24 de junho de 2012

Sarau do Binho - Conheça e Ajude! Altamente recomendado.

    Recebi pelo Facebook uma mensagem dos camaradas do "Coletivo DAR" sobre o "Sarau do Binho", não conhecia nada sobre o assunto, assisti o emocionante vídeo sobre o projeto, pesquisei um pouco na net sobre o tema e passei a odiar um pouco mais o calhorda que responde ela prefeitura de São Paulo, o Sr. Kassab do PSD.
    O Sarau do Binho que de forma muito interessante ajuda a transformar a vida das pessoas na periferia da Zona Sul da Capital paulista, foi fechado por politicagem e burocratismo da corrupta prefeitura de São Paulo, agora a galera do projeto, organizou-se para voltar a ativa, usando o mesmo sistema de arrecadação pela internet que a "Marcha da Maconha" de São Paulo realizou com sucesso este ano no "Catarse", a tarefa agora que está posta para todos que acreditam em um outro mundo necessário, possível e urgente, deve apoiar este projeto, deve espalhar a necessidade de ajudar o Sarau do Binho, eu vou ajudar, e assim que tiver um pouco mais organizado, adotar a ideia que é bem parecida com a de outros espaços que já participei, alguns com mais outros com menos exito mas todos com uma capacidade imensa de marcar a história das pessoas que passaram por eles, a saber "Espaço Cultural Florestan Fernandes", "Rádio Gueto FM", "ACR-Associação Cultural do Rock", Espaço Cultural Libertário" e "Semente Popular Pimentas" dentre muitos outros, se você participa, participou ou pretende participar deste tipo de atividade que propaga, gera e compartilha cultura, arte e conhecimento nas periferias, ajude ...
   Vamos lá galera, vamos dar uma força pra galera da Zona Sul!
   


Assista o Video sobre o Sarau do Binho
Vídeo sensacional!
http://vimeo.com/44277816 



Ajude aqui:



Saiba mais: 

     O Sarau do Binho, há oito anos, reúne poetas, cantores, músicos, atores e outros artistas populares que se revezam de forma livre, com o propósito de mostrar sua arte para quem estiver interessado em ver e ouvir.
     O Sarau do Binho já se transformou em marco importante de expressão cultural para poetas e escritores dos movimentos de periferia da cidade. O interesse dos participantes pela cultura é construído com o próprio esforço, e gera frutos de qualidade.
     Sua existência dá margem a outras iniciativas, como a participação em eventos culturais da cidade, interação com quilombos e aldeias e até mesmo caminhadas culturais por outras cidades e estados, que é a Expedicion Donde Miras que já apresentou saraus em várias cidades do interior de São Paulo, Curitiba e Rio de janeiro.
     Os artistas do Sarau têm consciência da importância do evento, assim como seu idealizador. “O Sarau é um laboratório. Aqui as pessoas trazem suas criações e aprendem o gosto por ler e escrever. Do laboratório popular, mais do que textos, sai também a consciência cidadã fortalecida”, explica Binho.
     O bar onde acontecia o Sarau do Binho foi fechado pela Prefeitura de São Paulo, por isso, estamos realizando o Sarau Itinerante fortalecendo outros espaços culturais.
     E estamos aqui no Catarse para realizar as seguintes movimentações:


- Dar continuidade ao sarau, momentaneamente itinerante, sem um ninho, mas sem perder a ternura jamais.
- Brechoteca, nossa biblioteca popular no jardim Rebouças aqui no Campo Limpo.
- Lançamento do Livro do Sarau do Binho.
- Pagamento das multas para seguirmos com o nome “limpo”.
- Bicicloteca ( empréstimo de livros numa bicicleta ).
- Cine Beira-rio que acontece na Brechoteca.


