30 de março de 2011

Nova charge do Latuff: Facista Bolsonaro

29 de março de 2011

Programação da 7ª Virada Cultural (dia 16 e 17 de abril de 2011) São Paulo

   A edição da Virada Cultural acontecerá nos dias 16 e 17 de abril com 24 horas ininterruptas de programação a partir das 18 horas do Sábado.
   A programação deste ano está ainda melhor que a do ano passado, sem contar as apresentações independentes e espontâneas que semrpe ocorrem durante a virada, mais de 1500 apresentações estão previstas, Cinema, teatro, música, malabaris, clowns, pintura... tudo que se entende por manifestação cultural vai estar lá pelas bandas do meu amado centrão de Sampa, eu particularmente, adoro a virada, pois durante o evento a cidade passa a ter "dono", na verdade "donos", a ciadde passa de "terra de ninguém" para uma verdadeira TAZ, uma grande festa!
   Dentre as atrações previstas estão:
A Cor do Som, Almir Sater, Arrigo Barnabé, Blitz, Casa das Máquinas, Charlie Brown Jr, Chico Pinheiro, Dominguinhos, Elymar Santos, Erasmo Carlos, Falamansa, Funk como le gusta, Genival Lacerda, Jazz Sinfônica, Jorge Mautner, Marcelo Yuka, Marina Lima, Mart’nália, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Os Incríveis, Paulinho da Viola, Paulo Miklos, Plebe Rude, Renato Teixeira, Rita Lee, RPM, Sepultura, Ska Cubano (Cuba), Skatalites (Jamaica), Soundscape Big Band, Swiss College Dixie Band e Paulistana Jazz Band, TheMisfts (EUA), Tihuana, Tohpati Ethnomission (Indonésia), Toni Tornado, Zeca Baleiro e mais uma porrada de músicos, orquestras, djs e bandas tocando tudo quanto é tipo de som imaginável, no Anhangabaú vai rolar uma palco especial sobre percussão, cinema grátis, museus, como o do futebol, da língua portuguesa e outros abertos na faixa, teatro, palco especial com 24 horas de stand-up comedy , luta livre, exposições, balé, grafiti, cursos, oficinas, encontros, muita breja e (ufa) a cidade respirando cultura...

Para ver a programação completa clique AQUI
Para ter acesso à página oficial do evento clique AQUI


28 de março de 2011

Reblogando: Comuna de Paris: socialista sem querer

Há 140 anos, a classe trabalhadora dominou Paris durante 72 dias entre março e maio de 1871. Foi durante uma guerra entre França e Prússia. O povo assumiu o controle da capital francesa depois que seus governantes fugiram diante da aproximação das tropas inimigas.
Era a primeira vez que a plebe tomava o poder. Um péssimo exemplo para os povos de todo o mundo. A resposta foi rápida e traiçoeira. As elites da França e da Prússia esqueceram suas divergências. Juntaram seus exércitos para esmagar a Comuna. Morreram mais de 20 mil parisienses.
Para Marx, a Comuna foi primeiro governo operário da história. Mas, ele sabia que a maioria de seus líderes não era socialista. Tratava-se de uma revolta iniciada por motivos patrióticos. Contra a traição da elite francesa ao povo parisiense, ameaçado por um inimigo estrangeiro.
Apesar disso, é possível dizer que os “comuneiros” eram socialistas. Sempre que era perguntado sobre o que seria o socialismo, Marx citava a experiência da Comuna. Destacava algumas de suas características principais: voto direto e universal, inclusive para mulheres. Parlamentares e juízes eleitos para mandatos revogáveis a qualquer momento. Salários de trabalhadores para todos os funcionários e deputados. Fim do exército permanente. Polícia sob controle da Comuna.
A Comuna era um corpo executivo e legislativo ao mesmo tempo. Uma república democrática em que a classe dominante era classe trabalhadora. Uma verdadeira socialização do poder político. Nada a ver com um Estado forte, centralizado e militarizado, que decide tudo de cima para baixo. Socialismo para Marx era a radicalização da democracia dos trabalhadores contra seus exploradores.


Sérgio Domingueshttp://pilulas-diarias.blogspot.com

25 de março de 2011

Um verdadeiro hino para a humanidade, MESTIZAJE do SKA-P

    Galera, para quem não conhece ou não esta habituado a escutar musicas em castelhano, pode parecer estranho em um primeiro momento, mas a banda de Ska espanhola SKA-P supera qualquer estranhamento inicial com uma puta qualidade musical e principalmente com um conteúdo de alta e explosiva qualidade revolucionária.

