica do poema de João Cabral de Melo Neto -, bem como outros temas igualmente significativos, porém menos difundidos, como os ensaios “Cortejo luminoso”, “Boi-bumbá”, “Pele Preta” e “Romeiros” e suas viagens ao altiplano boliviano, à China e ao Japão são apresentados na mostra em fortes sequências visuais de médio e grande formato que sintetizam a visão da autora sobre estes universos.
Na série dedicada ao Xingu, os visitantes da mostra poderão ver uma canoa com seis metros de comprimento produzida de acordo com a tradição indígena. Além disso, durante toda a mostra, haverá a projeção de Xingu/Terra, documentário feito na década de 1980 por Maureen Bisilliat e Lúcio Kodato, rodado na aldeia mehinaku, no Alto do Xingu.

Sobre a fotógrafa

Sheila Maureen Bisilliat nasceu em Englefieldgreen, Surrey, Inglaterra, em 1931. Estudou pintura com André Lothe em Paris (1955) e no Art Students League em Nova York (1957), antes de se fixar definitivamente no Brasil em 1957, na cidade de São Paulo. Trabalhou para a Editora Abril entre 1964 e 1972, fotografando para várias publicações. É autora de livros de fotografia inspirados em obras de grandes escritores brasileiros, como, por exemplo, A João Guimarães Rosa, em 1966 e Sertões – Luz e trevas, de 1983, baseado no clássico de Euclides da Cunha (1866-1909).
Em 1985, expôs em sala especial na 18ª Bienal Internacional de São Paulo um ensaio fotográfico inspirado no livro O turista aprendiz, de Mário de Andrade (1893-1945). A partir da década de 1980, dedicou-se ao trabalho em vídeo, com destaque para Xingu/terra, documentário de longa-metragem rodado com Lúcio Kodato na aldeia mehinaku, no Alto Xingu.
Recebeu bolsa da John Simon Guggenheim Foundation, Estados Unidos (1970), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1981/1987), da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (1984/1987) e da Japan Foundation (1987). Formou e dirige desde 1988, o acervo de arte popular do Pavilhão da Criatividade do Memorial da América Latina em São Paulo. Em 1987, ganhou o prêmio de Melhor Fotógrafo(a) da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo.
Em dezembro de 2003, sua obra fotográfica completa, composta por cerca de 16.000 imagens, entre fotografias, negativos preto e branco e cromos coloridos, nos formatos 35 mm e 6 x 6 cm, foi incorporada ao acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles.


Local:

Galeria de Arte do SESI – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso - Av. Paulista, 1313- Metrô Trianon-Masp
 
Data de 02 de março a 04 de julho de 2010.


Horários
Segundas-feiras, das 11h às 20h

Terça-feira a sábado, das 10h às 20h
Domingos, das 10h às 19h
Ingressos: Entrada franca

Telefones (11) 3146-7405 / 3146-7406

Notícia do Rio de Janeiro: Manifestação de apoio a Palestina

O comitê de apoio de AND do Rio de Janeiro esteve presente, na tarde do dia 8 de junho, no ato em solidariedade ao povo palestino convocado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino, realizado na Cinelândia, Centro do Rio. Dezenas de pessoas manifestaram seu repúdio ao ataque sanguinário do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre.
Uma das manifestantes, que esteve na Faixa de Gaza há pouco tempo, denunciou que o ataque à frota Gaza Livre foi comemorado pela juventude sionista nas ruas de várias cidades israelenses e que o Estado de Israel trabalha noite e dia para introduzir sua mentalidade fascista na consciência da população.
O comitê de apoio de AND fez a distribuição de exemplares da edição​ 64 do jornal com a manchete Resistência promove dia de fúria contra a invasão sionista na Cisjordânia.
Bandeiras, faixas e cartazes erguidos pelos manifestantes marcaram o apoio dos lutadores e democratas brasileiros à causa da libertação palestina.

5º Rock no Posto em Guarulhos, SP

8 de junho de 2010

Carta de um judeu ao governo Israelense

Silvio Tendler
Silvio Tendler
Senhores que me envergonham:
Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente.Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.
Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!
Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção,  merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones  por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.
A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons  sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..
O Sr., Lieberman, que  trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.
Abaixo o fascismo!
Paz Já!
Silvio Tendler é cineasta

Original publicado em: Fundação Lauro Campos 

7 de junho de 2010

Mais chages do Latuff

Fotos do ato na Av. Paulista contra o ataque israelense à ajuda humanitaria para Gaza na Palestina



Soneto do Desabafo - Mario Medina

Te mandei até poema do Neruda
Mandei flores,bolos e doces
Mas não dei conta de que és cabeçuda
Meu lirismo seria útil se sensível fosses

