26 de maio de 2011

Sábado 28 de maio #MARCHADALIBERDADE na Avenida Paulista

Lutar pela liberdade é papel fundamental de que quer ser livre!
Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais.
Somos uma rede. Somos REAIS. Conectados, abertos, interdependentes, transversais, digitais e de carne e osso.
Não temos cartilhas. Não temos armas, nem ódio.
Não respondemos à autoridade. Respondemos aos nossos sonhos, nossas consciências e corações.
Temos poucas certezas. E uma crença: de que a liberdade é uma obra em eterna construção.
E que a liberdade de expressão é o chão onde todas as outras liberdades serão erguidas:
De credo, de assembléia, de amor, de posições políticas, de orientações sexuais, de cognição, de ir e vir… e de resistir.
E é por isso que convocamos qualquer um que tenha uma razão para marchar, que se junte a nós no sábado para a primeira #MarchadaLiberdade.
Ciclistas, peçam a legalização da maconha… Maconheiros, tragam uma bandeira de arco-íris… Gays, gritem pelas florestas… Ambientalistas, tragam instrumentos… Artistas de rua, falem em nome dos animais… Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado… Moradores de Higienópolis, venham de bicicleta… Somos todos cadeirantes, pedestres, motoristas, estudantes, trabalhadores… Somos todos idosos, pretos, travestis… Somos todos nordestinos, bolivianos, paulistanos, vira-latas.
E somos livres!

Entre no site: http://www.marchadaliberdade.org Divulgue no Facebook, no Orkut... Twite com a Rashtag #MARCHADALIBERDADE e principalmente: Vá ao ato na Av Paulista, liberdade não se ganha, se conquista!

24 de maio de 2011

Relato da Marcha da Maconha 2011 em São Paulo ou "O Fascismo mostrou suas garras na Avenida Paulista, Marcha da Maconha, Skinheads e a Covardia da Tropa de Choque, da PM e da Guardinha"

Logo da Marcha da Maconha
Cheguei à Avenida Paulista faltando alguns minutos para as duas da tarde, horário marcado para a concentração da Marcha da Maconha em São Paulo, estava muito ansioso e empolgado, a todo momento lembrava das imagens da Marcha no Rio de Janeiro, em Niterói, Buenos Aires, Lisboa e em outras grandes cidades do mundo.
Não havia muita gente no vão do MASP, cerca de 500 pessoas com cartazes, camisetas, cantorias e palavras de ordem pela legalização da Maconha e pela liberdade de expressão, eu estava animado com realização da marcha na Paulista ao invés do Ibirapuera, onde a mesma aconteceria ano passado, mas algo em comum com a marcha anterior me preocupava, o tribunal de justiça novamente, na última hora, em uma atitude extremamente autoritária, sem qualquer possibilidade de defesa, havia proibido a atividade, mas como no ano anterior decidimos realizar uma “Marcha Pela Liberdade de Expressão”, que na prática nada mais era que a “Marcha da Maconha” sob vergonhosa CENSURA.
Marcha da Maconha, antes das
agressões fascistas, a paz reinava
Ainda que muita gente tentasse, a todo custo, calar o livre debate de ideias em um conhecido movimento de imposição, muito estimado pelas mais autoritárias ditaduras, a movimentação crescia, a todo momento, mais pessoas chegavam, mulheres, idosos, homens todo tipo de gente diferenciada se aglomerava e a policia começou a transparecer preocupação, eu feliz com o vertiginoso crescimento da manifestação demorei um pouco para perceber oque estava acontecendo em um canto, próximo a uma das pilastras vermelhas do MASP, quando me aproximei pude ouvir com clareza a multidão gritando “fora fascistas”, mais próximo pude ouvir um minúsculo grupo gritando de volta, “fora maconheiro” e outras palavras de ordem homofóbicas e discriminatórias típicas do movimento a que o grupelho pertence esta acostumado a proferir, o policiamento colou-se entre os grupos para evitar agressões e um previsível confronto, os cerca de 25 skinheads que estavam lá portavam três cartazes contra a marcha e uma cruz de madeira, alguns estavam com a suástica na lapela e gritavam em defesa da família, da moral e outras coisas do tipo.
Nossos inimigos começavam a mostrar garras e dentes e o clima de fascismo começava a pairar no ar, contrastando com a pacifica e festiva atmosfera da galera da Marcha da Maconha.
A resposta da galera da Marcha não poderia ter sido melhor, como sempre, bem humorados cantavam de volta aos fascistas que eram abrigados pela PM: “Plínio Salgado, fumava um baseado! Plínio Salgado, fumava um baseado...” por vezes os skins quase conseguiram o que queriam: O confronto físico, porém a Marcha da Maconha venceu seguindo pacifica e apesar da excrecência que a presença dos nazistas ali representava, eles não mereceram mais destaque.
A manifestação continuava a crescer, neste momento pelo menos duas mil pessoas aglomeravam-se ali, aguardando o momento de marchar pela liberdade de expressão, pela legalização da maconha e sobretudo pela liberdade. A polícia militar, decidida a não permitir marcha alguma, empurrava as pessoas para o vão livre do museu, porém em dado momento em que os pê-emes detiveram um rapaz, o jogo mudou e a multidão tomou as faixas da Av. Paulista no sentido Consolação, Para nossa alegria e para o ódio da pm, a Marcha estava na rua, alguns metros a frente chegamos a ocupar completamente a Avenida símbolo da cidade de São Paulo e cantávamos musicas bem humoradas pela legalização, contra o trafico e em defesa do plantio caseiro.