Diversas Músicas do Ska-P estão entre as minhas favoritas como por Exemplo: Tio San, Cannabis, Gato Lopez, Paramilitar, McDollar, Ni Fu Ni Fa, America latina libre, Intifada etc, mas a minha favorita é, sem dúvida, uma música chamada “Mestizaje” a letra dela é ótima, assim que o podcast do blog estiver rolando com certeza SKA-P será presença constante, banda altamente recomendado pelo Blog vejam, leiam e ouçam a minha favorita dos caras Mestizaje que significa em português “Miscigenação”  ouça o som e se preferir acompanhe a letra abaixo (Para ouvir clique no player abaixo):




Ska p

This MP3 was found at Dilandau MP3
“Mestizaje”

Negro, africano, asiatico, oriental
Indio americano, africano, musulman
Blanco europeo aborigen australiano
Cinco continentes en un mismo corazon multiracial
Multicultural, multiracial, multicultural

Desde Filipinas a America Central
Desde el Polo Norte hasta Madagascar
Esto puto mundo no es de nadie y es de todos
Cinco continentes en un mismo corazon multiracial
Multicultural, multiracial, multicultural

No fronteras, no banderas, no a la autoridad
No riqueza, no pobreza, no desigualdad
Rompamos la utopia, dejemos de soñar
Arriba el mestizaje, convivir en colectividad

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR

Ay, ay, ay, la justicia donde esta, crucificada en los altares del capital
Ay, ay,ay la justicia donde esta
SKA!!!

Ni tu residencia, ni el credo ni el color
Ninguna diferencia te hace superior
Estupido racista desercion del ser humano
Cinco continentes en un mismo corazon multiracial
Multicultural, multiracial, multicultural

No fronteras, no banderas, no a la autoridad
No riqueza, no pobreza, no desigualdad
Rompamos la utopia, dejemos de soñar
Arriba el mestizaje, convivir en colectividad

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR.

Ay, ay, ay, la justicia donde est...,
Rompamos la utopia

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR

GRITARE QUE ARDAN LAS BANDERAS POR LA FRATERNIDAD
QUE CAIGA EL PATRIOTISMO Y LA HOSTILIDAD RACIAL,
CULTURA POPULAR.


Para saber mais sobre o SKA-P entre no site da banda:
http://ska-p.com/

Ou o fan-site: http://skapbrasil.blogspot.com/

Manifestação Passe Livre em São Paulo teve 5 detidos

Veja o Vídeo postado pelo Latuff no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=41sesr1wMSk&feature=feedu



ATENÇÃO: Policial disfarçado na Manifestação


ATENÇÃO: Policial disfarçado na Manifestação
Notícia do R7:

Manifestantes fazem um novo protesto, nesta quinta-feira (24), contra o aumento na passagem do ônibus em São Paulo. De acordo com organizadores da manifestação, mais de 1.000 pessoas estão protestando. Por volta das 21h30, elas bloqueavam a pista sentido Ibirapuera da avenida 23 de Maio.
A Polícia Militar informou que o último registro sobre a manifestação é das 19h. No horário, eles estavam passando pela avenida Paulista e havia aproximadamente 120 pessoas. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) informou que às 21h, os manifestantes desciam a avenida Brigadeiro e bloqueavam a faixa da esquerda da via. Eles registravam cerca de 250 pessoas.
Em consequência do reajuste, integrantes de movimentos sociais, como o MPL (Movimento Passe Livre) realizaram uma série de manifestações pela capital paulista desde o início do ano, em repúdio ao reajuste. De acordo com a associação, já foram realizados dez protestos.
A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura de São Paulo justifique os cálculos que levaram ao aumento da tarifa dos ônibus municipais, que de R$ 2,70 passaram a custar R$ 3. O reajuste de 11,11% passou a valer no dia 5 de janeiro. Pela determinação do desembargador David Haddad, que foi publicada nesta quinta-feira (24), o órgão público terá dez dias para apresentar os cálculos.