Tua sensibilidade habita outros cantos
Disso eu deveria estar ciente
Menores seriam os meus espantos
Maior a orgia e a tristeza,ausente

Entre as tuas delgadas pernas
Eu fui só um objeto fálico
Ingênuo,pensando coisas ternas

Toma teu trago,teu vinho e papoula
Eu já deveria ter me tocado
Poema de cu é rôla

(Mário Medina)

Rede Internacional de Judeus Antissionistas divulga nota sobre os recentes acontecimentos na Palestina

A Rede Internacional de Judeus Antissionistas (IJAN) condena veementemente a barbárie do ataque israelense nesta madrugada (31/5), ocorrido em águas internacionais, contra um comboio marítimo humanitário, durante o qual os soldados israelenses atacaram com munição real civis pacíficos a bordo, matando no mínimo 15 pessoas, segundo o exército israelense, talvez muito mais e ferindo inúmeras pessoas.
Nos honra e inspira o compromisso e o sacrifício das pessoas a bordo destes navios. Um deles foi recentemente rebatizado Rachel Corrie em homenagem à ativista morta por uma escavadora tentando impedir a demolição de uma casa palestina em Rafeh em 2003.
Este barco nos lembra a todos que a coragem e a perseverança dos navios que vão rumo a Gaza segue uma tradição internacional de engajamento cívico total e compromisso ético que ecoa e responde à perseverança e à coragem de um século da resistência palestina à limpeza étnica e ao colonialismo.
Este ataque aos navios que transportam 10 mil toneladas de ajuda humanitária, como materiais escolares, suprimentos médicos e materiais de construção, é um ato de pirataria em águas internacionais. Fazemos um chamado a todos os governos para acabar com a impunidade de Israel, fazer cumprir o direito internacional e tornar Israel responsável por suas violações recorrentes. Além disso, este ato de pirataria foi levado a cabo com o objetivo de manter um bloqueio a Gaza, imposto por Israel com a participação do governo egípcio e o apoio dos Estados Unidos, um bloqueio que é propriamente um crime de lesa-humanidade.
bloqueio criminal é um aprofundamento de uma crise humanitária terrível com desemprego massivo, pobreza extrema e insegurança alimentar que afetam mais de 1,5 milhão de pessoas, cuja maioria é formada por refugiados da limpeza étnica da Palestina em 1948 que agora estão presos no maior campo de concentração do mundo. Os palestinos em Gaza são impedidos de reconstruir suas casas destruídas por Israel no massacre de 2009 e proibidos de importar produtos como brinquedos e chocolates como punição por terem eleito democraticamente um governo que se negou a colaborar com a ocupação. Como potência ocupante, Israel deveria ser considerado responsável por suas flagrantes violações dos direitos humanos dos palestinos em Gaza. Todos os Estados possuem a obrigação de fazerem tudo o que puderem para cumprir o direito internacional e punir as flagrantes e recorrentes violações de Israel, como está detalhado no informe Goldstone assim como em comunicados de muitas organizações de direitos humanos e organismos internacionais.

Como as autoridades israelenses emitem informes contraditórios sobre o número de vítimas durante o ataque, fazemos um chamado a Israel para que permita de forma imediata e independente o acesso internacional aos feridos e corpos dos mártires, liberte os seqüestrados e deixe transcorrer a navegação dos navios sem serem perseguidos no seu caminho a Gaza.

Chamamos a atenção da cobertura islamofóbica da grande mídia deste engajamento civil como um conflito entre Israel e o mundo islâmico. É um conflito entre Israel e um movimento de solidariedade internacional unido e plural que inclui pessoas de todas as crenças se colocando juntos pacificamente contra uma repressão violenta. Havia 750 pessoas com essa consciência nos navios, de 40 diferentes países e entre elas 35 políticos, a bordo.

Fazemos um chamado aos Estados cujos navios foram atacados, e em especial à Turquia, a reagirem de uma forma que corresponda à gravidade das ações de Israel, indo além de endurecimentos verbais como já foram feitos na ocasião de atrocidades anteriores. Apesar da retórica inflamada, o comércio entre Israel e a Turquia cresceu 27% ano após ano, segundo estatística do primeiro trimestre de 2010. Chamamos a Turquia a romper relações diplomáticas, suspender todos os acordos comerciais e cortar totalmente os vínculos militares com o Estado de apartheid de Israel.

Fazemos um chamado à Suíça para convocar, como é sua obrigação, as Altas Partes Contratantes da IV Convenção de Genebra para discutir as recorrentes violações de Israel do direito internacional e torná-lo responsável. Que o mundo não fique em silêncio mais uma vez frente a um povo abandonado.

