23 de fevereiro de 2013

As lágrimas de crocodilo e a estupidez dos anti-corinthianos no caso da morte acidental do garoto na Bolivia

      Indignado com um dos maiores conjuntos de imbecilidades que já vi em toda a minha vida, decidi escrever esta postagem no blog sobre o acidente de Oruro, Bolívia, onde infelizmente um jovem boliviano perdeu a vida, durante a última rodada da taça libertadores da América.
      Primeiro ponto, foi um acidente, não houve nenhuma intenção de matar ninguém, testemunhas, um cineasta, jornalistas brasileiros e bolivianos, inclusive torcedores do San Jose, afirmaram que o incidente pareceu, com certa clareza,  na verdade um acidente, o tal objeto, um sinalizador naval, por pouco não atinge a torcida do Corinthians, por pouco não explodiu ali mesmo, entre os corinthianos, antes da explosão deste artefato outros sinalizadores do mesmo tipo haviam sido lançados como parte da festa pela comemoração do gol do atacante peruano jogador do Corinthians, "Guerreiro", só que estes, foram corretamente lançados para o alto, o último, exatamente aquele que causou o acidente, foi lançado, no momento em que um bandeirão da torcida "subia" em direção ao garoto que lançaria o artefato, um acidente por óbvia imperícia, porém, de qualquer forma um garoto morreu, certamente há responsáveis que devem ser indiciados, mas estes não estavam nas arquibancadas do estádio Jesus Bermudez na Bolívia, os responsáveis são aqueles que permitiram a entrada do artefato no Estádio, seja por falta de fiscalização, seja por falta de regulamentação; o episódio infelizmente me parece um retrato de irresponsabilidade digno de donos de casa de show em Santa Maria, as autoridades bolivianas em desespero ante a comoção popular alardeada por jornalecos e outros instrumentos da imprensa marrom daqui e de lá, elegeram "meia dúzia de bodes expiatórios" para serem injustamente jogados aos leões e acalmar a multidão furiosa daqui e os indignados de lá, aos poucos a torcida boliviana esta percebendo que houve um terrível acidente, por lá não há ódio natural ao Corinthians, por lá, então o bom senso esta tomando o devido lugar, torcedores do San Jose foram visitar os Corinthianos injustamente detidos, a imprensa local e o próprio chefe de policia admitem que aparentemente não houve intenção de ferir ninguém, o Juiz decretou prisão preventiva, certamente com medo da alguma reação popular incentivada pela imprensa, baseada, inclusive em sentimentos xenófobos, porém, logo os responsáveis pelo lançamento do artefato serão localizados e os injustiçados corinthianos detidos em solo estrangeiro serão libertados; Não tenho dúvida, a irresponsabilidade tem de ser apurada e com rigor! A vida do garoto não pode ter sido perdida em vão! Há de se rever os critérios de segurança nos estádios, mas prender inocentes, não ajudara em nada nesta caminhada!

      Segundo ponto, não me lembro em toda a minha vida de ter lido tanta bobagem, de ter visto tanta gente, falando tanta asneira ao mesmo tempo, uma espécie de um zeitgeist nazista, um ente coletivo de inspiração fascista tomou conta de são-paulinos, palmeirenses e afins, li coisas assustadoras, postagens do tipo: "Torcida de favelados", "bando de negão criminoso", "malditos analfabetos filhos da puta", "favelados desdentados e assassinos", "bando de macacos da favela" e outras imbecilidades que não merecem ser reproduzidas, isso tudo como se fosse a primeira vez que uma pessoa morre em função de um evento esportivo, lembro-me bem quando fui assistir a uma partida da Taça São Paulo de Futebol Jr, no estádio do Nacional, Corinthians e São Paulo, eu não me recordo do placar da partida, mas como disse, me lembro bem daquele dia, um garoto de quatorze anos morreu dentro do estádio, atingido, não por um disparo acidental, mas por uma bomba de fabricação caseira, um artefato feito para matar, lançado pela torcida do São Paulo, parte destes mesmos idiotas que hoje falam como arautos da pureza e da paz nas rede sociais, na verdade, os antis adorariam que não tivesse morrido UM garoto, quantos mais houvessem morrido, maior seria o êxtase dos antes, pra falar mal do Corinthians dane-se a vida das pessoas, se pudesse ter morrido 10, 20, 30 quanto mais melhor, na verdade o objetivo em nada tem haver com luto, revolta ou solidariedade, o único e exclusivo objetivo é falar mal do Timão, em seu ódio cego, não percebem as perigosas asneiras que vomitam, fazendo florescer o ódio, o racismo e um classismo às avessas se colocando ao  lado da classe opressora.
 