Notícia do Estadão:

SÃO PAULO - Cinco pessoas foram detidas na noite de quinta-feira, 24, durante um protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo. Segundo a Polícia Militar, o grupo estava com um coquetel molotov, além de estilingues, um saco com bolinhas de gude e uma sacola com detritos de construção civil.
Os jovens foram abordados na Rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista, no centro da cidade. O trio foi encaminhado para o 5º Distrito Policial, na Aclimação, onde o caso foi registrado. Em seguida eles foram liberados.
Os cerca de 600 manifestantes, que protestaram pela 10ª vez contra a tarifa de ônibus - que em janeiro passou de R$ 2,70 para R$ 3,00 - se reuniram no início da noite na Praça Oswaldo Cruz, região do Paraíso.
Eles caminharam pela Avenida Paulista, acessaram a Avenida Brigadeiro Luís Antonio e fecharam por cerca de 20 minutos a Avenida 23 de Maio próximo ao viaduto Jaceguai. A dispersão dos manifestantes ocorreu na Rua Vergueiro junto à praça Rodrigues de Abreu.
Durante o protesto os manifestantes

23 de março de 2011

1° Quizumba Capoeira Coquinho Baiano - UNIFESP - Guarulhos


Dia 25/03/2011
Roda de Capoeira
Samba de Roda
Maculelê
Ciranda
e muito mais...

A partir das 19h00

Lokal: CA da UNIFESP - Estrada do Caminho Velho. 333 Bairro dos Pimentas - Guarulhos - São Paulo

http://capoeiracoquinhobaianopimentas.blogspot.com/

AGORA - Ato Antinuclear - SP, RIO e Salvador


São Paulo, março de 2011 - O mundo assiste apreensivo ao sofrimento do Japão causado por desastres naturais e agravado pela escolha errônea do país em investir em reatores nucleares para a geração de energia elétrica. Mais de 160 mil pessoas em um raio de 20 km da central nuclear de Fukushima tiveram que ser evacuadas, deixando para trás suas casas, cidades e histórias. Uma semana depois do terremoto e do tsunami, as autoridades japonesas ainda não conseguiram controlar os vazamentos radioativos da usina e a situação tende a se agravar. Estima-se que o entorno de Fukushima deva permanecer inabitado por no mínimo 5 anos.
Para prestar solidariedade às vítimas e mostrar ao governo que a sociedade brasileira quer a suspensão das obras da usina Angra 3 e o fim do Programa Nuclear, ativistas e organizações da sociedade civil estão organizando um ato público agendado para o próximo dia 23, quarta-feira,  das 18h às 22h em São Paulo, na Praça da Liberdade, Rio de Janeiro, na Sede da Eletrobrás e Salvador, próximo ao Elevador Lacerda. A manifestação é aberta e será uma vigília pacífica com flores e velas.
E o Japão vai precisar de muita solidariedade mesmo. A apreensão e sofrimento do povo japonês vão durar mais do que se pode imaginar. A história mostra que acidentes deste tipo acarretam danos por tempo indeterminado. No acidente de Three Mile Island (EUA-1979),  estrôncio – que contamina o leite das vacas e não desaparece por 300 anos - foi detectado a 220 quilômetros do reator. Já em Chernobyl (Bielorrússia -1986), houve um derretimento do núcleo do reator e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até cerca de 130 quilômetros ao redor da usina, atingindo países vizinhos como a Alemanha. No Japão, a gravidade do desastre radioativo pode ser ainda maior.
“O acidente de Fukushima deixa claro: Quando se trata de energia nuclear, não há segurança nem transparência suficiente”, denuncia Rebeca Lerer, ativista antinuclear e diretora de conteúdo da Matilha Cultural. “Não podemos ficar parados! Esse é o momento de pressionar o governo brasileiro a seguir o exemplo da Alemanha e da China, que estabeleceram moratória aos projetos nucleares em seus países por conta do desastre no Japão”, completa.
No Brasil, os riscos também existem. O Programa Nuclear Brasileiro, criado durante a ditadura militar, é caro, inseguro e protegido por leis de sigilo. Em 2007, a decisão do governo Lula de retomar as obras da usina Angra 3 foi tomada sem transparência, sem consulta pública e sem a aprovação do Congresso Nacional, em flagrante desacordo com a Constituição Federal. A construção de Angra 3 apresenta sobrecustos, conta com altos subsídios públicos, está sendo realizada com base em um licenciamento ambiental incompleto e sem melhorias no plano de emergência para a região do município de Angra dos Reis (RJ).
Acidentes são negados e vítimas não são reconhecidas ou indenizadas. O Brasil foi cenário de um dos maiores acidentes radiológicos do mundo. Em Goiânia, em 1987, mais de seis mil pessoas foram contaminadas com Césio 137, denunciando a falta de controle e segurança do setor nuclear sobre fontes radioativas. O programa nuclear vitimou e ainda vitima muita gente em todo o ciclo da produção da energia nuclear no país, começando com a mineração do urânio e produção do combustível, irregularmente feita em Poços de Caldas (MG) e na mina de Caetité (BA), aonde já se comprovou a contaminação radioativa da água potável.
"A forma como o Programa Nuclear Brasileiro é gerenciado demonstra extrema falta de respeito e de responsabilidade com a população. Quanto mais dinheiro público for investido nessa tecnologia, maiores serão os riscos para todos os brasileiros”, disse André Amaral, ativista anti-nuclear e diretor da EcoGreens. “E estamos falando do Brasil, um país com potencial para gerar  duas vezes mais eletricidade do que seu consumo atual apenas através da energia dos ventos, que já é muito mais barata que a nuclear”, sinaliza.
A sociedade também se mobiliza para pedir a aprovação urgente do Projeto de Lei de Energias Renováveis (630/03), parado no Congresso Nacional há mais de um ano. Com a aprovação da Lei, seriam criadas condições fiscais, econômicas e estruturais para o estabelecimento de uma indústria de energias limpas no Brasil. "É hora de cobrarmos transparência no setor energético brasileiro, exigir investimento em fontes limpas, seguras e renováveis para garantir a redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global e evitar o uso de tecnologias perigosas e poluentes como a nuclear”, conclui Paula Collet, coordenadora da 350 Brasil.


