22 de setembro de 2010

Espetáculo Kátia e Paulo - Uma Alegoria Paulistana


Comentário do Diretor
Senhoras e Senhores, só posso escrever aqui sobre a minha emoção. A emoção de mais uma vez estar trabalhando com esses coralistas, esse maestro e esses músicos que, juntos fazem um trabalho tão marcante, bonito e contundente na cena da música coral do Estado de São Paulo.
Só que neste atual trabalho, a emoção também vem da memória. Memória que não necessariamente se prende ao passado, mas que, ao ser resgatada, torna-se um presente tão pungente quanto qualquer acontecimento desses do tipo "de repente”. Depois do "Afro-Sambas", trabalho que pude dirigir em 2007 aqui, trazemos a você a obra inédita de um grande amigo, um parceiro de antigos, atuais e eternos carnavais.
Álvaro Cueva é um dos integrantes desse coral cheio de talentos individuais que optam por se colocar a disposição de um trabalho coletivo porque aqui encontram enorme potência criativa. Nós nos esbarramos, em 1988, no Curso de Artes Cênicas da USP. Juntos, formamos um grupo de teatro, criamos uma banda de música própria, gravamos um LP, compusemos inúmeras canções e cantamos "Kátia e Paulo" para mais de seis mil pessoas.
O tempo passou e só agora retomamos a parceria, cada um em sua especificidade. Eu me tornei um cara de teatro que agora dirige essa peça musical. Ele, o autor, tornou-se mais que um grande compositor, um poeta de primeira. Mas tudo isso só aconteceu porque o maestro Eduardo Fernandes teve a ousadia de das um grande passo na trajetória de seu coro cênico.
Aqui e agora, vocês poderão apreciar esse coro brilhantemente regido por ele, interpretando uma peça musical inédita e radicalizando sua proposição de juntar música e teatro, cena e canção. E tudo isso - reencontro, parceria e ousadia - é realmente emocionante, senhoras e senhores.
Marcelo Lazzaratto

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