Senhora segura exemplar do livro onde relata
 sua cura do cancêr, com tratamento a base
 de Maconha
Duas senhoras de idade que haviam me pedido informação pouco antes da minha chegada ao MASP estavam ali lado a lado conosco, uma delas conseguiu cura-se de um câncer graças a um tratamento baseado na Cannabis Medicinal, a boa e velha maconha, sobre este episódio escreverei um post especial e quem sabe uma entrevista com elas, por hora, seguimos com a marcha, que a esta altura chamava atenção da população nos prédios, pontos de ônibus e veículos, tudo corria pacificamente e a Marcha seguia em direção ao centro velho, quando nas proximidade da Rua Augusta ouvimos o som de cassetetes contra escudos, a tropa de choque estava ali, não ao lado ou na frente da manifestação, mas covardemente nas costas, e pelas costas os covardes da tropa, sem aviso, sem provocação, atiraram uma bomba de efeito moral próxima ao final da Marcha, o pessoal, meio que sem entender o que acontecia, seguiu marchando.
Alguns integrantes da Marcha tentaram deslocar as pessoas para a calçado com o intuito de evitar o confronto, porém, havia gente demais, em dado momento a tropa de choque da pm, atacou para deleite de seus parceiros nazistas que ficaram no MASP, bombas feriram diversas pessoas, uma explodiu a poucos metros de mim, eu não enxergava bem em função da agressão da policia, mas ainda assim pude ver uma outra bomba estourar em um ponto de ônibus onde dezenas de pessoas aguardavam transporte, ali uma senhora de idade com cerca de 60 ou 70 anos chorava desesperada, mas para a tropa de choque, era só mais um alvo, balas de borracha passavam zunindo pelas pessoas, manifestantes ou não, alguns jornalistas foram atingidos, um atropelado por uma moto da policia, uma garota de cerca de 20 anos levou uma coronhada na nuca e caiu, um morador de rua jogado no chão quase foi pisoteado pela tropa sedenta de sangue, infelizmente eles conseguiram sangue, mas dispersar a marcha, não, não conseguiram, pouco a frente eu incrédulo pude ver a marcha se reagrupando, pessoas gritavam “Não Passarão” dos prédios, pessoas gritavam contra a policia que era destratada a todo momento por pessoas que viram toda a covardia do alto de seus apartamentos, um senhor de terno e gravata que saia de um shopping próximo ao Conjunto Nacional gritava indignado: “Eu sou contra a legalização da Maconha, mas sou MUITO MAIS CONTRA ISSO QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO, assassinos!”, neste mesmo ponto, algumas pessoas em fuga abrigaram-se neste shopping e a Tropa não pensou duas vezes, atirou uma bomba de gás dentro do estabelecimento, sem a menor preocupação se haviam crianças, trabalhadores, idosos, tudo que eles enxergavam eram alvos, alvos, só alvos, a população da cidade para eles, os covardes da tropa de choque, não passa disso, alvos!
Apesar da violência empregada e das covardes e desmedidas atitudes da tropa de choque a marcha seguia, seguia e seguiu até a Praça Don José Gaspar.
Cenas da violência covarde da
 Tropa de Choque da PM
Eu nas proximidade do antigo Cine Belas Artes, indignado com as cenas de selvageria que presenciei, parei diante de um grupo de policiais que estavam ali, sei lá fazendo o que, todos fortemente armados, cara de gestapo e um ódio tão intenso que era quase possível pegar, para um destes PMs eu indaguei; “Vocês viram a cagada que vocês fizeram, tem idosos, crianças feriadas lá” e o Cara teve a cara de pau de responder: Estamos cumprindo ordens, fiquei algum tempo debatendo com o cara, até que ele soltou uma pérola: “Jogamos bombas mesmo, não quero meu filho maconheiro nem kit gay nas escolas”, com um cérebro de amendoim destes não adiantava argumentar, segui tentando me aproximar novamente da marcha, porém, no trajeto entre a Paulista e a Don José eu não acompanhei a Marcha, pois a Tropa de choque estava entre eu e o restante da galera, porém a Marcha seguiu e os abusos a covardia da tropa de choque seguiram até a altura da biblioteca Mário de Andrade, onde a Marcha da Maconha, vitoriosa chegou ao final, final, que nada, com a notícia da prisão de alguns integrantes seguimos, quase todos, para o 78ºDP na Esquina da Rua Estados Unidos com a Rua Augusta, no trajeto até lá, mais covardia, mais agressões, um rapaz levou uma rasteira injustificável de um soldado acéfalo da PM e outro soldado com QI de lagartixa atingiu uma equipe de reportagem com spray de pimenta, equipamentos da imprensa foram danificados ou destruídos, mas, o ódio da Polícia, da guardinha metropolitana e da covarde tropa de choque contra a imprensa é facilmente compreendida, eles não querem que você saiba as cagadas que eles andam fazendo por aí, na manifestação dos professores eles descem o cacete, espancam, prendem pessoas sem justificativa, arremessam bombas, na manifestação por transporte público, porrada nos estudantes, bombas na população, manifestação pela saúde, porrada, manifestação de sem-teto, balas, bombas e prisões, greves na Unifesp e na USP, tropa de choque pra cima dos estudantes, por que eles fariam diferente com a Marcha da Maconha, o nível intelectual de alguém que atua na tropa de choque não é muito diferente do de um rinoceronte, ele só consegue enxergar além do seu chifre, uma coisa, alvos.