Ato Antinuclear
Dia: 23 de março de 2011, das 18h às 22h

Locais:
- São Paulo/ SP - Praça da Liberdade, próximo ao Metro Liberdade
- Rio de Janeiro/ RJ - Sede da Eletrobrás, Av Presidente Vargas, 403 - Centro
- Salvador/ BA - Praça Municipal, próximo ao Elevador Lacerda e Prefeitura

 

Charge de Lenadro Franco sobre a intervenção militar na Líbia

Criado na UNIFESP o Núcleo de Pesquisas em Filosofia no Mundo Islâmico Medieval (NUR)

Idealizado pelos professores Jamil Iskandar e Cecilia Cavaleiro de Macedo, o Núcleo de Pesquisas em Filosofia no Mundo Islâmico Medieval (NUR) está sediado na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - a primeira universidade brasileira a contar, em seu Curso de Filosofia, com duas cadeiras independentes de Filosofia Medieval Árabe e Filosofia Medieval Judaica.
O núcleo dedica-se a investigar o desenvolvimento do pensamento filosófico medieval sob o domínio islâmico através do estudo das obras de seus maiores expoentes, bem como suas origens e influências sobre a história do pensamento filosófico. Para tanto, conta com três linhas de pesquisa: duas delas contemplam a produção filosófica islâmica e a produção filosófica judaica do período, e uma terceira linha apresenta um espectro mais amplo, sendo dedicada à investigação das fontes destes pensamentos, dos diálogos possíveis com outras correntes filosóficas ou outros ramos do conhecimento, assim como dos desdobramentos posteriores destas importantes contribuições na história do pensamento até os dias atuais.
O trabalho principal do grupo consiste nas pesquisas individuais e compartilhadas dos professores integrantes e na orientação de monografias, trabalhos de iniciação científica e dissertações. Os pesquisadores participantes mantêm também um grupo de estudos presencial na UNIFESP/Campus Guarulhos, em caráter permanente, voltado a temas e obras compreendidos por estas linhas de pesquisa, assim como desenvolvem ações no sentido da divulgação desta área de investigação.
Coordenação:
Prof. Dr. Jamil Ibrahim Iskandar
Profa. Dra. Cecilia Cintra Cavaleiro de Macedo

22 de março de 2011

Doze razões para ser contra a intervenção militar na Líbia

Não à intervenção na Líbia! Vitória às revoluções no mundo árabe! 
Doze razões para ser contra a intervenção militar imperialista na Líbia

1.     Os regimes reacionários do chamado Mundo Árabe foram sustentados e apoiados durante décadas pelas mesmas potências imperialistas que hoje posam como amigas do povo líbio.