Vídeo do Deputado Carlos Giannazi do PSOL
sobre o fechamento do Sarau do Binho
(Pronunciamento na ALESP)

23 de junho de 2012

Indígenas do Mato Grosso do Sul divulgam carta denúncia ao final da Rio+20



CARTA DENÚNCIA DOS POVOS
 INDÍGENAS DE MATO GROSSO DO SUL
NO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE / CÚPULA DOS POVOS / RIO+20

O Estado brasileiro não mede esforços para mostrar ao mundo um Brasil que não existe. Na defesa do sistema do grande capital, camuflam índices desenvolvimentistas que não revelam as desigualdades internas, os problemas estruturais, muito menos, o estado de genocídio ao qual os povos indígenas estão submetidos.
Juntos somos a segunda maior população indígena do país. Representamos mais de 80% da diversidade étnica e cultural do Estado de Mato Grosso do Sul. Entretanto, nossos povos são excluídos desta sociedade por um racismo histórico e que faz parte do senso comum desta sociedade que nos deve as raízes de sua formação.
Após a guerra do Paraguai fomos sendo confinados em pequenas reservas integracionistas e com isso todo o nosso território foi invadido por não índios e hoje possuímos a menor situação de terras e territórios demarcados do país.
O Estado brasileiro é perverso, pois conhece a nossas necessidades territoriais, sabe que em tudo dependemos destes territórios, que neles encontramos o sentido de nossa existência e o futuro das crianças que nascerão amanhã. No entanto, o Estado que deveria nos proteger e constitucionalmente demarcar nossas terras acabou por entregá-las aos fazendeiros/grileiros que hoje se passam por “bons” proprietários, mas continuam a ameaçar e a assassinar nossas lideranças, nos fazendo de escravos, derrubando as matas, matando os animais e poluindo os rios.
Na sua falta de decisão política de garantir nossos direitos, o Estado brasileiro nos submete à pior realidade de violência contras os povos indígenas da América. Nos últimos anos, 60% dos assassinatos de indígenas no Brasil ocorreram contra nossos povos devido à realidade de confinamento e ao processo de luta pela reconquista de nossas terras. Mato Grosso do Sul amarga o maior índice de lideranças indígenas assassinadas na luta pela terra nos últimos 30 anos. O desespero de nosso povo é tamanho que a cada nove dias um indígena se suicida em Mato Grosso do Sul.
Não aceitaremos mais que a opção desenvolvimentista histórica do Estado brasileiro e de Mato Grosso do Sul com seus governos truculentos e mentirosos continuem a promover a espoliação de nossas terras e o genocídio de nossas famílias.

ESTAMOS EM GUERRA!

Não por decisão nossa, mas porque os poderosos a impuseram já há muito tempo.
Por isso, nós Povos indígenas Kaiowá, Terena, Guarani, Ofaié, Kadiweu, Kinikinau e Guató, reunidos no Acampamento Terra Livre/Cúpula dos Povos, vimos através deste documento não apenas denunciar aos povos e nações do mundo, organizações e comissões nacionais e internacionais de direitos humanos o genocídio praticado pelo Estado brasileiro contra nossos povos, mas exigir:

Do Poder executivo, na pessoa da Presidente da República, Sra. Dilma Rousseff:

- a imediata publicação, pela Funai, dos Relatórios Circunstanciados de Identificação dos Tekohas (terras tradicionais) Kaiowá e Guarani, produzidos pelos 6 Grupos de Trabalho no Cone Sul;
- o imediato avanço nos processos administrativos de demarcação das terras indígenas Taunai Ipegue, Lalima, Nioaque, Buriti, Pilad de Rebuá, Potrero Guasu, Sombrerito, Taquara, Água Limpa, Aldeinha, Guyraroka, Jatayvari, Kokuei e Cachoeirinha;
- que a Polícia Federal prenda os assassinos de nossas lideranças mortas na luta pela terra, principalmente os representantes políticos, policiais e ruralistas envolvidos nos assassinatos;
- que a Funai e a Sesai deem todo o atendimento necessário aos acampamentos indígenas localizados à beira de estradas, sitiados em fazendas ou refugiados dentro de áreas urbanas ou aldeias e não use argumentos inconstitucionais de que “trata-se de área em litígio”;
- que, no uso de sua atribuição constitucional realize, com a máxima urgência, através da Força Nacional, a desintrusão dos não índios das nossas terras já declaradas dos povos Terena, Kaiowá e Guarani, Kadiweu e Ofaié. Caso haja processo judicial que nossos povos aguardem a decisão dentro dos territórios, e os não índios fora;
- que seja constituído o GT para identificar as terras do povo Kinikinau;
- que nenhuma outra PCH (Pequena Central Hidrelétrica) seja construída na região do Pantanal e/ou Cone Sul do Estado. Nossos rios estão morrendo e não há mais peixes para nossos povos;
- que se regularize e homologue a Terra Indígena dos Ofaié e promova, através da Força Nacional, a desintrusão dos não índios;
- que se faça a recuperação ambiental e da fauna dos nossos territórios tradicionais destruídos e envenenados pelo agronegócio;
- que nossas lideranças e comunidades sejam protegidas pela Força Nacional especializada, uma vez que o Programa de Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH) da Secretaria de Direitos Humanos – SDH, não desenvolve nenhuma ação efetiva junto às nossas 3 lideranças e comunidades inclusas mantendo-as em situação de risco;
- que haja igual atendimento por parte da Funai e da Sesai às comunidades e aldeias localizadas nas cidades;
- queremos também repudiar a forma como vêm sendo implantados os territórios etnoeducacionais que em nada respeitam a diversidade de nossos sistemas educacionais próprios, e que criminalizam e desrespeitam nossos professores;
- que a assessoria da Funai no Congresso Nacional seja melhor qualificada no monitoramento ao andamento das casas e nos informes sistemáticos aos nossos povos;
- a promoção de ações afirmativas para a permanência dos acadêmicos indígenas em Mato Grosso do Sul;

         Do Poder Judiciário, na pessoa do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Sr. Ayres Britto:

- que os processos envolvendo a posse de nossas terras tradicionais no Mato Grosso do Sul tenham prioridade nos seus julgamentos, pois a morosidade de até 30 anos nestes casos está custando a vida de nossas lideranças, crianças e jovens;
- que recomende ao CNJ ações de combate à morosidade judiciária em outras instâncias e a violação de nossos direitos por parte de magistrados parciais e que tratam destes como algo secundário.
- que se julgue, com a máxima urgência, as ações judiciais envolvendo as Terras Indígenas dos Kadiweu, Nhanderu Marangatu, Cachoeirinha e Arroyo Korá;
  
        Do Poder Legislativo, na pessoa dos Presidentes do Senado e Câmara Federal, Sr. José Sarney e Sr. Marco Maia:

- que os Projetos de Lei e PECs que violam nossos direitos constitucionais sejam imediatamente arquivados, como é o caso do PL 1610/96, da PEC 215/00 e PC 38/99;
- que todos os grandes projetos que incidam sobre nossas terras respeitem a Constituição Federal e sejam executados somente após consulta prévia, livre, informada e com poder de veto, além de aprovação do Congresso Nacional;
- que a bancada indigenista e a comissão de direitos humanos do Congresso Nacional continuem fazendo diligências em nossas comunidades.

Tudo o que temos hoje conquistamos através do sangue de nossas lideranças e da pressão internacional sobre o Estado brasileiro, por isso queremos conclamar os povos do mundo a promover sanções contra o Brasil para que este, ao menos, cumpra suas obrigações constitucionais em relação aos nossos direitos humanos e territoriais.
Na recente UPR (Revisão Periódica Universal) vários países recomendaram ao Brasil respeito aos Povos indígenas e demarcação de suas terras, por isso, queremos pedir a estes, que todo financiamento, empréstimo ou qualquer tipo de apoio financeiro ao Brasil, que incida sobre nossas terras, seja bloqueado até que o governo as regularize pela força.
Apesar de toda violência e morte a que estão submetidas nossas comunidades, confinadas ou acampadas à beira das estradas, testemunhamos a certeza de que com a força de Ñandejara, partilharemos nossos projetos de Bem Viver, em paz, com dignidade, autonomia e liberdade.