Ainda mais importante, fazemos um chamado à sociedade civil de todos os cantos e partes e a nós mesmos a redobrar nossos esforços para romper o bloqueio a Gaza, intensificando nossas campanhas de boicote, desinvestimento e sanções (BDS), colocando-nos de forma solidária e perseverante com a resistência palestina, tornar Israel responsável por suas transgressões recorrentes e pôr um fim à ocupação, à colonização e ao apartheid na Palestina.

Também chamamos os judeus a reconhecerem neste ataque violento e assassino uma pequena parte de um padrão maior e inconfundível de violência interminável, repressão punitiva, maldade gratuita, auto-isolamento e ódio revelados pela direção histórica do sionismo.

Constrangido pelas inevitáveis conseqüências de sua lógica colonial, o sionismo não é um renascimento da vida judaica, mas uma profecia auto-realizável de auto-destruição. Os funcionários israelenses estão mais preocupados em evitar que deficientes físicos em Gaza tenham cadeiras de rodas que no bem-estar de seus próprios cidadãos, nós instigamos vocês que não há futuro para o sionismo e sim seu descenso gradual em mais violência e brutalidade.


Cineasta brasileira Iara Lee quer levar Israel à Justiça internacional

(Portal Terra)


NOVA YORK - Após passar pelo ataque de Israel, ser enviada à Turquia e deportada aos Estados Unidos, a ativista e cineasta brasileira Iara Lee conseguiu voltar aos seus projetos. Segundo afirmou em entrevista ao Terra, o objetivo de seu trabalho agora é "levar Israel à lei internacional". "Estamos analisando as imagens do ataque para ver o que pode ajudar nas investigações", disse.
Iara estava na embarcação de ajuda humanitária atacada por tropas de Israel ao tentar entrar na Faixa de Gaza, na madrugada da última segunda-feira. O grupo de mais de 500 pessoas, de países do mundo todo, foi levado a Israel. As horas passadas na cadeia do país foram de questionamentos e pressão, segundo ela. "Parecia que eu estava lá há um mês". A ativista e cineasta desembarcou nos Estados Unidos na tarde de sexta-feira.
Ela disse estar surpresa com o questionamento do mundo "de quem deu o primeiro tiro, isso não é relevante". O que importa, segundo Iara, é que eram militares contra civis.
Apesar de sua convicção, Iara confessou não ter imagens que incriminem os soldados. Mesmo assim, ela espera justiça por parte da Organização das Nações Unidas (ONU).
A operação surpreendeu os ocupantes do barco, que não esperavam a invasão em território internacional. "A gente sabia que Israel ia tentar bloquear, mas não que eles iam entrar e matar as pessoas", disse Iara sobre o ataque que deixou nove mortos. Segundo ela, muitos ativistas estavam certos de que o grupo chegaria a Gaza e "lá as pessoas iriam abraçá-los e agradecer".
De acordo com a ativista, o confronto foi totalmente "desproporcional". "Nós estávamos com cabos de vassoura, cadeiras, estilingues, qualquer coisa que a gente via na frente para se defender. Eles estavam com armamentos pesados e exagerados, como se fossem para a Terceira Guerra Mundial", disse ela. Depois do anúncio no megafone de que os soldados israelenses haviam tomado o controle da embarcação, os ativistas não resistiram mais.
A cineasta está confiante de que a repercussão do ocorrido na mídia internacional possa colaborar para o término do bloqueio de Israel à gaza. "Vários especialistas me falaram que os caras fizeram tanta coisa errada que vai cair o bloqueio", disse. Para ela, "a ficha da população caiu para a essência do problema e o mundo inteiro começa a ver que o bloqueio é o problema".
A injustiça é uma das motivações de Iara na luta pela paz. Sua história com Israel começou há quase sete anos, "já me deportaram e já me prenderam. (...) Estou na lista negra", disse. "Quanto mais me tratam de forma injusta, mais me apego à causa", afirmou ela sobre defender os direitos dos palestinos. "Eles são muito oprimidos".
As imagens recolhidas na viagem farão parte de seu documentário no qual Iara está trabalhando "24 horas por dia" para lançá-lo o mais rápido possível.
Sobre voltar a Gaza, a ideia passou pela sua cabeça quando soube que o Egito havia aberto a fronteira. "Agora seria perfeito eu ir para lá e começar a fazer as entrevistas e a documentação, mas eu não posso estar aqui e estar lá, em vários países ao mesmo tempo".
Ela admite que suas ambições "são grandes", quase não tem vida pessoal ou social e "sua vida é o trabalho". A família muitas vezes não entende o porquê ela quer viver assim, se poderia ter uma vida normal; para Iara "a vida é tão curta que tem que fazer algo para ajudar seus irmãos. (...) Não dá para ver tanta coisa acontecer e não fazer nada, não dá para ficar assistindo tudo".
Mas nem sempre foi assim. Quando ela optou pela carreira de cinema, ainda não tinha a ideia de usar a arte para lutar por uma causa maior. Foi com o tempo, conforme amadureceu que percebeu que poderia utilizar o cinema para melhorar algumas coisas no mundo. "A gota d'água foi a invasão ao Iraque", disse Iara que lutou contra a medida dos Estados Unidos. "De pinguinho em pinguinho, quem sabe a gente não enche o balde?". Iara viaja uma vez ao ano ao Brasil para ver sua mãe, que já acostumou com as aventuras da filha. Em Nova York, ela vive com seu marido, George Gunt, seu "parceiro" e "amigo'.