2.     Os bombardeios promovidos pelas potências ocidentais visam assegurar o seu controle sobre o petróleo e garantir seus interesses econômicos e políticos. Não tem nada a ver com a defesa da democracia e dos direitos humanos.

3.     David Cameron, primeiro ministro inglês, tem se apresentado como apoiador dos levantes contra os ditadores no Oriente Médio e no norte da África. Mas sua primeira resposta às revoluções na Tunísia e no Egito foi tentar vender mais armas para reis e emires reacionários da região.

4.     Dois anos atrás Hillary Clinton saudou o filho de Gaddafi no Departamento de Estado dos EUA e disse: “Valorizamos profundamente a relação entre os Estados Unidos e a Líbia. Temos muitas oportunidades para aprofundar e ampliar a cooperação entre os dois países". Isso mostra a profunda hipocrisia do atual discurso pela libertação do povo líbio.

5.     Os ataques aéreos são apoiados por Estados como Qatar e os Emirados árabes Unidos - que enviaram forças para esmagar a resistência popular em Bahrein, junto com a Arábia Saudita. A 5ª Frota norte-americana está ancorada em Bahrein enquanto o massacre de civis continua.

6.     Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que hoje se apresentam como amigos da democracia, estão envolvidos em assassinatos em massa no Iraque e no Afeganistão. Recentemente um ataque com mísseis norte-americanos resultou na morte de 38 pessoas em Waziristan, no Paquistão.

7.     Os EUA e a Grã-Bretanha dão ênfase ao apoio da Liga Árabe. Mas a Liga Árabe está repleta de regimes que estão atacando seus próprios cidadãos. Incluem a Argélia, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Oman, Arábia Saudita e o Iêmen. Nenhum desses países é amigo da democracia.

8.     O governo da França que hoje ameaça a Líbia apoiou praticamente até o fim o ditador Ben Ali, da Tunísia. De acordo com Saif al-Islam Gaddafi, Sarkozy recebeu doação financeira do regime líbio na eleição de 2007.

9.     O bombardeio só vai piorar a situação. Se os bombardeios não conseguirem derrubar Gaddafi, virão invasão e guerra terrestre. A intervenção levaria a uma divisão da Líbia e a criação de um enclave apoiado pela OTAN. A Líbia passaria a ser um entreposto do imperialismo e poderia ser usada para barrar o avanço do processo revolucionário no Egito e outros lugares.

10.    A intervenção militar ocidental permitirá a Gaddafi apresentar-se como anti-imperialista, o que poderá fortalecê-lo.

11.    Intervenções imperialistas nunca são do interesse dos explorados e oprimidos. Só fortalecerão aqueles que procuram impor o poder do Capital no Oriente Médio, no norte da África e outras regiões ao redor do mundo. Servirão para tentar reverter o processo revolucionário que tem sido uma inspiração para todos nós.

12.    Queremos o fim do regime de Gadaffi. Mas a única maneira efetiva de derrubar Gaddafi é o aprofundamento da revolução no Mundo Árabe. Na Tunísia, Egito, Líbia e em outros países. Esta não é uma idéia abstrata. Os valorosos movimentos que derrotaram Ben Ali e Mubarak continuam exigindo mais mudanças políticas e sociais no interesse dos explorados e da classe trabalhadora. Esta é a esperança para a região e para o mundo.
Fonte: Socialist Worker
Tradução: Rui Polly
Em portugues: Revolutas
  
FONTE:  Socialist Worker
SITE: http://www.socialistworker.co.uk/

Camiseta de estudante brasileira que morava na Líbia

Moção do DCE da UNIFESP sobre Cesare Battisti

A gestão "em luta!" do Diretório Central dos estudantes da Unifesp DCE - Unifesp, manifesta seu apoio ao pedido de Refúgio Político ao CONARE, em que é requerente CESARE BATTISTI. Para melhor justificar as razões que levam este colegiado a compreender que esta é a posição que melhor se alinha com os preceitos do Direito Internacional Público e com os atos multilaterais de Direitos Humanos, faz-se necessário resgatar as circunstâncias histórico-políticas das quais emergiu este caso reconhecidamente complexo: 

1.No contexto bipolar da Guerra Fria, Cesare Battisti, então com menos de 20 anos de idade, engajou-se na década de 70 na militância política da esquerda Italiana; 

2.É reconhecido como fato histórico que o Estado Italiano exercia um papel persecutório a militantes de esquerda. Francesco Cossiga, ex-Ministro do Interior e Ex-Primeiro Ministro da Itália, durante esse período, foi ferrenho opositor das esquerdas. Décadas depois, Cossiga provocaria "a hostilidade do establisment político e da OTAN ao tornar pública a existência da Operação Gladio e seu papel nessa organização(...)". 

