23 de novembro de 2010

Assembléia Geral da Unifesp Guarulhos

Terça-feira, 23, às 18h
Pátio Central
Pauta: Avaliação da negociação com a Reitoria


Convocamos todos para a Assembléia Geral dos Estudantes da Unifesp Guarulhos, a se realizar nesta Terça-Feira, às 18h, no Pátio Central. Esta Assembléia tem o objetivo de avaliar o parecer da Reitoria acerca das reivindicações dos estudantes, bem como decidir os próximos passos da mobilização dos estudantes. Participe!


CAEL, CACS, CAHIS, CAPED, DCE

Comando de Greve

Universidade Federal de São Paulo - Campus Guarulhos

17 de novembro de 2010

Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp dia 18/11/2010

Caros Colegas e Entidades Estudantis,

A gestão “Em Luta 2010/2011" do DCE-UNIFESP,  no uso de suas atribuições legais, conforme o Artigo 14 e 16 do Estatuto do DCE, convoca a Assembléia Geral Extraordinária dos Campi da Unifesp para o dia 18/11/2010 (quinta-feira) às 14h no Pátio da Tribo, Rua Borges Lagoa nº 770).

 Pauta Proposta:

1) Resposta da Reitoria a respeito da carta aberta com a pauta reivindicação unificada;
2) Encaminhamentos.


Obs.: solicitamos o apoio para ampla divulgação aos estudantes da Unifesp.


Diretório Central dos Estudantes
Universidade Federal de São Paulo
Diretoria DCE – Gestão “Em Luta”  2010/11
Rua Pedro de Toledo, 840
Tel.: 5576-4253

12 de novembro de 2010

Enquanto isso no lado esquerdo do Sid Cerveja...