Israel ataca novamente

Soldados israelenses mataram pelo menos quatro palestinos na madrugada desta segunda-feira (noite de domingo, no horário de Brasília) que iam em um barco na altura de Gaza, afirmaram fontes médicas palestinas.
O barco onde se encontravam os palestinos foi atacado por lanchas e helicópteros. Os corpos foram resgatados rapidamente e transportados a um hospital de Gaza. As buscas continuavam por outros dois passageiros desaparecidos.
Os mortos foram atingidos na cabeça.Militares israelenses disseram que atiraram para prevenir um ataque. O incidente ocorreu uma semana após o ataque a uma flotilha humanitária.

2 de junho de 2010

Charges de Latuff e Lute, a arte contra o Sionismo à favor da vida!

Manifestação de repúdio ao ataque de Israel à ajuda humanitária

ATO NESTA SEXTA-FEIRA

REPÚDIO AO ATAQUE À AJUDA HUMANITÁRIA

A Frente em Defesa do Povo Palestino, movimentos sociais e populares brasileiros, forças políticas progressistas e membros das comunidades árabe e muçulmana realizam nesta sexta-feira, dia 4 de junho, a partir das 15h, no vão livre do Masp, na Capital paulista, ato público em repúdio ao ataque aos barcos de ajuda humanitária pelo exército israelense. Venha manifestar sua indignação, protestar contra mais essa arbitrariedade e dizer basta à ocupação de territórios palestinos. Compareça!


Data: 4 de junho de 2010 (sexta-feira)
Concentração às 15h
Vão livre do MASP (Av. Paulista), São Paulo, S.P.

Nota do MOPAT sobre os mais recentes crimes de Israel


Mais uma vez o estado de Israel choca o mundo com mais um ato bárbaro de violação dos direitos humanos e das leis internacionais. O ataque à “Frota da Liberdade”, que transportava mais de 750 pessoas além de 10 toneladas de produtos destinados a prover ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, levando à morte de 19 pessoas e dezenas de feridos, provocou uma onda de protestos no mundo todo.
Na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o representante de Israel afirmou que não existe “crise humanitária em Gaza” e que esse território "é ocupado por terroristas que expulsaram a Autoridade Palestina mediante um violento golpe e que introduzem armas, incluindo por via marítima". Alegou ainda que a frota não tinha propósitos humanitários.
Mais uma vez o discurso israelense mescla o cinismo e a hipocrisia para justificar seus atos terroristas que atingem não só a população palestina, mas toda a humanidade. Ainda estão frescas na memória de milhões as cenas aterradoras do último ataque israelense a Gaza, quando os alvos eram idosos, mulheres, crianças sem qualquer distinção. Para Israel são terroristas todos aqueles que resistem ao sionismo que vem usurpando as terras e expulsando palestinos, transformando Gaza em uma verdadeira prisão a céu aberto. Afirma agir em defesa de suas “segurança”, mas ao mesmo tempo não nega o fato de que o ataque foi desfechado em águas internacionais.
As respostas dos governos diante das ações sionistas têm sido marcadas por eventuais endurecimentos retóricos, mas sem nenhuma ação concreta capaz de produzir resultados efetivos. No Brasil, o governo brasileiro convocou a Embaixada israelense para prestar esclarecimentos sobre o ataque à ‘Frota da Liberdade’, e expressou sua condenação diante do ataque israelense. Mas por mais importantes que sejam, tais ações não bastam. É preciso atitudes mais enérgicas e eficazes como o cancelamento do Tratado de Livre Comércio (TLC) Mercosul-Israel.
Contudo, as respostas mais efetivas têm vindo da sociedade civil. Manifestações massivas em várias partes do mundo têm cumprido um papel decisivo para desmascarar Israel, demonstrar a natureza terrorista daquele Estado e para mostrar a real situação de opressão bárbara a que está submetida a população palestina.
O MOPAT considera que é inadmissível tal situação. E conclama todos movimentos sociais, organizações da sociedade civil e organizações políticas a assumirem uma postura firme de condenação a mais esse ato lesa-humanidade e a unir forças para combater o sionismo e prestar solidariedade ativa com a causa palestina.

MOPAT - Movimento Palestina Para Todos