      Perde-se a oportunidade de debatermos as regras de segurança na taça libertadores, que são esdrúxulas, todos sabem, bombas, rojões, paus, pedras e pancadarias, ano após ano, dão a tônica da competição, isto está errado! mas, mais vale achincalhar o Corinthians que tentar solucionar o problema real, um problema de todos, milhares de garotos correm risco de morrer todos os anos em função destas irresponsabilidades!
       Eu estou no Rio de Janeiro, por aqui, nas conversas de botequim, me parece que há uma certa compreensão crescente de que foi um terrível acidente, ao ponto do técnico do Fluminense, Abel Braga, ter afirmado a imprensa ser contrario a punições ao clube (Corinthians) e sim às pessoas que permitiram a entrada do artefato, um sinalizador do mesmo tipo do que foi lançado no Estádio do Maracanã, anos atrás, durante uma partida das eliminatórias do copa do mundo, entre Brasil e Chile e  que custou a exclusão do futebol do goleiro chileno, atual treinador de goleiros do SPFC, por este haver simulado ter sido atingido pelo artefato.
       Absurdo também é o fato da imprensa brasileira, desesperadamente, falar qualquer coisa para a qualquer custo, tirar uma casquinha de lucro, se aproveitando da grandeza do Corinthians, seja fomentando os antis, seja propagando bobagens e inverdades, seja mentindo descaradamente,  chegando a afirmar que o Corinthians poderia ser excluído da competição, ou são burros, ou mal intencionados, o regulamento prevê exclusão em situações dispares da ocorrida na Bolívia, como por exemplo no caso do abandono de uma partida.
        A Fiel torcida corinthiana, caso seja mantida a injusta e abusiva punição aplicada ao clube, dará mais uma demonstração de força, amor e raça, lotaremos todo o bairro do Pacaembu em São Paulo, caso não possamos entrar no estádio, e diferente dos "antis", estaremos de luto, verdadeiro, não só hasteando as bandeiras do clube a meio pau, não só entrando em campo com uma faixa preta, não só auxiliando a família do garoto, mas pressionando verdadeiramente os verdadeiros responsáveis pelo incidente, cobrando que os culpados sejam punidos, os inocente libertados e lutando para que isso nunca mais volte acontecer!

Saudações Corinthianos, em luto e ...
Vai Corinthians
Eu nunca vou te abandonar!
 
 
 Na mídia:
 [...]
A tragédia de Oruro abre flanco para oportunismo e mais ódio. Leio no Twitter e em outras redes sociais que o Corinthians deve ser punido de qualquer forma, por anos, para sempre, ter títulos internacionais confiscados, entre outras bobagens. Comentários movidos pelo ódio ao clube em questão, não por solidariedade à família de Kevin, ou indignação com o fato em si [...]

"Paulo Julio Cement"

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Antes, corintiano era maloqueiro e ladrão. Agora, somos tratados como assassinos. A generalização é arma dos estúpidos para alimentar o ódio

"Marcelo Rubens Paiva"


Racismo no Norte: Palestino indicado ao Oscar é detido no aeroporto de Los Angeles


Emad Burnat, diretor de "5 Broken Cameras" foi detido quando chegava ao Estados Unidos para participar da cerimonia de entrega do Oscar, da sala do aeroporto onde estava detido, conseguiu enviar uma mensagem para Michel Moore que mais tarde afirmou: “Parece que eles não conseguiam entender como um palestino podia ter sido indicado ao Oscar”



Leia matéria do Jornal "Brasil de Fato"