Nota pública do CAHIS-Unifesp sobre o ano letivo

O Centro Acadêmico de História (CAHIS-Unifesp), já no início de 2010, impulsionava reuniões e assembléias entre os estudantes de história para debater as questões de assistência estudantil. A mobilização ampliou, suscitando a realização de assembléias estudantis do campus Guarulhos para debater a questão, nas quais a paralisação vinha sendo proposta como forma de luta.
No segundo semestre do ano, frente ao não atendimento das demandas levantadas e ao aumento da insatisfação com as precárias condições estruturais para o andamento das atividades acadêmicas, o movimento estudantil promoveu três ações: a) reuniões periódicas entre os centros acadêmicos constituídos; b) convite à diretoria acadêmica e à pro-reitoria de assistência estudantil para uma reunião sobre assistência e permanência; e c) a convocação de novas assembléias dos estudantes do campus para organizar nossa mobilização.
Após a reunião com a direção da universidade, ocorrida no dia 20 de outubro no pátio do campus, constatando que as reivindicações emanadas da assembléia realizada no dia 14/10, os estudantes decidiram paralisar suas atividades na maior assembléia dos estudantes da Unifesp-Guarulhos já realizada (21/10).
Desde o início da greve, o Comando de Greve dos Estudantes vem prezando pela abertura de um diálogo franco, sincero e aberto com professores e funcionários, tendo em vista que a insatisfação com as condições para as atividades acadêmicas é comum a todos nós e que sua solução exigirá uma ampla mobilização dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.
Como vimos afirmando insistentemente, tal diálogo deve ser crítico e questionador, uma vez que, sem estes elementos, seria algo meramente protocolar e sem capacidade de construir a unidade programática e a autonomia de ação de estudantes, professores e técnicos administrativos. Evidenciamos que estávamos abertos a críticas e considerações a respeito do movimento, pois este é um passo fundamental para golpearmos juntos, ainda que marchemos separadamente.
Contudo, prezamos igualmente pela autonomia do movimento estudantil. Não aceitaremos que o espaço concedido para a efetivação de uma relação aberta e fraterna seja utilizado para que nossa autonomia seja desrespeitada. É neste sentido que o CAHIS afirma que permanecerá aberto ao diálogo crítico, mas de forma alguma coadunará com a intervenção de quaisquer outros segmentos acadêmicos, movimentos ou organizações estranhas ao movimento estudantil, independente da opinião e da orientação política que apresentem.
Os trabalhadores do funcionalismo público, entre eles os docentes e técnicos administrativos do ensino superior, tem ampla experiência acumulada em movimentos grevistas, a respeito da qual prestamos reconhecimento e referenciamos.
Em seu capítulo VII, a Constituição Federal legisla sobre a administração pública e afirma, em seu Art. 37°, inciso VI e VII, respectivamente, que “é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;” e que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”.
  Até que se aprove a referida lei, o dispositivo que “dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.” é a Lei n° 7.783, de 28 de junho de 1989. Em seu Art. 1°, lê-se: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.” Esta mesma lei estabelece que devem ser mantidos os “serviços ou atividades essenciais”, “cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável”. Não constam na listagem apresentada a atividade docente.
Portanto, não há qualquer legislação referente à greve de professores, seja da rede privada, seja da rede pública de ensino. Inexiste, igualmente, qualquer legislação que dá providências sobre greves estudantis. No que se refere especificamente à educação, o que existe é a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, conhecida como Lei de Diretrizes e Bases. Em seu Capítulo IV, Art. 47, ela estabelece: "Na educação superior, o ano letivo regular, independente do ano civil, tem, no mínimo, duzentos dias de trabalho acadêmico efetivo, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver."
É de responsabilidade da instituição de ensino superior velar pelo cumprimento da lei. Até o momento da paralisação estudantil do campus Guarulhos (21/10), havia sido efetivado 81% (162 dias) do ano letivo. Restam 38 dias letivos para o cumprimento do mínimo estabelecido por lei para sua conclusão.
Portanto, independente das razões que impeçam a conclusão dos duzentos (200) dias letivos anuais (greve estudantil, greve do funcionalismo público, interdição das instalações, desastre natural etc.), deve-se organizar novo calendário acadêmico, "independente do ano civil", para efetivar a conclusão do ano letivo.
Esta é uma decisão que não passa pelo corpo docente, nem pelo corpo discente, ou pelos técnicos administrativos, mas pelas direções universitárias, responsáveis pelo estabelecimento do calendário acadêmico. Ademais, nem a universidade, nem professores e professoras tem garantida a prerrogativa de reprovar nenhum estudante em decorrência da não realização de aulas, seja ela motivada por qualquer razão.
Neste sentido, o Centro Acadêmico de História da Unifesp, solicita a todas e todos, antes de tudo, tranquilidade no tratamento da questão, uma vez que a continuidade da greve não significa a perda do semestre letivo. Se existem argumentos políticos que, por um lado, justifiquem o fim da greve, e por outro, sustentem a sua continuidade, vamos ao bom debate político. Desejamos que os estudantes votem a favorável ou contrariamente à continuidade da greve convencidos de argumentos e não como consequência da desinformação.


Guarulhos, 10 de novembro de 2010

Centro Acadêmico de História da Unifesp
Gestão HistoriAção
http://cahisunifesp.wordpress.com

Assembléia dos estudantes de História da UNIFESP

 
Terça-feira, 16/10, às 18h
No Galpão
Pauta: Paralisação e a mobilização estudantil

8 de novembro de 2010

Justiça federal determina a anulação do ENEM 2010

LARISSA GUIMARÃES
DE BRASÍLIA

A Justiça Federal do Ceará suspendeu nesta segunda-feira o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), acatando uma liminar do Ministério Público Federal. A decisão tem efeito em todo o Brasil.

A decisão da juíza federal Carla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, se baseou no argumento de que o erro da impressão das provas prejudicou os candidatos. Para ela, a realização de novos exames para parte dos candidatos "poria em desigualdade todos os candidatos remanescentes".
Em nota, o procurador da República Oscar Costa Filho, afirmou que a decisão traz "segurança e estabilidade".
No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas.
Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta.
A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União.
Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado.
Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --pouco mais de 3 milhões compareceram.
No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%.
A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).