3."Foi apurado que os serviços secretos norte-americanos e da OTAN realizaram atividades terroristas "sob falsa bandeira", causando numerosas vítimas entre a população civil. O objetivo era culpar os grupos de esquerda pelos atos de terror, a fim de incitar a opinião pública contra os comunistas e assim justificar medidas de exceção, por parte do Estado." Era a implantação da "Estratégia da tensão". Nesse contexto, de 1969 a 1984, ocorreram diversos atentados na Itália incluídos na estratégia da tensão; 

4.Foram editados vários instrumentos normativos de exceção: a Lei Reale, que dá poderes à polícia para que efetue buscas, e a prisão sem mandado judicial apenas por suspeição; a Lei Cossiga, que ampliou para 11 anos a prisão preventiva em casos de subversão, e a criação do programa de arrependimento que conferia impunidade àqueles que "confessassem" e, na prática, incriminassem as pessoas que o Estado Italiano indicasse como culpados; o artigo 270 bis, do Código Penal Italiano que possibilita a acusação de pessoas por participação em movimentos subversivos sem que o Estado necessite provar o alegado; 

5.Neste contexto de excepcionalidade política e jurídica, Cesare Battisti foi preso em 1979 e condenado a uma pena de 12 anos e 10 meses, por participação em ações subversivas e contrárias à ordem do Estado. Não lhe foi imputado nenhum homicídio ou ação terrorista, e em sua sentença foi considerado um militante cujas atividades não redundaram em mortes ou em qualquer ato terrorista. Em 1981, Battisti fugiu da prisão. Esteve na França e fugiu para o México onde passou a viver como escritor e editor de uma revista; 

6.Em 1982, Pietro Mutti, fundador do PAC (Proletários Armados para o Comunismo), utiliza-se dos benefícios da Lei dos Arrependidos para imputar a Cesare Battisti a responsabilidade pelas atividades do grupo; 

7.A partir da Doutrina Mitterrand, que garantia o asilo e a não extradição de perseguidos políticos, Battisti solicitou e obteve asilo na França. Lá constituiu família e continuou a escrever e a denunciar as ações perpetradas pela extrema-direita da Itália, durante os anos de chumbo. A Itália solicitou à França a extradição de Cesare Battisti. O pedido foi denegado; 

8.Já com cidadania francesa, Cesare Battisti teve novo pedido de extradição feito pelo governo de Silvio Berlusconi, sob o argumento de que havia sido condenado à prisão perpétua na Itália e à revelia, por homicídios que teria praticado quando integrava o grupo de ações armadas; 

9.A imprensa Italiana noticiou que o Governo Francês teria trocado a extradição dos refugiados políticos italianos pelo voto da Itália no Tratado Constitucional Europeu, pela autorização de que a TGV operasse no trecho Lyon-Turim e pela aquisição de Airbus pela Itália. 

10.O segundo pedido de extradição foi deferido e, com receio de vir a ser morto nas prisões italianas, Cesare Battisti fugiu para o Brasil. 

11. Atualmente responde a Processo de Extradição junto ao STF. 

Compreende-se que o pedido de extradição de CESARE BATTISTI rompe com todo o garantismo penal. 

A Legislação Brasileira é clara quando normatiza a extradição, tal qual o faz no Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6.815/80), artigo 77, incisos III e VII, in verbis: 

"Não se concederá a extradição quando: 
(...) 
III - O Brasil for competente, segundo suas leis, para julgar o crime imputado ao extraditando; 
(...) 
VII - o fato constituir crime político";(O grifo é nosso) 

A Carta Magna Brasileira veda a extradição motivada por crimes políticos e estatui que, neste país não haverá penas de morte ou de caráter perpétuo (art. 5º, XLVII). Tal reciprocidade não se encontra no Tratado de Extradição estabelecido entre as Repúblicas do Brasil e da Itália e objeto do Decreto nº 863, de 09 de Julho de 1993. 