Covardes em meio ao Gás lacrimogênio

No final, os manifestantes que estavam detidos foram soltos sem maiores problemas pela Policia Civil, e nós pudemos ir embora felizes por dois motivos, o primeiro: nossa união ficou clara, eles não conseguiram nos dispersar, continuamos juntos cantando, gritando e marchando juntos na luta social, não nos rendemos, tampouco um dia desistiremos! E em segundo lugar, o fato de agora todos saberem quem são nossos inimigos: Skinheads nazistas, juízes que se consideram acima da lei, Covardes da tropa de choque, fundamentalistas religiosos e muitos outros fascistas enrustidos que aos poucos vão sendo desmascarados, como muitos foram na Gloriosa Marcha da Maconha do dia 21 de Maio na Avenida Paulista!

Saiba Mais:

Proibição é sempre violência ou como vencemos perdendo (Coletivo DAR)
Cobertura da Marcha da Maconha (Nau Web Tv)
Marcha da maconha em SP é reprimida pela PM com violência (MTV)
Polícia agride repórter e manifestantes na Marcha da Maconha (Folha de São Paulo)
PM reprime marcha da maconha com violência (Jornal Brasil de Fato)
Violência policial contra a Marcha da Maconha em São Paulo (Diário da Liberdade)
Tropa de choque reprime com violência 'marcha da maconha' em São Paulo (PSTU)
Violência policial na Marcha da Maconha (Brasil Atual)
Jornal nacional (Globo)
A Marcha no Jornal Nacional? Que merda! (Coletivo DAR)
PM interrompe marcha da maconha em São Paulo (Terra)
Ato pró-legalização da maconha em São Paulo (G1)
A Marcha pela (Maconha) Liberdade de Expressão em SP (NegoDito)
Detido em Marcha da Maconha: fui vítima do despreparo da PM (Terra Magazine)
Não somos conduzidos, conduzimos (Blog Escrevo, mas não espalha)
Repórteres da Folha, iG, Globo e Diário de SP são agredidos pela polícia na Marcha da Maconha (Comunique-se)

Mais? Então tá:
Entrevista – Dr. João Menezes, neurocientista e pesquisador da maconha
Blog da ASMA (Associação Secreta dos Maconheiros Assumidos)

Sid Cerveja na Marcha da Maconha
Liberdade de expressão, onde?



22 de maio de 2011

Angeli sobre a ignorante violência da PM de São Paulo

Violência covarde da PM no traço do Angeli

20 de maio de 2011

19 de maio de 2011

Marcha da Maconha São Paulo será neste Sábado às 2h na Paulista!

A Marcha da Maconha, movimento social que luta contra a criminalização da maconha, a violência gerada pela proibição da mesma, acontecerá na Av Paulista em frente ao MASP na capital paulista a partir das 12 horas, participe, leve seu cartaz, venha ajudar a transformar o mundo em lugar melhor!


11 de maio de 2011

10 de maio de 2011

Sorteio do CDHU em Guarulhos, prefeito vaiado e GCM mandando um som.