Original em:
http://www1.folha.uol.com.br/saber/827282-justica-federal-do-ceara-determina-suspensao-do-enem-em-todo-o-pais.shtml

Festa da Acadêmicos Ardidos do Pimentas terá roda de Samba dia 27/11/2010

Charge do cartunista Latuff sobre o debate em torno da questão da regulamentação do aborto no Brasil

Programação para esta semana durante a GREVE na UNIFESP Guarulhos

Segunda-Feira
08/10/2010 às 14h – Grupos de Discussão (Galpão)
* Agrupados por tema: Transporte; Auxílio estudantil; Construções; Moradia estudantil; Jubilamento.
08/10/2010 às 17h – Debate (Pátio Central)
* Reforma e Expansão Universitária, REUNI.
08/10/2010 às 18h30 – Reunião das Comissões do Comando de Greve (Concentração no Pátio Central)
* Reuniões abertas das comissões de Comunicação; Mobilização; Infraestrutura e finanças; Jurídico; Segurança.
08/10/2010 às 20h – Grupos de Discussão (Galpão)
* Agrupados por tema: Transporte; Auxílio estudantil; Construções; Moradia estudantil; Jubilamento.

Terça-Feira
09/11/2010 às 9h30 – Assembléia dos Estudantes da UNIFESP (Pátio da Tribo – Rua Borges Lagoa, 770)
09/11/2010 às 14h – Ato dos estudantes e funcionários da UNIFESP (Vila Mariana)

Quarta-Feira
10/11/2010 às 14h30 – CineDebate (Pátio Central)
* Delírios de Maio.
10/11/2010 às 18h – Reunião do Comando de Greve (Pátio Central)
* Avaliação da Mobilização
10/11/2010 às 20 – CineDebate (Pátio Central)
* Contra-Cultura

Quinta-Feira
11/11/2010 às 14h30 – Grupos de Discussão (Concentração no Pátio Central)
* Movimento Estudantil
11/11/2010 às 18h – Reunião das Comissões do Comando de Greve (Concentração no Pátio Central)
* Reuniões abertas das comissões de Comunicação; Mobilização; Infraestrutura e finanças; Jurídico; Segurança.
11/11/2010 às 20h30 - Grupos de Discussão (Concentração no Pátio Central)
* Movimento Estudantil

Sexta-Feira
12/11/2010 às 15h – Oficina (Galpão)
* Preparação de materiais para a festa que acontecerá em seguida.
12/11/2010 às 19h Festa PPP (CA)
* Pijama, , Política e Poesia
12/11/2010 às 11h59 – Corujão (CA)

Para saber mais entre no blog oficial da paralização! http://unifespemgreve.wordpress.com/

Assembléia Geral dos estudantes da UNIFESP dia 09/11/2010

A Gestão “Em Luta” do DCE-UNIFESP divulga a todos os estudantes a
 
II ASSEMBLEIA GERAL
Extraordinária dos Campi da UNIFESP,
 
como foi estabelecida, pela Plenária, a convocação, durante a I Assembleia Geral.
Em seguida, ocorrerá o ATO Público junto com o Sintunifesp.
Data: 09/11/2010.
Horário da Assembleia Geral:
 A partir das 9h30. Espaço da Tribo - Rua Borges Lagoa, 770
                        Início do Ato: Previsto para as 14h.
NÃO DEIXE DE PARTICIPAR E MANIFESTAR SUA OPINIÃO!

ENEM 2010 pode ser cancelado: Mais uma catástrofe para a educação brasileira

Mais uma vez o ENEM rolou cheio de pepinos, problemas de todos os tipos, o pessoal do INEP (órgão responsável pela [DES]organização da prova) colocou estudantes para realizar a prova em locais muito distantes de suas residências, não atendeu pedidos de pessoas portadoras de necessidades especiais, colocou uma estudante com catapora para fazer a prova em uma sala normal, cheia de estudantes e ainda alegou para a mãe que ele deveria ter previsto com alguns meses de antecedência que a filha dela ficaria doente, distribuiu provas incompletas, questões erradas, falhas de impressão, de montagem de fotos etc.
Ainda assim, com este toró de incompetência, o pessoal do governo federal chegou ao absurdo de publicar em seu twitter oficial que as pessoas que estavam reclamando com toda a justiça, era gente que já havia dançado na prova, pode até ser verdade, mas quem deu o tom, da dança foi a incompetência do Ministério da Educação, do INEP e do Governo Federal, que sequer soube aprender com as toneladas de erros e imbecilidades que vem