Recentemente, o posicionamento do então Ministro da Justiça, Clemente Mastella, comprova a pretensão da Itália em manter em cárcere perpétuo o escritor Cesare Battisti. A confirmação é publica e consta da edição de 11/10/2007, às 19h32min, do jornal eletrônico il Giornale.it. Nele, Mastella explica que sua afirmação às autoridades brasileiras de que Battisti não seria penalizado com pena perpétua tratava-se, em verdade, de um estratagema para garantir a extradição do mesmo. A matéria noticia que o Ministro Italiano asseverou que Cesare não receberia nenhum benefício penitenciário. 

Os crimes contra a humanidade, terrorismo e tortura, sábia e prudentemente têm sido julgados pelo Tribunal Penal Internacional. Justifica-se tal prudência capitaneada pelo Direito Internacional Público, face aos conflitos entre as forças internas dos países. 

Desse modo, entendemos que, em razão do tempo e do contexto histórico em que o senhor CESARE BATTISTI se encontrava, não se justifica mais a tentativa de lhe imputar prisão perpétua e, possivelmente, risco de morte dentro de cárceres italianos, sob o pretexto de se fazer justiça ou possível reparação social, histórica e moral naquele País, até porquê a princípio foi julgado e condenado por crime de subversão e não de terrorismo ou homicídio. A acusação posterior de homicídio adveio após sua fuga para o México e a utilização das benesses da Lei dos Arrependidos por Pedro Mutti, ex-chefe da organização na qual Battisti militara. 

Assim, a gestão "em luta!" do Diretório Central de estudantes da Universidade Federal de São Paulo - DCE - Unifesp, confia na avaliação prudente, serena e racional do CONARE, composto de pessoas públicas com larga experiência em questões dessa natureza. Sem dúvida, saberão agir à revelia das paixões ideológicas e subjetivas latentes no pedido de extradição, bem como possíveis interesses políticos de ocasião, e decidirá sob o manto dos preceitos constitucionais, dos princípios e tratados internacionais dos direitos humanos e da racionalidade jurídica. 
 
Diretório Central dos Estudantes
Universidade Federal de São Paulo

Rua Pedro de Toledo, 840
Tel.: 5576-4253

Gestão "Em luta" 2010/11

18 de março de 2011

Ótima charge sobre reintegração de posse

Charge do Cartunista Guarulhense Leandro Franco

Reblogando: Fora as tropas imperialistas da Líbia!

Charge de Carlos Latuff
Os setores populares podem sofrer uma grande derrota na Líbia. Não é só a possibilidade de Kadafi se manter no poder. Uma intervenção militar estrangeira seria tão ou mais desastrosa.

Resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada ontem permite o uso de força militar na Líbia. A medida foi defendida por França, Reino Unido e Estados Unidos. Ou seja, pelo núcleo do imperialismo ocidental.

Sempre que a resolução de um conflito dessas dimensões começa a depender do poder militar, as forças populares são as grandes vítimas. Trabalhadores e setores explorados não podem contar com grandes arsenais bélicos. Sua arma principal é seu número e o lugar que ocupam no setor produtivo.

É fundamental que os explorados paralisem a produção nacional. Construam comitês políticos locais coordenados nacionalmente. Somente desse modo podem fazer frente ao poder centralizado e repressivo do Estado. Podem conquistar o apoio de soldados das tropas oficiais. Transformar sua revolta em liderança social.

Fortes greves em setores produtivos foram determinantes para a queda das ditaduras na Tunísia e no Egito. Infelizmente, o mesmo não aconteceu no plano político. Não parece haver organismos políticos populares fortes o bastante para transformar a derrubada das ditaduras em luta contra o capitalismo e suas instituições.

Na Líbia, o movimento operário não parece estar à frente das revoltas. Comitês populares ainda estão sendo formados. Sem esses elementos, Kadafi se sentiu fortalecido. O deslocamento da luta para o terreno estritamente militar pode ser desastroso.

Um ataque imperialista poderia ajudar Kadafi a se passar por defensor da pátria. Ou iniciaria uma tragédia como a que vemos no Iraque e Afeganistão.
Sérgio Domingueshttp://pilulas-diarias.blogspot.com

Leia também:
Nem Kadafi, nem imperialismo

15 de março de 2011

Comissão da Verdade: Abaixo-assinado e Charge



Charge do cartunista Leandro Frando, publicada no"Diário de Guarulhos"
 
Abrir os arquivos do regime militar, investigar com seriedade os crimes cometidos no período e condenar os culpados é a única forma de honrar as pessoas que lutaram por um mundo melhor e foram submetidos a torturas, estupros e assassinatos durante o período.

