22 de março de 2011

Doze razões para ser contra a intervenção militar na Líbia

Não à intervenção na Líbia! Vitória às revoluções no mundo árabe! 
Doze razões para ser contra a intervenção militar imperialista na Líbia

1.     Os regimes reacionários do chamado Mundo Árabe foram sustentados e apoiados durante décadas pelas mesmas potências imperialistas que hoje posam como amigas do povo líbio.

2.     Os bombardeios promovidos pelas potências ocidentais visam assegurar o seu controle sobre o petróleo e garantir seus interesses econômicos e políticos. Não tem nada a ver com a defesa da democracia e dos direitos humanos.

3.     David Cameron, primeiro ministro inglês, tem se apresentado como apoiador dos levantes contra os ditadores no Oriente Médio e no norte da África. Mas sua primeira resposta às revoluções na Tunísia e no Egito foi tentar vender mais armas para reis e emires reacionários da região.

4.     Dois anos atrás Hillary Clinton saudou o filho de Gaddafi no Departamento de Estado dos EUA e disse: “Valorizamos profundamente a relação entre os Estados Unidos e a Líbia. Temos muitas oportunidades para aprofundar e ampliar a cooperação entre os dois países". Isso mostra a profunda hipocrisia do atual discurso pela libertação do povo líbio.

5.     Os ataques aéreos são apoiados por Estados como Qatar e os Emirados árabes Unidos - que enviaram forças para esmagar a resistência popular em Bahrein, junto com a Arábia Saudita. A 5ª Frota norte-americana está ancorada em Bahrein enquanto o massacre de civis continua.

6.     Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, que hoje se apresentam como amigos da democracia, estão envolvidos em assassinatos em massa no Iraque e no Afeganistão. Recentemente um ataque com mísseis norte-americanos resultou na morte de 38 pessoas em Waziristan, no Paquistão.

7.     Os EUA e a Grã-Bretanha dão ênfase ao apoio da Liga Árabe. Mas a Liga Árabe está repleta de regimes que estão atacando seus próprios cidadãos. Incluem a Argélia, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Oman, Arábia Saudita e o Iêmen. Nenhum desses países é amigo da democracia.

8.     O governo da França que hoje ameaça a Líbia apoiou praticamente até o fim o ditador Ben Ali, da Tunísia. De acordo com Saif al-Islam Gaddafi, Sarkozy recebeu doação financeira do regime líbio na eleição de 2007.

9.     O bombardeio só vai piorar a situação. Se os bombardeios não conseguirem derrubar Gaddafi, virão invasão e guerra terrestre. A intervenção levaria a uma divisão da Líbia e a criação de um enclave apoiado pela OTAN. A Líbia passaria a ser um entreposto do imperialismo e poderia ser usada para barrar o avanço do processo revolucionário no Egito e outros lugares.

10.    A intervenção militar ocidental permitirá a Gaddafi apresentar-se como anti-imperialista, o que poderá fortalecê-lo.

11.    Intervenções imperialistas nunca são do interesse dos explorados e oprimidos. Só fortalecerão aqueles que procuram impor o poder do Capital no Oriente Médio, no norte da África e outras regiões ao redor do mundo. Servirão para tentar reverter o processo revolucionário que tem sido uma inspiração para todos nós.

12.    Queremos o fim do regime de Gadaffi. Mas a única maneira efetiva de derrubar Gaddafi é o aprofundamento da revolução no Mundo Árabe. Na Tunísia, Egito, Líbia e em outros países. Esta não é uma idéia abstrata. Os valorosos movimentos que derrotaram Ben Ali e Mubarak continuam exigindo mais mudanças políticas e sociais no interesse dos explorados e da classe trabalhadora. Esta é a esperança para a região e para o mundo.
Fonte: Socialist Worker
Tradução: Rui Polly
Em portugues: Revolutas
  
FONTE:  Socialist Worker
SITE: http://www.socialistworker.co.uk/

Camiseta de estudante brasileira que morava na Líbia

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