Notícias:

Prova do ENEM 2010 poderá ser anulada! Leia mais clicando aqui
OAB Recomenda que ministério público solicite a anulação do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Ministério da Educação admite erros no ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Erros em impressão de provas do ENEM preocupa professores: Leia mais clicando aqui

Ordem dos Advogados diz que ENEM 2010 pode ser anulado: Leia mais clicando aqui

Escritor Laurentino Gomes critica MEC por erro em citar seu livro no ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Candidatos postam no twitter enquanto realizam a prova do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

Justiça Federal determina a anulação do ENEM 2010: Leia mais clicando aqui

4 de novembro de 2010

Associação dos Docentes da Unifesp reitera seu apoio aos estudantes em greve

Desde o início da expansão da Unifesp, lutamos para que o processo garantisse qualidade educacional. Queremos deixar claro, mais uma vez, que somos e sempre fomos a favor da expansão pública do ensino superior. Porém, é inaceitável que o atual processo signifique a precarização da educação oferecida e o abandono de um projeto integrado de universidade pública que contemple, com qualidade, ensino, pesquisa e extensão.
 
A Adunifesp reitera sua solidariedade às mobilizações, em especial às greves de Santos e Guarulhos. Consideramos mais que legítimas as reivindicações dos discentes, que nada mais exigem do que o direito a uma educação pública de qualidade e a políticas de permanência estudantil condizentes com as suas necessidades.
 
Desta forma, é preciso que a Instituição dialogue imediatamente com os estudantes, para que sua pauta de reivindicações comece a ser atendida o quanto antes. Além disso, é inaceitável qualquer tipo de punição aos alunos mobilizados ou a repetição de eventos como a agressão pela Guarda Civil Municipal a um grupo de estudantes de Guarulhos. Exigimos, inclusive, que o caso seja investigado e que medidas sejam tomadas pela Reitoria.
 
Associação dos Docentes da Unifesp – Seção Sindical do Andes

Moção de repúdio à Guarda Civil de Guarulhos e à Polícia Militar

Os estudantes da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) - reunidos em Assembléia Geral representativa de todos os campi (São Paulo, Santos, Guarulhos, São José dos Campos e Diadema) - repudiam as agressões truculentas da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal de Guarulhos, ocorridas durante a tentativa legítima e pacífica dos estudantes do campus Guarulhos adentrarem no prédio do Centro de Educação Unificado da prefeitura de Guarulhos, o qual foi cedido para o uso da UNIFESP, com finalidade de continuidade à paralisação deliberada em assembléia do campus.

3 de novembro de 2010

Supostos defensores da lei, a maconha que adquiri recentemente não é de qualidade nem razoável

MOACYR SCLIAR - Os direitos do consumidor

Supostos defensores da lei, a maconha que adquiri recentemente não é de qualidade nem razoável


Um americano de 21 anos ligou para a polícia para reclamar sobre a péssima qualidade da maconha que tinha acabado de comprar. A polícia disse que o jovem declarou ter comprado a substância naquele mesmo dia, e que "foi horrível" quando a fumou.  FOLHA.COM