Os historiadores e outros cientistas sociais que estudam o período carecem destes arquivos para esclarecer "de fato" as peculiariedades daquele momento.

Para tanto o blog Sid Cerveja apoia e recomenda a assinatura do abaixo-assinado pela "Comissão da verdade" para investigar a ditadura, assim como já acontece em outros países da américa latina, como o Chile, Uruguai e a Argentina.
Clique no link abaixo para asinar:






14 de março de 2011

Programação do Bar do Deco (MUSICallBAR) Guarulhos

18/03, sexta, a partir das 21hs - BANDAS DESORDENADOS, VÉIA CEGA E GRICERINA (rock'n roll)

19/03, sábado, a partir das 21hs - FESTIVAL BLOG Sid CERVEJA (festival)

20/03, domingo, a partir das 16hs - PANTERA COVER & BANDAS (heavy fest)

25/03, sexta, a partir das 22hs - BANDA AKILES (classic rock)

26/03, sábado, a partir das 22hs - FESTA PUNK (festival)

01/04, sexta, a partir das 21hs - BANDA RESGATE NACIONAL (rock'n roll)

02/04, sábado, a partir das 21hs - TRUE BLOOD (fest)

08/04, sexta, a partir das 21hs - BANDAS SOBER, LA BOMBA E MONTÉQUIOS (rock'n roll)

09/04, sábado, a partir das 21hs - III GUARÚ METAL ATTACK (metal festival)

15/04, sexta, a partir das 21hs - CAPITÃO BOURBON (blues band)

16/04, sábado, a partir das 20hs - VII AGITA GUARÚ FEST ROCK (festival)

22/04, sexta, a partir das 21hs - ALTERNATIVE NIGHT (bandas)

30/04, sábado, a partir das 18hs - BELLY ROCK'S (festival)

14/05, sábado, a partir das 21hs - NAPHTHALENE NIGHT - TIME TUNNEL (festival)

21/05, sexta, a partir das 22hs - POP STARS ACID KILLERS (rock'n roll)

10/06, sexta, a partir das 21hs - ALCOLLICA PRODUÇÕES - METÁLLICA COVER & BANDAS

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3 de março de 2011

Manifestação contra o Caos no Transporte e contra o aumento da tarifa: dia 15/03/2011

Saiba mais em : http://www.valordatarifa.blogspot.com/

Reblogando: Eleger ladrão pode. Ateus e gays, não

Escândalo! Deputados “fichas sujas” fazem parte de uma comissão da Câmara sobre reforma política. Entre eles, Maluf (PP), Valdemar Costa Neto (PR) e Eduardo Azeredo (PSDB). É vergonhoso. Mas, não é nenhuma surpresa. Todo mundo sabe que a política oficial admite e estimula o “rouba, mas faz”.

O que assusta mesmo são os resultados de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo feita em 2010. Segundo o estudo, 74% dos entrevistados nunca votariam em defensores da legalização da maconha. Ateus não teriam o voto de 66%. Defensores da legalização do aborto não seriam eleitos por 57%. Praticantes de umbanda e candomblé perderiam os votos de 51%.

O moralismo e o fanatismo religioso cegam a população. Impedem que seja revelado quem é que ganha com a corrupção na política. Afinal, os que mais se beneficiam com a ação de parlamentares e governantes ladrões são os bancos e as grandes empresas.

O fato é que os parlamentos quase sempre são túmulos das exigências populares. Chocadeiras de grandes fortunas para poucos. De um lado, o poder econômico. Do outro, uma população sem consciência política. Ambos tornam os parlamentos casas de representação dos ricos e poderosos.

Apesar disso, a esquerda deve participar das eleições. Lançar candidaturas que desmascarem o caráter conservador das instituições atuais. Jamais abandonar a luta dos explorados, perseguidos e humilhados para ganhar votos. Nunca deixar de organizar a população nos locais de trabalho, escolas e bairros. Lugares de onde realmente podem vir as mudanças necessárias.

Muito difícil eleger alguém com essas propostas. O que importa é trocar milhares de eleitores alienados por centenas de militantes conscientes.
Sérgio Domingueshttp://pilulas-diarias.blogspot.comLeia também: Político bom é o que rouba e faz