Caciques e lideranças indígenas dos povos
Kaiowá, Guarani, Terena, Kadiweu, Kinikinau, Ofaié e Guató

Conselho do Aty Guasu
Conselho de luta pela terra dos povos do Pantanal

21 de junho de 2012
Rio de Janeiro

22 de junho de 2012

FORUM SOCIAL MUNDIAL PALESTINA LIVRE- 2012



Convocatória para o Fórum Social Mundial Palestina Livre, de 29 de novembro a 1º de dezembro de 2012, Porto Alegre (Brasil)
A Palestina ocupada pulsa em cada coração livre neste mundo e sua causa continua a inspirar solidariedade universal. O Fórum Social Mundial Palestina Livre é uma expressão do instinto humano de se unir por justiça e liberdade, e é um eco da oposição do Fórum Social Mundial à hegemonia do neoliberalismo, do colonialismo e do racismo através das lutas por alternativas econômicas, políticas e sociais para promover a justiça, a igualdade e a soberania dos povos.
O FSM Palestina Livre será um encontro global de ampla base popular e de mobilizações da sociedade civil de todo o mundo. Ele visa:


1. Mostrar a força da solidariedade aos chamados do povo palestino e à diversidade de iniciativas e ações visando promover a justiça e a paz na região.


2. Criar ações efetivas para assegurar a autodeterminação palestina, a criação de um Estado Palestino com Jerusalém como sua capital, e o atendimento aos direitos humanos e ao direito internacional por:


a) Acabar com a ocupação israelense e a colonização de todas as terras árabes e derrubar o muro;
b) Assegurar os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel à plena igualdade, e
c) Implementar, proteger e promover os direitos dos refugiados palestinos de retornar a seus lares e propriedades, como estipula a resolução da ONU 194.


3. Ser um espaço para discussão, troca de idéias, estratégias e planos que desenvolvam a estrutura da solidariedade.


Exatamente após 65 anos de o Brasil ter presidido a seção da Assembléia Geral da ONU que definiu a partilha da Palestina, o Brasil vai abrigar um tipo diferente de fórum global: uma oportunidade histórica de os povos de todo o mundo se levantarem onde seus governos falharam. 


Os povos do mundo se reunirão para discutir novas visões e ações efetivas para contribuir com a justiça e a paz na região. A participação nesse Fórum deve reforçar estruturalmente a solidariedade com a Palestina; promover ações para implementar os direitos legítimos dos palestinos e tornar Israel e seus aliados imputáveis pela lei internacional.


Conclamamos todas as organizações, movimentos, redes e sindicatos em todo o mundo a se unirem ao FSM Palestina Livre, de 289 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre, Brasil.


Juntos podemos levar a solidariedade à Palestina a um novo patamar. 


Comitê Organizador do Fórum Social Mundial Palestina Livre


Contato da secretaria executiva: 
Brasil: secretaria.fspl@gmail.com
Palestine: samahd@pngo.net

21 de junho de 2012

Sarau +Expo Os 35 Índios 15 de Julho em Guarulhos

Sarau + Expo Os 35 Índios 
*Participação especial:
Junior Caboclo (Banda de Pifanos de Caruaru)
Tikinho Brasil

Domingo
15/07/2012
das 12hs às 20hs

Local:
Loja Maria Loka 
Rua Paulo Lenk, 16
Centro, Guarulhos
São Paulo

8 de junho de 2012

Mostra Social Em Movimentos Rio +20

Na véspera da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, a mostra “Social em Movimentos”, traz, através de filmes franceses e brasileiros, além de debates, a oportunidade de discutir algumas das principais questões ambientais e sociais contemporâneas. Uma temática diferente estará em pauta a cada dia: Nossa Água, Nossa Comida, Nosso Consumo e Nosso Clima.
A mostra “Social em Movimentos ” foi criada pela ONG francesa Autres Brésils em parceria com a produtora brasileira Refinaria Filmes. Ela é a versão brasileira da mostra “Brésil en mouvements”, realizada na França desde 2005.
A Caixa Cultural apresenta a mostra « Social em Movimentos Rio+20 » do dia 13 a 17 de junho no Rio.
A mostra acontecerá também em São Paulo na semana anterior, do dia 7 até o dia 10 de junho na Matilha Cultural.
Veja a programação de São Paulo e do Rio!