Algumas unidades do CDHU do CECAP

Sabadão de manhã, pusta sol, uma ressaca quase desagradável, eu distraidamente tentava lembrar detalhes da noite anterior em uma esfumaçada memória, porém, ainda assim levantei, tinha um compromisso então tomei um banho e fui até o ginásio “Thomeuzão” assistir um espetáculo verdadeiramente funesto...
            Cerca de seis mil servidores de Guarulhos, em uma assustadora “festa” no ginásio, muita gente rezando ou orando, sei lá, enfim, chorando, quase em transe, pedindo que o senhor os iluminasse, o publico ensaiava “ola”, aplaudia e acompanhava com dancinhas e palmas a banda da guardinha municipal de Guarulhos, encontrei um amigo do Sindicato dos Professores e ficamos ali batendo papo; conversando com ele descobri que não era o único indignado com o ‘espetáculo”, estávamos ali para o sorteio de duzentos e poucos apartamentos construídos pelo CDHU, depois de uma “birra” entre os tucanos do governo do estado e os petistas da prefeitura os tais apartamentos, prontos para serem habitados, ficaram ‘mofando’ vazios por alguns anos, depois de um entendimento entres os figuras, os “apês” finalmente seriam sorteados.
Um dos absurdos da situação era a quantidade de unidades disponíveis, que soa como uma piada de péssimo gosto ante o gigantesco déficit habitacional da cidade, os pequenos apartamentos, construídos no Pq. Cecap, e a festa que foi organizada para o sorteio serviu, sobretudo, para explicitar a situação habitacional dos trabalhadores e trabalhadoras de Guarulhos, apesar de todas as restrições de renda, da exigência de ser servidor público em uma das três esferas do poder e da quase inexistência de divulgação do sorteio, o ginásio estava lotado com praticamente sua capacidade máxima.
A área onde foram construídas as unidades em questão, faz parte de um gigantesco terreno de propriedade da própria CDHU, que por alguma desculpa qualquer e para favorecer a especulação imobiliária, não abriga moradias para reduzir o déficit habitacional na cidade.
Algumas “autoridades” regionais, vereadores, presidente do CDHU, um deputado e o Prefeito Almeida vieram tirar uma casquinha da “festa”, porém apesar da alienação assustadora das pessoas que ali estavam – mais pareciam estar em um animado show de calouros, ou outro programa de auditório qualquer - em uma iluminação de realidade vaiaram o prefeito a tal ponto que eu mal entendi qualquer palavra de seu ofuscado discurso, que essa sonora e retumbante vaia sirva para que o prefeito Almeida entenda que a população da cidade carece de transporte, emprego, educação e moradia, que ele entenda que a cidade não precisa de políticos que defendam os interesses de grandes empresas e construtoras em detrimento aos diretos da população, que ele entenda que a população de Guarulhos está indignada com o aumento abusivo da tarifa de ônibus, da total incompetência da prefeitura na gestão das linhas, e, sobretudo, da catástrofe que estão os transportes públicos na cidade.
Ao final da festa, milhares de pessoas cabisbaixas, trazidas de volta a realidade pelo final do sorteio expuseram a verdadeira farsa que foi a festa da democracia alardeada pelas autoridades presentes.
A única boa surpresa daquela manhã foi a banda da guardinha municipal, os caras tocam bem, tem ritmo bacana, souberam escolher um ótimo repertório e caíram como uma luva na animação da festinha das autoridades, fica a dica aos GCM´s da cidade, vão tocar música ao invés de sair por aí espancando trabalhadores e trabalhadoras que lutam contra papagaiadas como a de sábado pela manhã no Thomeuzão.

9 de maio de 2011

FOTOS: Marchas da Maconha no Rio de Janeiro, Buenos Aires e BH


A ciadade maravilhosa mostra sua força na Marcha da Maconha - Rio de Janeiro - 2011
 
Milhares de pessoas na Marcha da Maconha - Buenos Aires- 2011

Marcha da Maconha - Rio de Janeiro - 2011

Gatinha conciente na Marcha da Maconha - Rio de Janeiro - 2011

Galera do Grownroom na Marcha da Maconha - Rio de Janeiro - 2011

Saiba mais:
 no Site do Coletivo DAR: http://coletivodar.org/
no site da Marcha: http://marchadamaconha.org/
no Blog da A.S.M.A. : http://asmaconha.blogspot.com
no site do Grownroon: http://www.growroom.net

Debate: Os efeitos da proibição das drogas sobre as mulheres

Evento dia 10 de maio de 2011 na PUC - São Paulo debaterá a catátrofe que é para as mulheres a proibição das drogas no Brasil