"SENHORES DEFENSORES DA LEI, melhor dizendo, supostos defensores da lei: dirijo-me a Vs.Ss. para denunciar um fato que reputo da maior gravidade.
Como muitos outros, sou um regular consumidor de maconha. Caso Vs.Ss. não saibam do que estou falando, e suspeito que não sabem mesmo, porque infelizmente não se pode confiar no conhecimento das chamadas autoridades, explico-me: estou falando da Cannabis sativa, planta herbácea da família das Canabiáceas.
Ela é muito cultivada em várias regiões do mundo e caracteriza-se pelas folhas finamente recortadas em segmentos lineares, pelas flores unissexuais e inconspícuas e, sobretudo, pelo fato de fornecer esta substância que tão grande papel tem em nosso mundo, a maconha, capaz de proporcionar um barato que, ao menos no meu caso, constitui-se experiência insubstituível.
Isso, bem-entendido, quando a maconha é de qualidade pelo menos razoável. Não foi o caso do produto que adquiri recentemente, pagando aliás preços elevados.
Fumei o primeiro baseado, fumei o segundo e nada, senhores policiais, nada, absolutamente nada, nada de nada! Normalmente, sob a ação da maconha, eu vejo o mundo diferente e muito melhor, um lugar de paisagens deslumbrantes, de pessoas agradáveis e simpáticas.
Mas, com aquela maconha, nada disso acontecia. O mundo continuava sendo exatamente o mesmo, feio, triste, asqueroso.
Escusado dizer que procurei imediatamente o fornecedor, a quem aliás conhecia pouco. Reclamei do ocorrido, mas ele não apenas não me deu atenção, como ainda me ofendeu: minha maconha é boa, você é que não presta, você não passa de um garoto mimado e idiota.
Ameacei levar o caso à polícia, e ele me desafiou: faça isso, não tenho medo. Daí esta queixa. Vejo minha atitude como uma legítima defesa do consumidor. Afinal, não podemos ficar à mercê de vendedores inescrupulosos, que abusam de nossa boa-fé.
Se esta prática se generalizar, o que será de nossa sociedade, da sociedade de consumo em geral? Precisamos de providências urgentes, antes que essa prática se dissemine, antes que cheguemos àquele estágio de completa anarquia em relação à qualidade da maconha e de outras substâncias.
Sugiro mesmo que o problema seja entregue a uma comissão de experts capazes de padronizar a maconha, de propor uma hierarquia dos diferentes tipos, de credenciar os vendedores sérios e que são realmente confiáveis.
Creio, com toda a sinceridade, estar falando em nome de um grande número de pessoas, que certamente endossarão estas reivindicações e que, se for o caso, poderão assinar manifestos e participar de demonstrações em apoio ao aperfeiçoamento da qualidade da maconha. Espero as providências de Vs.Ss.
E se, no meio tempo, puderem me arranjar um bom estoque de maconha confiável, eu agradeceria. E até voltaria a confiar na lei."

MOACYR SCLIAR escreve nesta coluna, às segundas-feiras, um texto de ficção baseado em notícias publicadas no jornal (Folha de São Paulo). moacyr.scliar@uol.com.br

Mato, Palhoça e Pilão. O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes

"Mato, Palhoça e Pilão. O quilombo, da escravidão às comunidades remanescentes (1532—2004)", Editora Expressão Popular – 1ª edição, São Paulo – 2005, livro de Adelmir Fiabani, será o centro do debate no próximo dia 17 de novembro, quarta-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.
O livro reconstrói o fenômeno quilombola, desde a implantação do trabalho escravizado no Brasil, nos anos 1530, até a abolição formal do regime escravista em 1888. Apresenta o quilombo como forma singular de resistência do trabalhador escravizado à apreensão violenta e a exploração de sua força de trabalho. Adelmir apresenta a história das classes trabalhadoras hegemônicas no passado escravista, que constitui instrumento fundamental para a segura superação das crescentes contradições atuais entre o mundo do trabalho e o mundo do capital.

Expositor:

- Adelmir FiabaniGraduação em História – UNIJUÍ/RS, Mestre em História – UPF/RS
Doutor em História – UNISINOS/RS, Professor Adjunto de Ciência Política - UNIPAMPA/RS

Debatedores:

- Marcos Del RoioGraduação em História-USP, Mestre em Ciência Política-UNICAMP, Doutor em C.Política - USP
Pós-doutorado em Est.Internacionais-Fac.C.Políticas-Univ.de Milão e Prof.UNESP em Franca
- Augusto Zanetti
Graduação em História e Mestre em História Social – USP
Doutor em História Social – UNICAMP, Professor da UNESP/Campus de Franca e da FMU

Mediadora:

- Célia Reis Camargo
Graduação, mestrado em História – USP, Doutorado em História Social – UNESP, Professora do Depto de História - UNESP/Assis e Coordenadora do CEDEM

PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!

Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail:
ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 17 de novembro 2010 (quarta-feira) às 18h30
Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória
Praça da Sé, 108 – 1º andar - metrô Sé
(11) 3105 - 9903 - http://www.cedem.unesp.br/