A Palestina vai ao Oscar. E é detida no aeroporto

Emad Burnat, diretor de "5 Broken Cameras" [5 câmeras quebradas], filme indicado ao Oscar de melhor documentário estrangeiro, foi detido na noite de 19 de fevereiro ao desembarcar no aeroporto de Los Angeles, Califórnia, para participar da festa do cinema de Hollywood. Ele, a esposa Soraya e o filho Gibril, de 8 anos – que também participam do filme –, foram levados para uma área fechada nas dependências do aeroporto e submetidos a interrogatório. Segundo as autoridades de imigração, Emad não tinha em seu poder o “convite apropriado para o Oscar”, seja lá o que isso for.
Emad enviou uma mensagem, pelo celular, a Michael Moore, o polêmico documentarista de "Tiros em Columbine", "Fahrenheit 11 de setembro" (filme que questiona a versão oficial do atentado ao World Trade Center) e um dos diretores da Academia de Hollywood. Moore denunciou a detenção a seus 1,4 milhão de seguidores no Twitter e acionou o pessoal da Academia, que por sua vez contatou advogados para cuidar do caso. “Pedi a Emad que repetisse meu nome várias vezes aos oficiais da imigração e que lhes desse meus números de telefone”, disse Moore. “Parece que eles não conseguiam entender como um palestino podia ter sido indicado ao Oscar”, completou, irônico.
Moore também deixou claro que faria o que estivesse a seu alcance para impedir a deportação que ameaçava a família Burnat. E foi bem-sucedido, porque uma hora e meia depois eles foram libertados. “Mas só poderão ficar em Los Angeles uma semana, até o Oscar”, esclareceu Moore. E, de novo com ironia, acrescentou: “Bem-vindos aos Estados Unidos!”
Para Emad, a detenção não é nenhuma novidade. “Quando se vive sob ocupação militar, sem nenhum direito, esse é um acontecimento diário”, declarou.

Em cena, a ocupação militar da Palestina

O filme "5 Broken Cameras" é o resultado de sete anos de trabalho de Emad, que comprou a primeira câmera quando Gibril nasceu e passou a registrar tudo o que acontecia em sua vila natal, Bil’in, na Cisjordânia, sob ocupação militar de Israel. Ajudado pelo israelense Guy Davidi, que esteve ao lado da resistência de Bil’in desde os primeiros dias, foi responsável pelo pós-roteiro de "5 Broken Cameras" e figura como codiretor, Emad fez um documento fundamental para a compreensão, pelo público externo, do cotidiano palestino sob ocupação. O título do filme faz referência às cinco câmeras que o exército israelense inutilizou ao atingi-las com tiros. Numa dessas ocasiões o equipamento salvou a vida do diretor – a câmera deteve a bala atirada na direção da cabeça de Emad.




19 de fevereiro de 2013

Boicote empresas que não contratam pessoas com deficiência

Não aceite a discriminação!!! Não sustente a opressão!!!
 

 
Lei Nº 8213

Art. 93 - A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
...
I - até 200 empregados: 2%
II - de 201 a 500: 3%
III - de 501 a 1000: 4%
IV - de 1001 em diante: 5%

§ 1º - A dispensa de trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado ao final de contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante.

§ 2º - O Ministério do Trabalho e da Previdência Social deverá gerar estatísticas sobre o total de empregados e das vagas preenchidas por reabilitados e deficientes

18 de fevereiro de 2013

Poema: "O muro" de Felipe Martins da Silva

 
"O muro"
 
O muro da fronteira
sisudo e mudo
É o purgatório.
Limite entre o inferno
e o inferno.
Dois ciclos (ou mais).
O muro
Dividiu a crença,
A água e os grãos.
Grãos aos montes
nas praças
nas calçadas
nos casamentos
Das aves eleitas,
que transitam
-só estas-
Pelos ares prometidos.
A terra foi rompida,
os ares não.
Nenhuma pomba branca,
Pomba, bomba
o fósforo branco.
Inseto de pólvora,
amarelo cardo,
tons de terra seca,
de terra embebida
em sangue-anêmico
Sangue de Sião
Povo do terror,
do pau-e-pedra,
dos sapatos-bomba.

O muro avança.


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Felipe Martins da Silva
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